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Nelson Teich é o novo ministro da Saúde

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O ministro da Saúde demitido, Luiz Henrique Mandetta, foi o mais bem avaliado integrante na equipe do governo Jair Messias Bolsonaro e tinha amplo respaldo da população na defesa de medidas de isolamento social: 72,2% apoiam a quarentena durante a crise do novo “Coronavírus“, mesmo com a queda de renda mensal, que é relatada por 51,6%.

Segundo pesquisa da Consultoria Atlas Político, demissão do hoje ex-ministro da Saúde Mandetta, é rejeitada por 76,2% dos entrevistados

Apesar das críticas do presidente Jair Bolsonaro à sua atuação, Luiz Henrique Mandetta foi avaliado de forma positiva por 64% dos entrevistados e de forma negativa por 17%, a menor rejeição entre os integrantes do governo.

A DEMISSÃO

Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e de planejar o enfrentamento da “Pandemia do Coronavírus“, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar”.

Com essas palavras, o agora ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta anunciou via Twitter o fim da novela que levou à sua demissão. O oncologista Nelson Teich, recebido por Bolsonaro ontem (16) em Brasília, e já é o novo ministro da Saúde.

Luiz Henrique Mandetta sai por ter batido de frente com o presidente, que se recusa a aceitar o isolamento social como fundamental no combate ao adoecimento da população. Um dos poucos casos em todo o mundo, Bolsonaro segue cada vez mais isolado e vendo sua aprovação cair na proporção que sobe o número de mortos.

O novo ministro

Nascido no Rio de Janeiro, Nelson Teich, o escolhido por Bolsonaro para substituir Luiz Henrique Mandetta no comando do Ministério da Saúde é oncologista e empresário, ele é sócio da Teich Health Care, uma consultoria de serviços médicos.

Nelson Teich atuou como consultor informal da campanha eleitoral de Bolsonaro em 2018, quando chegou a ser cotado para o cargo de ministro da Saúde numa eventual vitória, mas foi preterido.

Teich já participou do atual governo entre setembro de 2019 e janeiro de 2020, ele foi assessor do secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna.

O médico é formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e especializado em oncologia no Instituto Nacional de Câncer (Inca). Em 1990, fundou o Grupo Clínicas Oncológicas Integradas (Coi) e atuou como presidente da entidade até 2018. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), ele defende o isolamento horizontal, assim como seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta.

Esse modelo é aplicado inclusive a quem não compõe o grupo de risco do “Coronavírus“.

Já Bolsonaro é francamente favorável ao isolamento vertical, que não encontra validação em nenhum estudo científico e seria aplicável para os chamados grupo de riscos, compostos principalmente por idosos, além de hipertensos, diabéticos e outros doentes crônicos.

Em sua rede social LinkedIn, Teich publicou um texto em que critica a discussão polarizada entre Saúde e Economia, principal razão para o conflito permanente entre Mandetta e o presidente.

Segundo o artigo, a situação foi conduzida de forma inadequada, como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro.

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Política

Rodízio de veículos, atendimento por CPF esta suspenso; Pinheiro apresenta nesta segunda-feira (6) projeto de barreiras sanitárias

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A grande repercussão negativa entre a população cuiabana levou a Prefeitura de Cuiabá voltar atrás e revogar o Novo Decreto assinado por Emanuel Pinheiro em menos de horas.

Pinheiro, decidiu nesta sexta-feira (3) que suspenderá, neste primeiro momento, as medidas de rodízio no tráfego de veículos e limitação, por CPF, nos atendimentos presenciais realizados por bancos, lotéricas, supermercados e distribuidoras de bebidas. As normas constam no Decreto nº 7.975, que foi assinado pelo chefe do Executivo nesta ultima quinta-feira (2), e passariam a valer a partir de segunda-feira (6).

O Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro definiu que, na próxima segunda-feira, irá apresentar o projeto para a instalação de barreiras sanitárias na Capital. A medida cumpre com a decisão judicial imposta pelo juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, em atendimento ao requerimento do Ministério Público do Estado (MPE).

As duas medidas suspensas serão discutidas com os segmentos da sociedade civil organizada e avaliada nas deliberações do Comitê de Enfrentamento ao Novo “Coronavírus. O prefeito reconhece que, por ser ações que resultam em grandes impactos na rotina da população, é necessário que elas sejam melhores debatidas para que, se necessário a implantação, isso aconteça da forma mais tranquila possível.

Entendo a reação e sei que não é fácil mudar os nosso hábitos, mas está na hora de cada um de nós refletir sobre nosso papel nessa luta. Só vamos vencer essa guerra, se cada um fizer sua parte, caso contrário não adianta só exigir do poder público e não agir com responsabilidade, querer viver como se estivesse tudo normal. Não há decreto no mundo que dê jeito, se não tiver o apoio da população. Cada um fazer a sua parte, exige sacrifícios temporários, como nestes casos que eram apenas de 15 a 17 dias”, comentou Emanuel Pinheiro.

Seguem valendo, até o dia 20 de julho, a ampliação do toque de recolher, das 20h às 5h; regime de trabalho no sistema home office para servidores municipais; proibição da utilização de refeitórios e restaurantes nos hotéis e hospedarias; suspensão do funcionamento de motéis; suspensão das as atividades presenciais nas unidades de ensino públicas e privadas; transporte coletivo com funcionamento total da frota.

Além disso, seguindo a decisão judicial, continua vedada a abertura ao público dos shoppings centers e congêneres, permitida tão somente o funcionamento das atividades essenciais mediante sistema delivery. Também está permitida a comercialização de produtos oriundos das atividades essenciais pelo sistema de entrega e retirada de produtos (delivery e passe e pegue), desde seguida todas as medidas de biossegurança.

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