TRÁFICO DE MULHERES
Crescimento do tráfico de mulheres para fins sexuais chama atenção de deputado
“É dia de celebração? Sim! Mas também é dia para analisarmos, refletirmos e nos informamos”.
Chamou a atenção o deputado estadual do Partido Verde (PV), Luis Amilton Gimenez, o Dr. Gimenez, no Dia Internacional da Mulher, celebrado neste 8 de março, referindo-se ao crescimento do tráfico de mulheres para fins sexuais.
Principais vítimas da violência doméstica e de crimes sexuais, mulheres e meninas também são os alvos preferenciais de traficantes de seres humanos. De acordo com um estudo divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), de cada 100 pessoas que caíram nas mãos desse tipo de criminoso, 76 eram do sexo feminino.

Cerca de 60% das vítimas acabam exploradas sexualmente. Outra parcela significativa entre 31% e 36%, é usada para trabalho escravo. O levantamento da ONU ainda mostra que a proporção de meninas vem crescendo nos últimos anos. De cada três crianças traficadas no mundo atualmente, duas são sexo feminino. A realidade brasileira ainda é pouco conhecida.
O tráfico de pessoas é um tipo de crime que movimenta anualmente mais de US$ 30 bilhões de dólares segundo a ONU.
O deputado estadual Dr. Gimenez está à frente do debate sobre tráfico de pessoas na Assembleia Legislativa.
“Após ser chamado para integrar esse debate junto com outros gestores da região oeste, comecei me aprofundar no assunto e os números são alarmantes”, se preocupa.
Gimenez relata que, em todo o mundo, de acordo com o último Relatório Global sobre Tráfico de Pessoas do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), mulheres e meninas continuam sendo as principais vítimas do tráfico de pessoas (65%). A finalidade de exploração sexual, que envolve principalmente vítimas femininas (92%), representa 50% dos casos. Ainda segundo esse mesmo relatório, entre as mulheres vítimas, 77% foram traficadas para a exploração sexual e 14% para fins laborais.
Diante dos números, o deputado quis ouvir seus seguidores sobre o assunto. Em uma das enquetes nas redes sociais, ele perguntou se o público tinha conhecimento de que existem turismo sexual e que 70 mil mulheres eram vítimas de tráfico sexual na Europa?!
Usando o caso do áudio do deputado estadual de São Paulo, Arthur do Val, acusado de promover o turismo sexual e o desrespeito às mulheres da Ucrânia.
“Mais de 50% responderam que não tem conhecimento. Isso é muito preocupante. Pois mostra a nós a deficiência ainda em informação, conhecimento, é um dos agravantes, sim, para esses números altos. Diante disso, peço a você, mulher, que busque pelos seus direitos, lute para que ele seja valido. Desconfie de promessas que tragam mudanças de vida rápidas. Divida as informações com alguém de sua confiança e denuncie, sempre. Acredite, o poder público tem lutado pela sua proteção”, declara.
Nesta corrida pela vida, além de implantação de uma câmara temática para tratar as políticas públicas sobre o tráfico de pessoas, o parlamentar é autor da Lei 11065/19, que amplia a segurança a mulher. Ela obriga os hospitais públicos e privados a fazerem o comunicado às delegacias de polícia sobre os atendimentos de mulheres vítimas de violência.
Outra lei de sua autoria que beneficia a mulher é a Lei 11650/21. O dispositivo garante o acesso a todas as informações sobre a prevenção do câncer de ovário, que está entre as doenças que mais matam mulheres.
“Se você tem informação, você aumenta as chances de descobrir a doença de forma precoce e o índice de cura é elevado”, confirma.
O deputado, em três anos de mandato, apresentou mais de 10 projetos de leis voltados à saúde, segurança e bem-estar da mulher. Gimenez também vem lutando pela mulher rural, trazendo essa bandeira na representação da mulher nos demais segmentos.
“Vocês podem muito. E assim como qualquer outro ser humano, precisam de incentivo e acolhimento para que, muitas vezes, aflore toda essa potência. Como médico da família e, hoje, deputado, desenvolvi um olhar sensível ao público feminino. E é isso que procuro incentivar meus demais colegas de parlamento e a todos os homens que fazem parte do meu círculo“.
Gimenez finaliza colocando-se à disposição da mulher, no parlamento, para ajudar fazer valer o direito de cada uma.
“Parabéns pela sua força e resistência diante de tanta violência que ainda existe contra você. Conte comigo para ajudar fazer valer os seus direitos. E se alguém negá-los a você, mulher, denuncie imediatamente”, conclui.
Política
PF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político
Quando um processo judicial é aberto, nem sempre é possível esperar o julgamento final para proteger direitos ou evitar danos preliminares. É nesse contexto que entram as medidas cautelares, instrumentos jurídicos preventivos que asseguram que a decisão final tenha efeito prático e que bens, pessoas ou provas não sejam comprometidos enquanto o mérito não é julgado.
Ainda tem dúvidas sobre o que são medidas cautelares e quando podem ser aplicadas? As medidas cautelares são decisões temporárias tomadas pelo juiz ao longo de um processo, visando proteger direitos, provas ou garantir que a futura decisão judicial possa ser cumprida.
Elas servem como um tipo de proteção antecipada, evitando que algo importante seja perdido ou prejudicado antes que o caso seja julgado definitivamente. Um exemplo de aplicação da medida cautelar é quando há necessidade de impedir que uma pessoa venda seus bens e fique sem pagar uma dívida, ou que destrua provas importantes.
Foi quebrada medida cautelar?
A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de registros audiovisuais para averiguar o eventual descumprimento de restrições judiciais por parte do ex-governador Mauro Mendes (UB) e do deputado federal Fábio Garcia (UB). Ambos são investigados na “Operação Heritage“, apuração que debruça-se sobre um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a acordos firmados entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi S.A.
O episódio sob investigação ocorreu durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), realizado no município de Sinop. Na ocasião, Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, momento em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes.
As medidas cautelares em vigor foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal. A decisão judicial impôs expressamente a proibição de contato entre os investigados, a retenção de passaportes e o impedimento de ausentar-se do país sem autorização prévia.
Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou que tais restrições visam assegurar um controle estatal eficiente, reduzindo os riscos de evasão e de interferência no processo pedagógico-processual. Segundo a decisão, essas medidas representam uma constrição menos gravosa à liberdade de locomoção do que a decretação de uma prisão preventiva, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.
A análise do material audiovisual tornou-se prioritária para os investigadores, uma vez que as gravações mostram o deputado citando nominalmente o ex-governador no palco. Em um dos vídeos anexados aos autos, Fábio Garcia declara abertamente cumprimentar todas as autoridades presentes em nome de Mauro Mendes, evidenciando a proximidade física durante o evento.
Em resposta às acusações, a defesa e os interlocutores de ambos os políticos sustentam que a permanência em um mesmo ambiente público não configura violação das regras judiciais, desde que não ocorra comunicação direta sobre os fatos investigados. O ex-governador Mauro Mendes, ao ser questionado sobre o incidente, reiterou a interlocutores que a presença conjunta no espaço não infringiria a ordem da Suprema Corte.
No âmbito jurídico, juristas e especialistas em direito penal apontam que as restrições impostas têm como finalidade primórdia evitar o alinhamento de depoimentos e a ocultação de provas. A maioria dos peritos consultados avalia que a aproximação e o diálogo em público podem ser interpretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como quebra de cautelar, abrindo margem para o endurecimento das sanções.
O risco processual para os investigados reside no fato de que o descumprimento reiterado de determinações judiciais pode ensejar a decretação de medidas mais severas. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que houve afronta deliberada à ordem do ministro relator, o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de substituição das cautelares por prisão preventiva.
Diante do desdobramento das imagens, o ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político e um dos denunciantes do chamado “escândalo da Oi” perante a Procuradoria-Geral da República, protocolou um pedido formal de prisão contra Mendes e Garcia. A representação fundamenta-se na alegação de violação direta das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.
O caso segue agora sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que deverão emitir relatórios conclusivos sobre o conteúdo dos vídeos. Caberá ao ministro Flávio Dino decidir se os atos praticados no palanque em Sinop caracterizam descumprimento formal da decisão ou se a alegação de contato acidental será acolhida.
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