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Em convenção do PT, Barranco é confirmado candidato ao Senado

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O deputado Estadual Valdir Mendes Barranco (PT) foi escolhido candidato ao Senado da Republica pelo Partido dos Trabalhadores (PT) na noite desta quarta-feira (16), em convenção realizada no Hotel Paiaguás. A primeira suplência fica com a ex-reitora Maria Lucia Cavalli Neder (PCdoB), e a segunda com a ex-vereadora por Cuiabá, professora universitária aposentada Enelinda Scala (PT).

Barranco representa a esquerda num cenário com muitos nomes ligados à direita. Ele promete lutar por reforma tributária “para que os ricos paguem mais que os pobres“.

Não dá pra gente conceber a tributação sobre eles [agricultores] que isenta eles através da Lei Kandir, principalmente os maiores… nós temos aqui no estado 180 mil propriedades rurais, dessas apenas quatro mil são propriedades grandes e só 81 são propriedades realmente de latifúndio. Então são esses os grandes beneficiários e eles estão desonerados de pagar impostos em função da exportação. Então nós queremos trabalhar para criarmos aqui oportunidades para os pequenos, para a agricultura familiar, que defenda esses que estão abandonados, mas também pra que o agronegócio possa continuar produzindo, gerando superávit para o país, mas industrializando aqui, gerando emprego e impostos, afirmou.

Acredito que  teremos várias candidaturas sendo mais do mesmo, disputando um único projeto. Um projeto reacionário, conservador. E nós defendemos a vida, o emprego, os direitos dos trabalhadores, dos servidores públicos, a oportunidade de fazer um embate no Senado da República num momento que nós temos lá uma proposta de reforma administrativa, proposta de reforma tributária… será uma candidatura mais alinhada com o povo, que está passando neste momento por uma enorme dificuldade, com a economia afundando no nosso país, tenho certeza que vai precisar do nosso trabalho em defesa dos eleitores de Mato Grosso, completou.

Participam presencialmente do evento a deputada federal Professora Rosa Neide (PT) e do deputado estadual Lúdio Cabral (PT). De forma remota, via aplicativo Zoom, a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffman, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e diversas lideranças petistas de todo o país. 

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O partido também lançou nesta quarta-feira (16) o ex-juiz federal Julier Sebastião à Prefeitura de Cuiabá, em chapa pura com a a professora Vera Bertolini como vice.

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Política

Republicanos questiona idoneidade do Instituto Percent

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O partido Republicanos, legenda à qual é filiado o governador do Estado de Mato Grosso, Otaviano Olavo Pivetta, formalizou uma representação jurídica junto à Justiça Eleitoral para pleitear a impugnação da pesquisa de intenção de voto realizada pelo Instituto Percent. A peça processual, que contesta os dados divulgados na última semana por diversos veículos de imprensa locais, surge em um momento de ebulição das articulações políticas para a sucessão estadual. O partido alega que o levantamento apresenta inconsistências técnicas e metodológicas que comprometem a lisura do processo democrático, argumentando que a manutenção da divulgação de tais índices pode induzir o eleitorado a erro antes mesmo do início oficial do período de campanha.

A ofensiva jurídica é encabeçada pelo advogado Rodrigo Terra Cyrineu, que assina a petição fundamentada em supostas irregularidades eivadas de subjetivismo por parte do prestador de serviço. Segundo o Republicanos, o Instituto Percent, por intermédio de seu sócio-administrador, teria extrapolado a função técnica de aferição estatística para adentrar o campo da análise política parcial. O partido sustenta que as declarações públicas do empresário sobre os números apurados não possuem lastro científico, servindo apenas para chancelar interpretações pessoais que desfavorecem a imagem do atual chefe do Executivo estadual e beneficiam diretamente seus principais adversários na corrida pelo Palácio Paiaguás.

O conflito central reside nos dados que posicionam Otaviano Pivetta em terceiro lugar na preferência dos entrevistados, figurando atrás dos senadores Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (Federação União Progressista). O Republicanos refuta veementemente essa hierarquia, apontando que a amostragem foi utilizada como ferramenta de propaganda política negativa. O cerne da discórdia é a suposta “profunda problemática” estrutural do levantamento, que, na visão da sigla governista, falha em refletir a realidade socioeconômica e a distribuição demográfica do estado, focando em narrativas que tentam consolidar uma percepção de enfraquecimento da gestão atual sem o devido rigor que a legislação eleitoral exige.

O cenário geográfico e político desta disputa é o Estado de Mato Grosso, um território onde o Agronegócio e as políticas de infraestrutura ditam o ritmo das intenções de voto. A representação tramita no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), instituição incumbida de zelar pela equidade entre os candidatos e pela fidedignidade dos institutos de pesquisa que operam na região.

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A capital, Cuiabá, concentra o debate jurídico, mas os reflexos da possível impugnação estendem-se aos 141 municípios mato-grossenses, uma vez que a pesquisa em questão buscava traçar um diagnóstico abrangente da vontade popular em todo o extenso território do estado.

Cronologicamente, a crise institucional entre o partido Republicanos e o Instituto de Pesquisa Percent escalou rapidamente após a publicação do relatório na semana passada. Imediatamente após a divulgação dos índices, o Republicanos protocolou um pedido de acesso a informações detalhadas junto ao TRE/MT, buscando esmiuçar a base de dados do Instituto Percent. Diante das respostas obtidas e das declarações do dono do instituto à imprensa, a legenda optou por judicializar a questão de forma definitiva em 2026, buscando uma liminar que interrompa qualquer nova menção aos resultados questionados enquanto o mérito da questão técnica não for devidamente apreciado pela magistratura eleitoral.

As razões que levaram à representação jurídica baseiam-se na acusação de parcialidade manifesta. O partido argumenta que o sócio do instituto emitiu juízos de valor temerários ao afirmar que o governador Otaviano Pivetta enfrenta “forte resistência” entre o eleitorado feminino e o funcionalismo público. Para o corpo jurídico do Republicanos, tais afirmações são desprovidas de base estatística sólida e configuram uma tentativa deliberada de criar um estigma político contra o pré-candidato.

A petição destaca que o serviço de pesquisa é “inerentemente técnico” e que a “ausência de racionalidade” nas falas do empresário evidencia uma desconexão perigosa com a realidade dos dados coletados em campo.

O procedimento para a impugnação segue os ritos estabelecidos pelo Código Eleitoral e pelas resoluções vigentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A peça jurídica foi distribuída ao juiz Luis Otavio Pereira Marques, magistrado do TRE/MT, a quem caberá a análise de mérito. O processo de fiscalização envolve a conferência da metodologia aplicada, do plano amostral, do intervalo de confiança e da margem de erro declarada. Caso o magistrado identifique que houve, de fato, uma extrapolação interpretativa ou falhas no questionário aplicado, o Instituto de Pesquisa Percent poderá ser multado e a pesquisa declarada nula para fins de divulgação pública e oficial.

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A finalidade principal desta ação é a preservação da integridade do pleito e a proteção do direito à informação correta. O Republicanos busca evitar o que chama de “enaltecimento seletivo” de certas forças políticas em detrimento de outras, baseado em interpretações que o partido classifica como carentes de fundamento científico. Para a legenda, a “clareza absoluta” de mudança defendida pelo dono do instituto seria uma afronta à neutralidade que se espera de uma empresa especializada.

O objetivo, portanto, é garantir que as pesquisas eleitorais sirvam como bússolas informativas e não como instrumentos de manipulação da opinião pública através de análises eivadas de viés ideológico.

As consequências imediatas desta batalha judicial refletem a tensão crescente entre o setor técnico de estatística e os grupos políticos em Mato Grosso. Se a impugnação for aceita, o Instituto Percent poderá ter sua credibilidade abalada e enfrentar sanções pecuniárias severas. Por outro lado, se a Justiça Eleitoral mantiver a validade do levantamento, o governador Otaviano Pivetta terá o desafio político de reverter os índices apresentados e enfrentar as críticas citadas na pesquisa.

De qualquer forma, o episódio serve como um importante precedente sobre os limites da liberdade de análise de diretores de institutos em relação aos dados brutos coletados por seus próprios recenseadores.

Atualmente, o processo aguarda uma decisão interlocutória do juiz Luis Otavio Pereira Marques. Não há, até o presente momento, uma sentença ou decisão liminar que suspenda os efeitos da pesquisa ou que condene o Instituto de Pesquisa Percent por irregularidades. Enquanto o Judiciário não se manifesta, o ambiente político em Mato Grosso permanece sob o impacto dos números divulgados, evidenciando que a estatística se tornou, definitivamente, uma das principais frentes de batalha das eleições de 2026.

A sociedade mato-grossense aguarda o desfecho desta controvérsia, que definirá os parâmetros de transparência e técnica que regerão os próximos levantamentos eleitorais no Estado de Mato Grosso.

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