Search
Close this search box.

Política

CCJ aprova emendas de Lúdio Cabral que destinam recursos de venda de imóveis do Estado para Previdência

Publicados

em

Após audiência pública do Governo do Estado com representantes de sindicatos, associações e igrejas, para esclarecer pontos do Projeto de Lei 26/2020 que enviou à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) e que irá regulamentar as sessões, doações, concessões, alienações e que criará regras de transição para quem já recebeu terrenos públicos do Estado.

O Projeto de Lei tramitou na Casa de Leis de forma disciplinar, organizada e sistemática todos os instrumentos jurídicos utilizados para a gestão patrimonial dos bens públicos da administração, inclusive, os que foram doados através de atos administrativos, e hoje são alvo de ações judiciais.

33 imóveis que foram doados ou cedidos de forma irregular pelo Governo do Estado, e a nova legislação virão para regulamentar estas situações.

Nesta terça-feira (31), a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) aprovou parecer favorável às emendas do deputado estadual do Partido dos Trabalhadores (PT), Lúdio Frank Mendes Cabral, que garantem recurso ao fundo previdenciário de Mato Grosso.

Leia Também:  Câmara aprova "Nova Lei" do gás natural

Lúdio apresentou três emendas ao Projeto de Lei 26/2020, enviado pelo governo para tratar da gestão patrimonial do estado.

A proposta original do governador previa que, além do MT Prev, o Governo do Estado poderia usar esses recursos também para pagar empréstimos.

Pelas emendas de Lúdio, todos os recursos vindos da venda, locação, cessão e concessão de bens e direitos do Estado irão para uma conta especial do MT Prev, para solucionar o déficit da Previdência no Estado. A proposta ainda será votada em plenário.

Um dos caminhos para repor o déficit da previdência vem da gestão do patrimônio do estado, principalmente dos imóveis. Conseguimos aprovar emendas na CCJ assegurando que todos os recursos financeiros advindos da venda, locação, cessão e concessão de bens e direitos do estado de Mato Grosso serão alocados em uma conta especial do MT Prev, explicou Lúdio.

O deputado lembrou que o governo estadual conseguiu aprovar em janeiro o aumento da alíquota da previdência e o confisco de parte da aposentadoria dos inativos sem apresentar nenhum plano para resolver o déficit da Previdência de Mato Grosso. Desde o início dos debates, Lúdio Cabral defendeu o uso do patrimônio estadual para compor o fundo previdenciário.

Com a aprovação das nossas emendas, os recursos vindos dos imóveis e de todo o patrimônio do estado vão compor a poupança previdenciária de Mato Grosso. Isso vai corrigir uma injustiça histórica com os servidores e com a nossa previdência. Essa é uma vitória muito importante para os servidores públicos de Mato Grosso“, disse Lúdio.

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Política

PF analisa suposto descumprimento de cautelares por investigados na “Operação Heritage” em evento político

Publicados

em

Quando um processo judicial é aberto, nem sempre é possível esperar o julgamento final para proteger direitos ou evitar danos preliminares. É nesse contexto que entram as medidas cautelares, instrumentos jurídicos preventivos que asseguram que a decisão final tenha efeito prático e que bens, pessoas ou provas não sejam comprometidos enquanto o mérito não é julgado.

Ainda tem dúvidas sobre o que são medidas cautelares e quando podem ser aplicadas? As medidas cautelares são decisões temporárias tomadas pelo juiz ao longo de um processo, visando proteger direitos, provas ou garantir que a futura decisão judicial possa ser cumprida.

Elas servem como um tipo de proteção antecipada, evitando que algo importante seja perdido ou prejudicado antes que o caso seja julgado definitivamente. Um exemplo de aplicação da medida cautelar é quando há necessidade de impedir que uma pessoa venda seus bens e fique sem pagar uma dívida, ou que destrua provas importantes.

Foi quebrada medida cautelar?

A Polícia Federal (PF) deu início à análise técnica de registros audiovisuais para averiguar o eventual descumprimento de restrições judiciais por parte do ex-governador Mauro Mendes (UB) e do deputado federal Fábio Garcia (UB). Ambos são investigados na Operação Heritage, apuração que debruça-se sobre um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões relacionado a acordos firmados entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi S.A.

O episódio sob investigação ocorreu durante o ato público de lançamento da candidatura do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB), realizado no município de Sinop. Na ocasião, Mendes e Garcia dividiram o mesmo palanque político, momento em que o parlamentar dirigiu saudações públicas ao ex-governador e trocou breves palavras com ele na presença dos demais participantes.

As medidas cautelares em vigor foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao autorizar operações de busca e apreensão e a quebra de sigilo fiscal. A decisão judicial impôs expressamente a proibição de contato entre os investigados, a retenção de passaportes e o impedimento de ausentar-se do país sem autorização prévia.

Leia Também:  Máquinas de infratores é destinada pela SEMA para combater incêndios no Pantanal

Em sua fundamentação, o magistrado ressaltou que tais restrições visam assegurar um controle estatal eficiente, reduzindo os riscos de evasão e de interferência no processo pedagógico-processual. Segundo a decisão, essas medidas representam uma constrição menos gravosa à liberdade de locomoção do que a decretação de uma prisão preventiva, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

A análise do material audiovisual tornou-se prioritária para os investigadores, uma vez que as gravações mostram o deputado citando nominalmente o ex-governador no palco. Em um dos vídeos anexados aos autos, Fábio Garcia declara abertamente cumprimentar todas as autoridades presentes em nome de Mauro Mendes, evidenciando a proximidade física durante o evento.

Em resposta às acusações, a defesa e os interlocutores de ambos os políticos sustentam que a permanência em um mesmo ambiente público não configura violação das regras judiciais, desde que não ocorra comunicação direta sobre os fatos investigados. O ex-governador Mauro Mendes, ao ser questionado sobre o incidente, reiterou a interlocutores que a presença conjunta no espaço não infringiria a ordem da Suprema Corte.

Leia Também:  Potes de manteiga com informações falsas foram apreendidas pelo Procon

No âmbito jurídico, juristas e especialistas em direito penal apontam que as restrições impostas têm como finalidade primórdia evitar o alinhamento de depoimentos e a ocultação de provas. A maioria dos peritos consultados avalia que a aproximação e o diálogo em público podem ser interpretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como quebra de cautelar, abrindo margem para o endurecimento das sanções.

O risco processual para os investigados reside no fato de que o descumprimento reiterado de determinações judiciais pode ensejar a decretação de medidas mais severas. Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que houve afronta deliberada à ordem do ministro relator, o Código de Processo Penal prevê a possibilidade de substituição das cautelares por prisão preventiva.

Diante do desdobramento das imagens, o ex-governador Pedro Taques (PSB), adversário político e um dos denunciantes do chamado “escândalo da Oi” perante a Procuradoria-Geral da República, protocolou um pedido formal de prisão contra Mendes e Garcia. A representação fundamenta-se na alegação de violação direta das condições impostas para a concessão da liberdade provisória.

O caso segue agora sob avaliação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que deverão emitir relatórios conclusivos sobre o conteúdo dos vídeos. Caberá ao ministro Flávio Dino decidir se os atos praticados no palanque em Sinop caracterizam descumprimento formal da decisão ou se a alegação de contato acidental será acolhida.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA