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TUDO POR UM VOTO

Vale tudo para conquistar o eleitor: de baixaria até se inscrever no “Tinder”

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Começou como o Blog do Valdemir havia previsto: o nível baixou na campanha eleitoral, para não dizer rasteiro e sofrível. A política em Mato Grosso mudou nos últimos anos. Inaugurou se um tempo de ofensas pessoais, destruição de honras e reputações. A maldade e a ofensa pessoal chegaram onde faltam as propostas e a estatura política, pessoal e o caráter.

E não é somente contra uma pessoa ou um grupo político, especificamente, vão atacando e achincalhando quem esteja na frente e atrapalha o projeto político/financeiro. Político ou cidadão comum. As acusações veladas contra alguns candidatos são desproporcionais e absurdas. Ali não se questionam o político, mas se ataca um homem, um filho, um pai, uma mãe. Todo mundo tem família, a que geralmente sofre mais do que o próprio atacado.

Nas redes sociais, pipocam ataques, panfletos apócrifos, vídeos e toda sorte de agressões a toda honra. A internet ainda é território de ninguém e apesar do anonimato vedado, Fakes News vão produzindo agressões compartilhadas por gente tão irresponsável quando quem produz.

Como se todos os acusadores fossem santos imaculados e os pecados capitais fossem só dos outros, quando são pecados. Nessa hora ninguém lembra de famílias, talvez nem tão santos assim.

O Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Mato Grosso (TRE/MT), precisa agir rápido antes que aconteça um problema maior. Senhores candidatos, não precisam vir com baixaria, aqui é 40°.

O pleito eleitoral em Mato Grosso, está sendo uma disputa tensa e conturbada nesta reta final, premiada de revelações e acusações que desqualificam os candidatos mato-grossenses. Apelar para o destempero é próprio de quem carece de argumentos consistentes, verdades, sabedoria e antecedentes que brilham por si só, sem muitas palavras. A indecência de acusações recíprocas pode gerar profunda surpresas nas urnas, pois nada é dito que possa satisfazer o real interesse do eleitor.

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Assim, esse mesmo eleitor pode se cansar e, quem sabe inventar uma segunda via de voto, por mais tênue que essa possibilidade possa parecer no presente momento. Seria como dar o troco aos que ameaçam afligir o futuro de Mato Grosso.

É bom salientar que neste momento, ainda não tem nada definido para o Senado, Câmara Federal e para uma das cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT). A vantagem nas pesquisas não é abissal. O que temos é o escorpião, carregado pelo sapo, aproximando-se da margem oposta do Rio Cuiabá, agradecerá com uma picada em quem o levou são e salvo. Na verdade, senhores candidatos, apenas acusar outros, faz passar o tempo em vão, incorrendo mesmo em abandono, sem dar alívio aos erros que fizeram.

Não se esqueçam: a verdade é que pouco importa cooptar figurões da política brasileira, trazendo-os para o cocho na última hora. Isso pode ser um bumerangue, ainda mais com a participação de figuras, estranha e não habilitados.

Uma dica do Blog do Valdemir para os postulantes a cargos eletivos 2022 na Terra de Rondon: o passado mediano, a trajetória errática, a chegada ao poder sem programas e sem saber porque foi eleito, a vitória decorrente de fracassos reiteradas e malfeitos da política que se perderam em suas histórias, desta vez não servirão. Serão os resultados concretos que estarão “sub judice“, ou, ao menos deveriam estar.

PS: digam o que quiser, se a campanha não está possibilitando um debate dos mais iluminados ou uma disputa das mais eficientes, pelo menos está deixando muitas frases saborosas. Algumas por sua graça. Outras pelo conteúdo revelador. Sem falar daqueles marcados pelo nonsense.

Aguardem para os próximos dias, alguns exemplos desses diversos tipos.

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Agora vamos dar uma “espiada” no Tinder.

Tinder: é um aplicativo de paquera mais popular no país, tá bom? Ah tá, quer saber o que um site de relacionamento tem a ver com política? Tudo caro leitor do Blog do Valdemir.

Tem candidato que não mede recursos para custear a campanha eleitoral e não foram contemplados com o Fundo Partidário, estão recorrendo para o Tinder.

Calma…calma…, é só uma tática para ocupar espaço e, as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitem o uso de redes sociais para a campanha neste ano, deste que o candidato não impulsionem o conteúdo.

Os candidatos de Mato Grosso, que estão noTinder, afirmam não usar conteúdo pago na plataforma.

No perfil o candidato divulga seu número de candidato e sua plataforma da campanha.

Já que não paquero ninguém aqui, vou usar para fazer campanha“. Então tá uai!

Quem será? Quem será? E não é somente três. É mais. Pode deixar vamos divulgar os nomes em breve.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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