Política
Campanha do segundo turno será a partir da próxima segunda-feira
Os candidatos à Prefeitura de Cuiabá deputado estadual Emanuel Pinheiro do PMDB e o também deputado estadual Wilson Santos do PSDB entrou em acordo para reduzir de dez para cinco minutos o tempo de cada programa no horário eleitoral gratuito na TV no segundo turno.
De acordo com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que dispõe sobre propaganda eleitoral no pleito desse ano, no segundo turno, cada candidato tem direito a dez minutos no bloco da tarde, a partir das 13h, e o mesmo tempo no bloco iniciado às 20h30.
Tanto o candidato tucano Wilson Santos quanto Emanuel Pinheiro propôs junto à Justiça Eleitoral, através de um ofício, a diminuição do tempo de propaganda eleitoral dos candidatos. Caso seja aceito, o horário eleitoral passará de 10 para 5 minutos o tempo total, sendo divididos igualitariamente entre os dois candidatos.
A iniciativa esta sendo inédita em Cuiabá, entretanto as equipes dos candidatos a prefeitura de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB) e Emanuel Pinheiro (PMDB) decidiram, em comum acordo, começarem com a campanha do segundo turno no rádio e na televisão apenas a partir da próxima segunda-feira, dia 10. Pela lei, ele começaria 48 horas após a proclamação oficial do resultado do primeiro turno.
Segundo alguns membros do partido do PSDB, a diminuição da duração do programa de TV ajudaria a reduzir os custos da campanha no segundo turno, além de representar, sobretudo, um tempo "adequado" para a veiculação de programa de governo.
Já para os amigos mais próximos de Pinheiro, acham que dez minutos de programa são "muita coisa". "Nem final de Copa do Mundo, Olimpíada, final de novela, nunca houve um produto que aparecesse tanto", declarou um dos integrantes da equipe do candidato do PMDB deputado Emanuel Pinheiro.
O aval para a efetivação das propostas depende de aprovação da Justiça Eleitoral. Independente da data que começar, o horário eleitoral vai até o próximo dia 27 de outubro e as eleições em segundo turno serão realizadas no dia 30.
Wilson Santos e Emanuel Pinheiro derrotaram Procurador Mauro Cesar (PSOL), Julier Sebastião da Silva (PDT), Serys Slhessarenko (PRB) e Renato Santtana (Rede). O candidato do PMDB teve 98.051 votos, contra 81.531 do tucano.
Política
Câmara de Várzea Grande articula CPI para investigar sucateamento e irregularidades no Transporte Coletivo
O sistema de transporte coletivo de Várzea Grande enfrenta uma iminente investigação legislativa após a consolidação do número necessário de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal da Cidade Industrial. A iniciativa parlamentar visa apurar denúncias formais de descumprimento contratual e precarização dos serviços oferecidos à população.
A União Transporte, principal concessionária operadora do serviço no município, figura como o alvo central das investigações. A empresa, de propriedade do empresário Rômulo Botelho, irmão do deputado estadual José Eduardo Botelho (MDB), atua sob a gestão da Associação dos Transportadores Urbanos (MTU), entidade que congrega as cinco concessionárias do setor na Região Metropolitana.
A instauração do procedimento fiscalizatório ocorrerá formalmente na próxima terça-feira, dia 27 de maio, durante a Sessão Ordinária no Plenário da Casa de Leis. Nesta data, o requerimento será lido publicamente, ato que precede o sorteio técnico para a definição dos vereadores que assumirão as funções estratégicas de presidente e relator do bloco de inquérito.

O estopim para a mobilização do Poder Legislativo fundamenta-se em um robusto histórico de falhas operacionais graves, caracterizado pela circulação de uma frota visivelmente inferior à meta estipulada no contrato de concessão vigente.
Somam-se a isso relatórios técnicos que apontam para a obsolescência dos veículos, severas deficiências nos mecanismos de acessibilidade universal e descumprimento crônico dos itinerários estabelecidos.
A decisão de criar a comissão parlamentar foi chancelada por um grupo suprapartidário composto por dez vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
A convergência desses parlamentares reflete o desgaste político e social gerado pela insatisfação generalizada da comunidade com a infraestrutura urbana local.
Os parlamentares recorreram à prerrogativa constitucional da CPI devido à insuficiência das medidas administrativas anteriores e à necessidade de detalhar o fluxo financeiro e operacional da concessão. A suspeita de favorecimento e a falta de transparência na fiscalização dos contratos anteriores motivaram os representantes a buscar instrumentos jurídicos de maior poder coercitivo e de auditoria profunda.
O cenário de degradação atinge de forma direta e severa a Cidade Industrial, o maior polo socioeconômico de Várzea Grande, e espalha-se pelas periferias conectadas à capital. Os usuários do sistema enfrentam rotineiramente veículos obsoletos desprovidos de climatização sob temperaturas extremas, infiltrações estruturais durante o período chuvoso e abrigos públicos depredados e desprotegidos contra as intempéries climáticas.

O agravamento da crise estrutural decorre, segundo analistas e lideranças comunitárias, do distanciamento geográfico e gerencial de parte dos grupos empresariais que controlam o setor, uma vez que diversas dessas organizações possuem matrizes fora do Estado de Mato Grosso.
Essa configuração societária dificulta o alinhamento das metas operacionais com as demandas reais e cotidianas da população várzea-grandense.
Os desdobramentos atuais conectam-se a fiscalizações prévias realizadas pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) e pelo Ministério Público Estadual (MPE). O órgão ministerial, inclusive, interveio recentemente por meio de uma mesa técnica, estabelecendo um cronograma emergencial de obrigações estruturais para permitir a continuidade temporária e condicionada da prestação dos serviços pela empresa concessionária.
A expectativa da sociedade civil e dos movimentos sociais concentra-se na democratização das decisões regulatórias, com a exigência de audiências públicas frequentes e auditoria cidadã nos custos tarifários. Até que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) produzam efeitos práticos na gestão municipal, a rotina dos trabalhadores locais permanecerá sob o estigma dos atrasos crônicos, do desconforto térmico e do improviso logístico.
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