INSTITUCIONALIDADE E ÉTICA
Câmara de Aripuanã enfrenta encruzilhada decisória sobre “violência política de gênero”
O cenário político de Aripuanã, município situado no noroeste mato-grossense, encontra-se sob intenso escrutínio público após a formalização de uma denúncia que transcende a esfera da oposição administrativa. Um grupo de eleitores protocolou, perante a Câmara Municipal, um pedido rigoroso de providências contra o vereador Luciano Aparecido Demazzi. O documento fundamenta-se na alegação de que o parlamentar teria incorrido em condutas incompatíveis com o decoro, utilizando-se de declarações classificadas como misóginas, sexistas e difamatórias para atingir a honra da atual prefeita, Seluir Peixer Reghin.
O cerne da controvérsia reside no teor das manifestações proferidas por Demazzi em plataformas digitais e grupos de mensagens instantâneas. Segundo o corpo da representação, o inconformismo dos signatários não emana do papel fiscalizador exercido pelo vereador prerrogativa inerente ao Legislativo, mas de ataques personalíssimos que teriam extrapolado o debate democrático. Os autores da peça sustentam que as falas configuram ataques gratuitos, atingindo a dignidade da gestora por meio de questionamentos sobre sua vida privada e condições de saúde pretéritas.
As agressões verbais reportadas, que impulsionaram o clamor por cassação, incluíram ofensas de elevada gravidade, como a contestação da paternidade dos filhos da prefeita e menções desrespeitosas a uma patologia oncológica enfrentada por ela. Tais declarações, disseminadas em redes sociais e grupos de WhatsApp durante o mês de fevereiro, foram interpretadas não apenas como injúrias individuais, mas como uma afronta sistemática à figura feminina no exercício do poder. A gravidade dos fatos motivou uma reação célere das estruturas partidárias e sociais do estado.
A resposta institucional imediata partiu da Executiva Estadual do União Brasil, liderada pela deputada federal Gisela Simona. Em uma decisão de caráter pedagógico e punitivo, a legenda optou pela expulsão de Luciano Demazzi de seus quadros partidários logo no início desta semana. A fundamentação jurídica para tal medida baseou-se na violação dos princípios éticos do partido e na configuração, em tese, de “violência política de gênero”, conforme as diretrizes estabelecidas pela legislação eleitoral brasileira vigente, que veda a desqualificação de mulheres por sua condição de gênero.
Gisela Simona, na condição de presidente do União Brasil Mulher, elevou o tom da cobrança nesta quarta-feira, dia 15, ao exigir celeridade no processo que tramita na Casa de Leis de Aripuanã. Para a parlamentar, a manutenção do mandato de Demazzi, diante das evidências apresentadas, representaria uma complacência institucional inaceitável.
Simona argumenta que o partido e o Legislativo possuem o dever ético de expurgar condutas que agridem a integridade psíquica e moral das agentes públicas, sob pena de retrocesso democrático.
Do ponto de vista legal, o caso é balizado pela Lei nº 14.192/2021, que inseriu o artigo 326-B no Código Eleitoral. Esta norma tipifica como crime a ação de fustigar, humilhar ou menosprezar candidata ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher. A legislação contemporânea busca coibir exatamente o que os denunciantes apontam no comportamento de Demazzi: o uso da agressão pessoal como ferramenta para cercear a atuação política feminina e deslegitimar sua imagem perante o eleitorado.
A repercussão do episódio, dada a sua crueza, ultrapassou os limites geográficos do município, localizado a quase mil quilômetros da capital, Cuiabá, e atingiu a esfera estadual. Lideranças políticas e movimentos da sociedade civil organizada manifestaram apoio à prefeita Seluir Reghin, consolidando uma frente ampla contra a naturalização da violência verbal no serviço público. O debate agora se concentra na responsabilidade da Câmara Municipal, que detém a prerrogativa constitucional de julgar a quebra de decoro parlamentar de seus pares.
Gisela Simona reiterou que a crítica administrativa é um pilar da democracia, porém ressaltou que a fronteira da legalidade é rompida quando se invade a intimidade e a honra.
“O que se exige é respeito às mulheres e à dignidade no exercício da vida pública“, afirmou a presidente do União Brasil Mulher, pontuando que o problema é estrutural e exige respostas contundentes das instituições.
O caso de Aripuanã torna-se, portanto, um paradigma sobre como as câmaras municipais devem lidar com o discurso de ódio e a violência política em tempos de hiperconectividade.

A expectativa da população e dos órgãos de controle volta-se agora para a análise técnica da Comissão de Ética da Câmara. O processo de cassação, fundamentado no abaixo-assinado popular, seguirá ritos regimentais que exigem ampla defesa, mas que sofrerão a pressão de uma sociedade cada vez menos tolerante a posturas sexistas. A decisão que emanará do plenário será vista como um indicativo do rigor ou da leniência com que o Legislativo local pretende tratar a proteção dos direitos políticos das mulheres e a preservação do decoro.
Por fim, o desfecho deste embate político e jurídico servirá como um marco para o fortalecimento de práticas mais responsáveis no Estado de Mato Grosso. A vigilância prometida pelas lideranças femininas e a aplicação rigorosa da Lei nº 14.192/2021 sinalizam que ofensas pessoais não mais serão camufladas sob o manto da imunidade parlamentar.
Aripuanã decide, nos próximos dias, se reafirmará o compromisso com os valores civilizatórios ou se permitirá que a violência de gênero continue a ser utilizada como arma de desgaste político.
Política
Nome de vice é narrativa em candidaturas ao Governo à prova
Para ter vice tem que ter candidato confirmado ao Governo do Estado.
Até onde os contextos históricos apresentam, as incertezas não teriam marcado tanto as questões políticas em Mato Grosso, desde o período do Arraial da Forquilha, mas hoje ainda se fala em quatro pré-candidaturas ao Governo do meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso, para as eleições de outubro de 2026, envolvendo os nomes de peso como a dos Senadores, Jayme Campos (UB), e Wellington Fagundes (PL), passando pelo Governador do Estado, Otaviano Pivetta do partido Republicanos, e a médica Natasha Slhessarenko do PSD.
A médica representa de forma declarada a ala dos partidos de esquerda na região, uma situação complicada para quem pretende disputar a eleição com objetivo de ganhar, porque os resultados das últimas eleições, apontaram dados que giram em torno de 30% do eleitorado, condição que não garante uma vitória no primeiro turno.
Por outro lado, aparece uma verdadeira lenda na política regional, com mais de 40 anos de participação política, representando a geração dos Campos no “PODER”, o Senador da República, Jayme Campos, que de tanto fazer, parece que criou um estigma com eleitorado, segundo os dados das últimas pesquisas apresentadas para população, com forte tendência e crescimento de rejeição.
“Para o Aracuã do Pantanal, já podia pedir um lambadão no Fantástico, “ninguém gosta mais de mim”, já que teria ultrapassado a marca de três vezes consecutivas, como o mais rejeitado pelo eleitorado”.
De acordo com informações de especialistas da política, repassadas ao “Aracuã do Pantanal”, os dados de opinião popular apresentados hoje, não são surpresas, pelo contrário, são reflexos dos resultados das eleições de 2024, quando o grupo Campos de Política, teria amargado graves derrotas nos seus principais “ninhos” eleitorais, inclusive dentro de sua própria casa, Várzea Grande, sem falar de Cuiabá, o que teria ligado o sinal vermelho, para quem estava desde aquela época, planejando uma candidatura ao Governo do Estado.
“O golpe está aí, caí, quem quer… Pelo que tudo indica, o povo aprendeu, não quer mais…”
Seguindo no mesmo contexto de uma longa vida pública, porém, com algumas particularidades, o também senador, Wellington Fagundes, que hora se coloca na esquerda, depois na direita, passeando até pelo centro, recebendo a alcunha de “melancia” por uns, e de “camaleão” por outros, independente de sua trajetória, ou sigla partidária no momento, o Wellington tem sua história política em Mato Grosso, seja como deputado federal ou senador, são longas décadas na política, no Legislativo tem vasta experiência, já no Executivo…, bom…, ninguém pode falar nada dele, já que as três vezes que disputou a Prefeitura de Rondonópolis, ficou barrado no baile, o povo disse não, e preferiu eleger seus adversários.
Para o “Aracuã do Pantanal”, os fatos comprovam que não se pode falar, muito menos avaliar, uma pessoa que nunca exerceu um mandato do Executivo, desta forma, entregar o “Gigante Mato Grosso” nas mãos de uma pessoa sem experiência, seria a mesma coisa que entrar em um avião Airbus 380, com um piloto de teco-teco, ou deitar em uma mesa de cirurgia, com um médico recém formado, quem vai ser o corajoso?
“Os dois senadores possuem no momento algumas particularidades, como condições financeiras, crises, racha, instabilidade, inviabilidade na base partidária, quem não sabe que o PL está no modo polvo, com vários tentáculos, e o União, unido é só o nome mesmo”.
Em uma condição que era para estar em outra situação, aparece o governador Otaviano Pivetta, que nos últimos dias vem demonstrando várias mudanças, desde os sorrisos constantes, roupas mais populares, falas menos incisivas, ações prioritárias estrategicamente pontuadas e demarcadas, nota-se que o marketing está sendo feito na sua mais pura essência, apresentado para o mercado consumidor, o que atende suas necessidades e prioridades.
Diante de tanta mudança e evolução política, passados quase um mês desde a sua posse, e ações como governador do meu “QUERIDO”, “LINDO” e “MARAVILHOSO” Estado de Mato Grosso, resta saber quais são os primeiros parâmetros delineados pelo eleitorado, estável, negativo ou positivo, só assim as novas ações na corrida eleitoral deverão surgir, mas há quem diga que tudo está seguindo conforme esperado.
“Os dados negativos das últimas pesquisas divulgadas, envolvendo o nome do governador, teria ligado o sinal de alerta, causando tanta reformulação, que devem sobressair o desgaste cansado da máquina, como também, as questões particulares de Pivetta”.
Segundo informações de fontes ligadas aos corredores palacianos da corrida eleitoral, repassas ao “Aracuã do Pantanal”, a quinta via está pronta, organizada, abençoada até pelo “Dourado” do Rio de Mato Grosso, praticamente sem rejeição, com grupo político e social devidamente estabelecido, só está aguardado o dia e hora certa, para declarar: “eu sou candidato ao Governo do Estado de Mato Grosso, vamos, juntos podemos muito mais”.
Conforme os fatos que demarcam a tendência de uma predefinição, com os nomes dos candidatos ao governo, já que na política tudo pode mudar, assim como as nuvens de chuvas, as narrativas sobre vice pra lá, de cá, e daqui, mais parecem narrativas de gente querendo pegar uma carona, rumo a uma festa, que nem sabe onde fica.
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