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QUEM DIVIDE NÃO MULTIPLICA

Arranjo da Mesa Diretora revela: o desespero dos aliados de Abilinho

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A famosa frase de Maquiavel “os fins justificam os meios”, para alguns a frase correta seria que os fins determinam os meios e que de acordo com o seu objetivo você vai traçar os planos de como atingi-lo.

Segundou! E após a conquista do vice-campeonato do torneio de futebol da imprensa no último sábado (7), o Boteco da Alameda está de volta e voltou com dúvida: será que realmente os fins justificam os meios ou será que qualquer meio serve para atingir um fim justificável?

Segue o fluxo!

A posse de Abílio Brunini (PL) como Prefeito de Cuiabá, inaugura momentos de articulações políticas estratégicas, com impacto direto na sucessão estadual de 2026.

A frente da Prefeitura de Cuiabá, Abilinho terá o desafio de comandar um município marcado por turbulência pontual na política cuiabana, que exige consolidação da aliança, além da necessidade de fortalecer a governabilidade em um ano que será muito turbulento na sua administração.

Este, por sinal (turbulento), é o primeiro ponto crucial: a da relação entre a Câmara de Vereadores de Cuiabá e o Palácio Alencastro.

O futuro líder do prefeito (?), terá papel importante na interlocução com o Abilinho para garantir a aprovação de pautas de interesse do Executivo.

A mudança de estratégia na escolha da presidência, após o crescimento dos “excluídos”, evidência a necessidade de consolidar a articulação governista e precisa ultrapassar esse contratempo.

A substituição, acabará sendo um primeiro capítulo das articulações envolvendo a base do prefeito eleito em 2025.

Outro ponto é a posição de destaque que a presidência do Legislativo cuiabano confere ao ocupante do cargo em um contexto político.

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Historicamente, o presidente da Câmara de Cuiabá se torna uma peça chave nas articulações, tanto pela visibilidade política quanto pela capacidade de influenciar lideranças e decisões internas na Câmara de Vereadores.

Além disso, a composição da Mesa Diretora daquela Casa de Leis, traz desafios de representatividade e equilíbrio de poder.

A inclusão dos “excluídos”, sugere um esforço para acomodar diferentes interesses e evitar rachas.

Desafios da gestão

Por fim, a gestão administrativa da Câmara Municipal de Cuiabá será um termômetro para avaliar a habilidade do futuro presidente, em equilibrar suas funções institucionais com o papel de articulador político.

Entre as atribuições da presidência estão decisões financeiras e administrativas que impactam diretamente a operação do legislativo e a percepção pública da sua gestão.

Ressaltando que: a posse de Abilinho marca o início de uma administração decisiva para o cenário político cuiabano e põe a prova o novo papel do futuro alcaide.

Os principais desafios do momento: demonstrar habilidade na costura de alianças, na pacificação de disputas internas e na gestão da prefeitura, em um momento em que cada decisão terá impacto nas eleições de 2026.

Alguns pontos cruciais

– O desespero dos aliados do Abílio, ou seja, como tinham certeza que iam vencer, atravessaram tanto que já tem dificuldades para permanecerem juntos. Sabendo que a derrota é certa, tentam de todo jeito arrumar votos e imaginar uma manobra para levar a Mesa Diretora;
– O arranjo da Mesa Diretora revela a (in) capacidade de fiscalizar, ou seja, com maioria dos votos, os aliados colocam qualquer membro da oposição na Mesa Diretora;
– A desistência diante da derrota. Ainda que falam algo diferente, é mais uma prova do que não querem dar o braço a torcer. A tentativa era mostrar que os “excluídos” não teria compromisso, mas se deram mal. Então, os aliados de Abilinho trocam de intenção várias vezes e mal conseguem se articular. A prova final será no dia 1° de janeiro 2025.

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O Boteco vai falar

Aquilo que ninguém conta, mas a gente vai pontuar: o processo eleitoral de 2024, tentou ensinar uma única lição para Abílio Brunini, que neste momento é inversa ao convencional. Quem divide não multiplica.

E foi assim que Abilinho passou por cima de Zé Edu Botelho (UB), Ludio Cabral (PT), e Domingos Kennedy (MDB) nas urnas em Cuiabá.

Entretanto, contudo, todavia, a verdade é uma só: o prefeito eleito quer manter o controle que alguns tiveram nos últimos anos sobre a Mesa Diretora. Mas vai perder justamente na escolha mal realizada.

Para finalizar: a Prefeitura de Cuiabá não irá mandar na Câmara Municipal de Cuiabá, que, rogamos a Deus, passe a ser um espaço independente, de fiscalização, debates e discussão.

Já passou da hora de a Câmara de Cuiabá ter um mínimo de independência funcional, além de mais potência fiscalizatória.

Uma esperança de que a Câmara Municipal agirá, enfim, sem pedir a bênção de um prefeito.

Segue o fluxo!

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Política

Vício formal em assinaturas barra abertura de CPI contra União Transportes na Câmara de Várzea Grande

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O Poder Legislativo de Várzea Grande barrou temporariamente o início de uma devassa contábil e operacional no sistema de mobilidade urbana municipal ao indeferir o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A iniciativa buscava instituir um comitê especial de fiscalização focado nas supostas irregularidades que permeiam a prestação de serviços essenciais à comunidade local. Com a decisão administrativa, a tramitação do inquérito político foi paralisada até o integral saneamento das exigências regimentais regulamentares.

A autoria do requerimento cabia originariamente ao vereador Caio Cordeiro, representante do partido Novo, que liderou a articulação junto aos seus pares para angariar o apoio político indispensável à sustentação do pleito. O parlamentar obteve a expressa anuência de outros nove integrantes do Parlamento local, unindo assinaturas de Adilsinho, Bruno Rios, Carlinhos Figueiredo, Charles da Educação, Cleyton Nassarden, Jânio Calistro, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

A apresentação do mencionado requerimento ocorreu no transcorrer da última semana jurídica, introduzindo uma intensa celeuma nos debates internos da Casa de Leis e alterando o ritmo habitual das deliberações parlamentares. A data do protocolo marcou o início da contagem dos prazos regimentais de avaliação, os quais impõem um rigoroso filtro prévio de admissibilidade a cargo da assessoria jurídica da Mesa Diretora.

Os atos formais de questionamento e o subsequente indeferimento transcorreram integralmente no âmbito da Câmara Municipal de Várzea Grande, instituição incumbida constitucionalmente de fiscalizar os contratos públicos firmados pelo Poder Executivo.

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O ambiente institucional do Parlamento Metropolitano tornou-se, por conseguinte, o palco de disputas técnicas acerca do cumprimento estrito das formalidades que validam os instrumentos de controle externo.

O bloqueio provisório da Comissão Parlamentar operou-se por intermédio de uma decisão eminentemente burocrática, motivada pela constatação de que o proponente utilizara cópias reprográficas em vez das vias físicas originais do documento de apoio. A Mesa Diretora fundamentou a rejeição na premissa de que a fragilidade material do suporte impresso desatendia aos parâmetros exigidos para a instauração de um procedimento de tamanha envergadura jurídica.

O escopo substancial da investigação proposta residia na apuração de supostas desconformidades graves na execução do contrato administrativo de concessão que rege o transporte coletivo municipal. Os parlamentares subscritores apontavam para falhas reiteradas no atendimento aos usuários, indícios de descumprimento de metas contratuais e deficiências na manutenção da frota rodoviária que atende diariamente à população várzea-grandense.

Os antecedentes contratuais que motivaram o requerimento remontam às vistorias e balanços realizados ao longo do período compreendido entre os anos anteriores. Diferentemente da Câmara Municipal de Cuiabá, que ostenta múltiplos blocos investigativos em pleno andamento, a Casa de Leis de Várzea Grande encerrou o último ciclo administrativo sem qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito ativa em sua estrutura interna.

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A principal justificativa para a intervenção impeditiva imediata baseou-se no risco iminente de vulnerabilidade jurídica, visto que a aceitação de cópias simples fragilizaria a higidez de toda a instrução processual subsequente. Um vício formal dessa magnitude abriria precedentes perigosos, permitindo que a empresa concessionária acionasse o Poder Judiciário para anular preventivamente os trabalhos da comissão, sob a alegação de cerceamento de defesa ou de ilegalidade na origem.

Em esclarecimento oficial emitido por sua assessoria de comunicação, a Câmara Municipal de Várzea Grande reiterou que a condução dos trabalhos legislativos deve pautar-se pela segurança jurídica absoluta. A nota institucional realçou que, segundo orientação técnica emitida pelos procuradores da Casa, a apresentação das assinaturas originais é condição indispensável para resguardar a soberania e a legitimidade inabalável das decisões tomadas pelo plenário.

O prosseguimento regular da fiscalização depende agora, exclusivamente, do cumprimento da exigência formal de reapresentação do requerimento contendo as assinaturas autógrafas e originais de todos os dez parlamentares envolvidos.

A Mesa Diretora assegurou que, uma vez sanada a falha técnica e restituída a autenticidade documental exigida pelo rito regimental, o expediente retomará seu curso natural de tramitação para deliberação final.

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