TUDO PARA SER UM VEREADOR
7 dicas imperdíveis de como ganhar uma eleição para vereador
Ganhar eleição para vereador nem sempre é fácil. Afinal, além da enorme quantidade de candidatos, a sua coligação precisa atingir o coeficiente eleitoral da cidade. Nesse contexto, é essencial ter um bom planejamento de campanha a fim de conseguir o maior número de votos válidos possível.
A boa notícia é que existem algumas estratégias que, se seguidas à risca, vão te ajudar a ter sucesso no pleito. Entretanto, é importante destacar que é fundamental começar a trabalhar desde já!
Se você quer conhecer as dicas que separamos, continue conosco!
A seguir, você confere tudo o que precisa saber para se tornar um vereador nas próximas eleições!
1. Represente uma causa
O candidato que não tem um público-alvo bem definido dificilmente terá sucesso, já que as estratégias não serão direcionadas a ninguém em específico. Nesse sentido, é essencial se posicionar sobre que tipo de político você é e quem representa.
Se você vai tentar a reeleição, o recomendado é continuar com o discurso e alimentar a sua relação com os eleitores. Já se você for um candidato de primeira viagem, será preciso identificar, em seu convívio social, quem é o seu público-alvo.
Um jovem de 18 anos pode representar os estudantes, por exemplo. Já um banqueiro consegue construir o seu discurso para os empresários e assim por diante.

2. Alie o seu discurso e sua imagem com o perfil do público-alvo
Definido quem é o seu público-alvo, é importante que todas as suas estratégias sejam voltadas a ele. Para isso, é essencial identificar quais são os principais anseios, dificuldades e queixas daquelas pessoas. A partir daí, um discurso deve ser criado.
No entanto, é preciso salientar que o discurso que você vai adotar deve estar de acordo com a sua história e trajetória política. Estamos vivendo um período de profunda transformação e, diferente do passado, as pessoas não têm memória tão curta mais.
Além do tom da mensagem e das propostas que serão apresentadas, também é fundamental que outros aspectos estejam de acordo com o perfil do eleitor, como:
vestimenta do político (mais séria? informal?);
cores usadas nos materiais de divulgação;
principais temas abordados durante a campanha (saúde, educação, direitos humanos etc.);
linguajar utilizado em eventos, entre outros.
3. Recrute pessoas para trabalhar com você
Você já deve imaginar que é impossível ganhar uma eleição sem uma equipe bem estruturada, certo? Sendo assim, é importante recrutar, antecipadamente, as pessoas que te ajudarão na campanha.
Nesse momento, tente mesclar profissionais de diferentes habilidades e competências. Se você está tentando a reeleição, é importante que os seus assessores já estejam trabalhando em prol das eleições.
É claro, porém, que ninguém vai pedir voto antecipado. Mas atender bem os eleitores no gabinete, mandar e-mails para eles constantemente e construir uma imagem forte do candidato na internet são exemplos de práticas que devem ser adotadas ainda no primeiro dia do mandato.

4. Construa uma rede de apoiadores
Construir uma rede de apoiadores é essencial para qualquer político. Para isso, é importante te um banco de dados com os contatos dos seus potenciais eleitores.
Sempre que possível, tente segmentar a sua lista por idade, bairro, sexo, entre outros. Desse modo, você terá a certeza que vai atingir o público certo no momento exato. Por exemplo, vamos supor que você é um vereador que quer se reeleger.
Em determinado momento do mandato, você apresentou um projeto para a construção de um parque no bairro X. Com uma lista segmentada em mãos, você poderá mandar mensagens divulgando a sua ação para os eleitores daquela região. Afinal, quem mora do outro lado da cidade não está muito interessado no assunto, concorda?
Atualmente, existem vários softwares que criam bancos de dados segmentados automaticamente para você. Não se esqueça, porém, que, sempre que possível, é importante marcar reuniões e encontros com os apoiadores pessoalmente.
5. Aproveite o poder das mídias sociais
As redes sociais são excelentes ferramentas para o político. Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios, o importante é ter estratégia. O primeiro passo, portanto, é contratar um profissional capacitado para cuidar da sua imagem na internet.
Feito isso, será preciso estabelecer quais canais de comunicação serão utilizados. Para isso, é essencial descobrir em quais mídias o seu público-alvo está (Facebook, Instagram, Snapchat, Twitter, LinkedIn etc.).
Definidas quais redes serão utilizadas, faça um cronograma de postagens organizado e detalhado, com os tipos de conteúdo que serão postados e os seus respectivos horários.
Lembre-se de que, em todo o caso, o ideal é utilizar a internet para interagir com os seus eleitores, além de promover suas ações e ideais. Vale ressaltar, ainda, que a linguagem adotada, assim como o material gráfico, deve estar de acordo com o perfil do seu eleitor.

6. Esteja preparado para os pedidos inusitados
Quem tem um mandato sabe a quantidade de solicitações inusitadas que chegam diariamente ao gabinete, desde pedido de emprego até carne para churrasco.
Nesse momento, é importante que toda a equipe esteja preparada para responder educadamente demandas como essas. O ideal é que você construa um discurso firme, gentil e solícito para negar os pedidos.
Já as solicitações sérias devem ser tratadas com o máximo de zelo possível. Tente sempre dar um feedback para o eleitor informando-o como está o andamento de sua solicitação.
7. Faça um cronograma de ações
Para que suas estratégias deem certo, é preciso planejar-se. Portanto, é muito importante que você faça um cronograma estabelecendo metas e estipulando prazos.
Defina, dentre outras coisas, quem e quantos apoiadores você vai visitar durante uma semana. Além disso, tenha alguém responsável por identificar quais são os eventos da região que é importante marcar presença. Lembre-se de que, para ganhar uma eleição, você deve ser visto, tanto pessoalmente, quanto no mundo online.
Além de definir o cronograma, é fundamental realizar reuniões semanais com a sua equipe a fim de fiscalizar como está o andamento do trabalho.
E aí, gostou das nossas dicas sobre como ganhar eleição para vereador? Você já tem um mandato e tem algo a acrescentar? Então, deixe as suas dicas nos comentários e ajude os candidatos mais inexperientes!
Política
Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”
A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.
O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.
A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.
A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.
A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.
A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.
Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.
Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.
A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.
A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.
A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.
A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.
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