ALTA DOS COMBUSTIVÉIS PESOU NO BOLSO DOS MOTORISTAS

Brasileiro pagou 44,33% mais caro para abastecer com gasolina e 53,67% a mais pelo etanol

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De acordo com o mais recente levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL), 2022 inicia com o valor médio da gasolina sendo cobrado a R$ 6,828 nos postos brasileiros, um pequeno recuo de 0,89% em relação a dezembro de 2021, quando o valor do litro estava em R$ 6,890. Já o etanol, fechou os primeiros dias do ano a R$ 5,758, um recuo de 0,36% no valor, que no mês passado estava a R$ 5,779. Porém, se comparado ao mês de janeiro de 2021, a gasolina ainda está 41,79% mais cara e o etanol 52,37%.

O valor desses combustíveis vem mantendo uma tendência de estabilidade na média nacional. Mas é importante acompanharmos o impacto de alguns eventos como o último anúncio de alta no valor de repasse às refinarias, anunciado nesta semana, e eventuais reflexos na economia com os avanços nos casos de Covid-19 e pico de alta do dólar, que podem vir a refletir em uma mudança no comportamento dos preços cobrado nas bombas de abastecimento nos próximos dias”. destaca Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

O levantamento também analisou os preços em relação ao feriado de Ano Novo, dias 31 de dezembro de 2021, 1 e 2 de janeiro deste ano, e identificou que os brasileiros pagaram 43,39% mais caro pela gasolina, se comparado ao mesmo período do ano anterior. No Réveillon de 2020 para 2021, a gasolina estava custando R$ 4,775. Já neste, o valor chegou a R$ 6,847. O preço do etanol também apresentou acréscimo em relação ao Réveillon 2020/21, de 53,19%, passando de R$ 3,707 para R$ 5,679.

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Na análise regional, o cenário mudou se comparado a dezembro passado, com a Região Sudeste comercializando a gasolina pelo valor mais alto do País, a R$ 6,897, mesmo com baixa de 0,75%. Bem como no mês anterior, o valor mais barato para o combustível foi novamente encontrado na Região Sul, por R$ 6,556. Os postos sulistas também apresentaram o maior recuo para o valor da gasolina, de 2,48%.

Ainda analisando o comportamento das médias nas regiões, também houve mudança em relação ao etanol mais caro. Desta vez, a maior média foi registrada no Norte, a R$ 6,109, alta de 0,31%, em relação a dezembro. Já o etanol mais barato, se manteve no Centro-Oeste, comercializado a R$ 5,442, mesmo com alta de 1,80% no valor.

Nos destaques por Estado, o IPTL identificou uma baixa expressiva no valor da gasolina nos postos de abastecimento do Rio Grande do Sul, um reflexo da redução na alíquota do ICMS, divulgada pelo governo e implementada no Estado no primeiro dia do ano. Os postos gaúchos apresentaram uma redução de 5,35% no valor do combustível, que passou de R$ 7,032 para R$ 6,656. Mesmo assim, o menor valor médio para a gasolina foi encontrado no Amapá, a R$ 6,334. O Rio Grande do Sul também registrou a maior redução para o etanol (5,60%), que passou de R$ 6,983 para R$ 6,592.

Todos os Estados brasileiros apresentaram recuo no valor da gasolina, com exceção da Bahia, que registrou um aumento de 0,80% no valor, passando de R$ 6,859 para R$ 6,914; e do Rio Grande do Norte, onde a gasolina ficou 0,64% mais cara, passando de R$ 6,899 para R$ 6,943. Assim como em dezembro, o Rio de Janeiro registrou o litro mais caro da gasolina no País, a R$ 7,224.

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Com a redução de 2,48% no valor do etanol, em relação a dezembro, o Estado de São Paulo apresentou o menor preço para o combustível, vendido a R$ 4,952. Já os postos do Pará registraram o maior valor médio para o litro, a R$ 6,596. O maior aumento para o etanol foi identificado em Alagoas (1,25%), passando de R$ 5,665 para R$ 5,736.

Na relação 70/30, a gasolina continua sendo a opção mais vantajosa para os motoristas abastecerem, de acordo com o Índice de Preços Ticket Log (IPTL). Exceto para o Estado de Goiás e Mato Grosso, que tiveram o etanol como o mais favorável e para o Amapá onde não foi possível analisar”, ressalta Pina.

O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo.

A Ticket Log, marca de gestão de frotas e soluções de mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções modernas e inovadoras, a fim de simplificar os processos diários.

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ECONOMIA

“Vamos fazer uma grande reunião sobre o Plano Diretor e estou buscando meios de colocar o VLT”

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O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou durante transmissão ao vivo nas redes sociais, que vai se reunir com setor produtivo do município para debater sobre a substituição do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) pelo Ônibus de Rápido Transporte (BRT).

No início do mês, o Tribunal de Contas da União (TCU) acatou o pedido de cautelar movido pela Prefeitura de Cuiabá e determinou ao Governo do Estado de Mato Grosso a imediata suspensão de todos os procedimentos administrativos relacionados à substituição do VLT pelo BRT. O ato é assinado pelo ministro Aroldo Cedraz.

Em sua decisão, o ministro ratificou os apontamentos feitos de forma constante pelo prefeito Emanuel Pinheiro desde que a possível troca de modal foi anunciada. No recurso conduzido pela Procuradoria Geral do Município (PGM), por exemplo, a Prefeitura cita que tal decisão se deu de forma unilateral, sem qualquer espécie de participação da sociedade e dos municípios por onde o modal de transporte será implantado, qual seja, Cuiabá e Várzea Grande.

Cedraz lembrou ainda que o Estado já havia sido alertado pela Secretaria Nacional de Mobilidade e Desenvolvimento Regional e Urbano (SMDRU) sobre a necessidade cooperação dos governos locais nas discussões sobre o tema. O ministro destaca ainda que a decisão de alteração do modal de transporte público intermunicipal não possui respaldo da SMDRU.

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Por esse motivo, o prefeito explica que a pauta do VLT será incluída na reunião sobre o Plano Diretor do município, para que o segmento produtivo possa se posicionar sobre o assunto.

Vou ter essa conversa com o setor produtivo de Cuiabá também, são dezenas de segmentos organizados do setor produtivo que contribui muito para o desenvolvimento de Cuiabá. Vamos discutir sobre o Plano Diretor, quero ouvir as sugestões e as ideias e vou colocar na pauta VLT e BRT, não podemos nos esconder, destaca Pinheiro.

Faço questão, precisamos do setor produtivo e vamos fazer uma grande reunião sobre o Plano Diretor e estou buscando meios de colocar o VLT, porque temos que pensar em Cuiabá daqui 30 anos, não só no comércio, indústria, mobilidade urbana, meio ambiente ou desenvolvimento urbano, mas também no transporte coletivo, e o VLT está há dez anos passando na nossa cara e boa parte dos personagens econômicos não se envolvem, mas vou levantar essa discussão com o setor produtivo de Cuiabá”, acrescenta o prefeito.

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