MAIS OXIGÊNIO PRA RESPIRAR
Comissão de Ética decidirá destino de Paccola
A Câmara Municipal de Cuiabá deveria votar nesta terça-feira (02), o pedido de afastamento imediato contra o vereador do partido Republicanos, tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola, indicado pelo homicídio qualificado do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa Barros, conhecido como “Japão”, ocorrido no início do mês.
Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), na semana passada, concluiu as investigações sobre o caso e indiciou o vereador Republicanos, Marcos Paccola pelo crime de homicídio qualificado, de forma que impossibilitou a defesa da vítima.
Com o inquérito em mãos, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) presidida pelo vereador Francisco Carlos Amorim Silveira, o Chico 2000 do Partido Liberal (PL), teria garantido que estaria apresentando o parecer na sessão de terça-feira (02), ocasião em que deveria ser apreciada pelo Parlamento Municipal. Paccola ainda vai enfrentar a Comissão de Ética, que está analisando o pedido de cassação. Todo processo deverá ser concluído em até 30 dias.

Vereador denunciado pelo MP
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE/MT), nesta última quinta-feira (2), denunciou Marcos Paccola pelo homicídio qualificado de Alexandre Miyagawa Barros, conhecido como “Japão”. Conforme o documento, o crime foi cometido mediante utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima e por motivo torpe. Marcos Paccola alega legítima defesa. Segundo ele, o agente estava com uma arma em mãos e ameaçava sua namorada.
Conforme ainda o Ministério Público (MP), os três disparos efetuados pelo vereador “pelas costas da vítima que sequer notou a presença de seu agressor, de maneira que lhe foi impossibilitada qualquer chance de defesa”.
Vereadores rejeitam afastamento
Durante a sessão desta terça-feira (2), por 21 votos a favor e 1 contra, os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá, postergaram novamente o pedido de afastamento do vereador Tenente Coronel Paccola (Republicanos) de suas atividades parlamentares, os parlamentares rejeitaram o pedido de afastamento e encaminharam a pauta para a Comissão de Ética da Casa de Leis.
O vereador Chico 2000 (PL), apresentou a decisão que seguiu o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), segundo Chico, disse que não existe previsão legal, regimental ou constitucional para que o plenário ou o presidente da Casa de Leis, Lidio Barbosa, o Juca do Guaraná (MDB), julguem o afastamento do vereador.
Poucos dias antes do recesso parlamentar na Câmara Municipal de Cuiabá, a Comissão de Ética da Casa de Leis havia finalizado a análise sobre o pedido de afastamento, e decidiu “empurrar” para o presidente da Casa, o vereador emedebista Juca do Guaraná, a responsabilidade de colocar o afastamento do tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola em votação.
O vereador Emanuel Mussa Amui Pinheiro, o Lilo Pinheiro (PDT), presidente da Comissão de Ética da Casa de Leis, diz que a decisão foi tomada com base no regimento interno da Casa, que define que o pedido de afastamento feito por um parlamentar da Câmara Municipal, fica a cargo da presidência colocar para votação. No entanto, com esse novo requerimento, a pauta retorna para apreciação da Comissão.
A vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT), Edna Sampaio, autora do pedido de afastamento contra o vereador Tenente Coronel Paccola (Republicanos), foi a única que votou contra o parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Política
Mauro Mendes denuncia “Conluio Político” e aciona a Justiça para proteger imagem na pré-campanha de 2026
No complexo tabuleiro que antecede as eleições gerais no Brasil, o ex-governador de Mato Grosso e atual pré-candidato ao Senado da República, Mauro Mendes (UB), tornou-se o epicentro de uma contundente disputa de narrativas nos bastidores institucionais. O líder político manifestou-se publicamente por meio de um pronunciamento oficial em formato de vídeo, veiculado em suas redes digitais oficiais, denunciando a existência de uma articulação coordenada e difamatória contra sua imagem pública.
A referida manifestação atua como uma barreira de contenção contra o que a liderança considera ataques sistemáticos à sua reputação de gestor, adicionando novos elementos de tensão ao cenário pré-eleitoral mato-grossense neste período de severas movimentações partidárias.
A investida comunicacional de Mauro Mendes tem como alvo direto um suposto grupo articulado, classificado por ele como um “conluio” espúrio que reúne determinados atores da classe política e uma parcela restrita de profissionais da imprensa regional. O ex-chefe do Executivo Estadual asseverou textualmente que estes indivíduos agem em deliberada associação com o propósito de criar e propagar narrativas falsas que visam prejudicar seu desempenho eleitoral vindouro. O pré-candidato fez questão de ressaltar, contudo, que essa conduta reprovável restringe-se a uma minoria, mantendo sua profissão de fé e o respeito à maior parte dos jornalistas que atuam com responsabilidade social e seriedade informativa.
A reação intempestiva e enérgica do ex-governador estruturou-se por meio de uma manifestação gravada e distribuída diretamente aos seus milhares de seguidores, alcançando de forma imediata os principais veículos de comunicação e formadores de opinião do país. A adoção do formato digital e direto serviu para neutralizar intermediários, conferindo um tom de gravidade e pessoalidade ao desmentido oficializado pelo político em suas bases.

O conteúdo do vídeo cumpre o papel técnico de estabelecer uma linha de defesa transparente perante o eleitorado, apresentando-se como uma resposta firme e desprovida de ambiguidades em relação às especulações de bastidores.
A dinâmica dos fatos desenrola-se predominantemente nos eixos políticos de Cuiabá e Brasília, repercutindo com expressiva força nas instâncias partidárias nacionais em virtude da relevância geopolítica do Estado de Mato Grosso. O território mato-grossense, marcado pelo peso do agronegócio e por disputas de alta intensidade pelas vagas majoritárias ao Congresso Nacional, transforma-se no cenário ideal para embates que misturam disputas locais a controvérsias de âmbito federal. A localização geográfica dos ataques e a centralidade do debate demonstram que as fronteiras estaduais são permeáveis a escândalos que buscam influenciar o eleitorado de centros urbanos e do interior.
O pronunciamento oficial ocorreu imediatamente após a circulação massiva de boatos e matérias jornalísticas que vinculavam o nome do ex-governador a agendas controversas, em um momento de extrema sensibilidade para a consolidação de sua pré-candidatura. O estopim para a crise institucional foi a disseminação de relatos sobre um suposto jantar realizado na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, cuja ocorrência teria se dado no ano de 2023.
O episódio ganhou contornos graves após ser publicamente atribuído a declarações do ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), o qual supostamente teria relatado o encontro informal a terceiros.
A motivação por trás da reação jurídica e política de Mauro Mendes repousa no teor do controverso jantar, no qual estaria presente o banqueiro Daniel Vorcaro, influente controlador e principal acionista do Banco Master. A associação a uma instituição financeira que tem figurado no centro de debates econômicos nacionais foi classificada pelo pré-candidato mato-grossense como uma manobra ardilosa para gerar desgastes desnecessários à sua biografia. O ex-governador identificou o movimento como uma tentativa deliberada de seus opositores de vinculá-lo a polêmicas corporativas alheias à sua atuação pública, desgastando seu capital político junto ao empresariado e à população.
O objetivo fundamental da ofensiva do ex-governador reside no restabelecimento pleno da verdade factual e na preservação de sua viabilidade eleitoral para as eleições de 2026, evitando a contaminação de suas propostas por agendas negativas. No vídeo divulgado, Mendes rechaçou de forma categórica e veemente a realização do referido encontro internacional, rotulando a notícia veiculada como “uma grande mentira” destituída de qualquer amparo documental.

Para sustentar sua argumentação defensiva, o pré-candidato trouxe a público o posicionamento do próprio governador fluminense, Cláudio Castro, que assinou uma declaração formal desmentindo a versão inicial e assegurando a inexistência do jantar.
A consolidação dessa linha defensiva ampara-se no cumprimento rigoroso dos ritos institucionais e na apresentação de provas testemunhais idôneas, aptas a desarmar o arcabouço retórico construído pelos adversários nos bastidores do poder.
Com a declaração subscrita pelo chefe do Executivo do Rio de Janeiro, a assessoria jurídica de Mauro Mendes obteve o lastro necessário para desqualificar as informações que circulavam nos meios digitais. A articulação rápida entre as lideranças partidárias dos dois estados impediu que o boato ganhasse contornos de crise duradoura, isolando os propagadores da notícia inverídica e demonstrando a fragilidade das fontes utilizadas na denúncia.
Apesar da eficácia do desmentido político e da emissão de notas de esclarecimento por parte dos envolvidos, Mauro Mendes anunciou que não limitará sua resposta ao campo estrito da retórica pública e do debate partidário. O pré-candidato assegurou textualmente que adotará medidas drásticas e severas nas esferas do Poder Judiciário, determinando que seu corpo de advogados ingresse com representações criminais e ações de reparação cível.
A judicialização do caso visa identificar e punir civil e criminalmente todos os responsáveis pela formulação e replicação da notícia, sinalizando que o grupo político do União Brasil adotará tolerância zero com a propagação de desinformação.
O desdobramento futuro deste embate aponta para um endurecimento ainda maior nas relações entre o bloco governista e os setores oposicionistas que disputam o controle das principais vagas majoritárias em Mato Grosso. O acionamento do aparato judicial pelo ex-governador estabelece um precedente importante para o processo eleitoral de 2026, transformando os tribunais em arenas decisivas para a validação das narrativas de pré-campanha.
A expectativa do núcleo político de Mauro Mendes é de que as punições financeiras e criminais sirvam como efeito pedagógico, desestimulando novos ataques e garantindo um debate programático focado nas demandas estruturais do estado.
-
Política4 dias atrásO futuro do Parque Novo Mato Grosso sob “Fogo Cruzado”
-
Política4 dias atrásDelações de executivos da Aegea implicam deputado federal em “Esquema de Propinas Multimilionárias”
-
Artigos6 dias atrásMorrer de rir?
-
Artigos4 dias atrásTrabalho está deixando muita gente doente — e a lei mudou para valer com isso
-
Artigos4 dias atrásAtravessamentos que formam — e deformam
-
Política5 dias atrásCampanha eleitoral na Terra de Rondon será um “Reality Show” com emoções diárias
-
ESPORTES6 dias atrásLivas Damazio é Campeão de duplas em Bamberg, na Alemanha
-
Política5 dias atrásTaques diz que espera ansiosamente por uma Ação Judicial de Mendes



