Política
11 pontos separam Pinheiro de Santos
No próximo dia 30, os eleitores cuiabanos vão às urnas decidir quem governará a cidade de Cuiabá pelos próximos quatro anos, e 11 pontos de diferença, isso mesmo, esta é a vantagem do candidato do PMDB deputado estadual Emanuel Pinheiro da Coligação "Um Novo Prefeito. Para Uma Nova Cuiabá" para com o seu adversário o tucano Wilson Santos do PSDB, da Coligação “Dante de Oliveira”.
Esta é a primeira rodada de pesquisa do Instituto Gazeta Dados, que foi às ruas para medir a intenção de voto dos eleitores cuiabanos neste segundo turno entre os dias 14 e 16 de outubro e ouviu 800 eleitores cuiabanos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral, sob o protocolo MT 07698/2016, a margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O candidato do PMDB, Emanuel Pinheiro, aparece à frente na primeira rodada de pesquisas na modalidade estimulada com 44% da preferência do eleitorado, com 11 pontos percentuais de vantagem sobre Wilson Santos (PSDB), o preferido para 33% dos entrevistados, 15% deles vão votar em branco ou anular o seu voto, e cerca de 8% não soube ou não quiseram responder.
Espontânea
Na modalidade espontânea, ou seja, aquela em que os eleitores são perguntados sem que seja a eles mostradas as opções, 41% dos eleitores disseram que pretendem votar em Emanuel, enquanto que 31% dos entrevistados apontaram Wilson como o candidato escolhido.
Nesta modalidade, o número de eleitores indecisos sobe para 14% e o número de intenções de voto em branco ou nulo oscila dentro da margem de erro, indo a 14%. Levando em conta a margem de erro, nesta modalidade, Emanuel varia de 37% a 45% e Wilson de 27% a 35%.
Votos válidos
Considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluindo os votos brancos, nulos e eleitores indecisos, forma como a Justiça Eleitoral divulga os resultados da eleição, Emanuel Pinheiro aparece com 57,14% das intenções de voto. Na margem de erro, ele vai de 53,14% a 61,14%.
Já Wilson Santos tem 42,86% das intenções de voto, podendo oscilar de 38,86% a 46,86%. Isso, no entanto, não significa que Emanuel Pinheiro tenha pouco mais de 14% de vantagem, uma vez que cada ponto obtido por Wilson, neste caso, representa um ponto perdido pelo candidato do PMDB.
A pesquisa também mediu os índices de rejeição de cada um dos candidatos a prefeito de Cuiabá neste segundo turno. Neste quesito, Wilson tem 43% de rejeição, enquanto que 30% dos eleitores entrevistados afirmam que não votariam em Emanuel de jeito nenhum.
Para outros 19%, nenhum dos candidatos é prontamente rejeitado, ou seja, não há problemas em votar em Emanuel Pinheiro ou Wilson Santos. Outros 8% disseram não saber qual candidato rejeitam ou não quiseram responder à pesquisa.
Entenda matemática dos votos válidos
Para entender a matemática da intenção de votos válidos, é preciso se lembrar que a modalidade leva em consideração apenas as intenções marcadas pelos eleitores em um dos candidatos, ou seja, há a exclusão dos votos brancos, nulos e da opinião dos eleitores indecisos.
Assim, no caso do mais recente levantamento do Instituto Gazeta Dados, que coloca o candidato do PMDB, Emanuel Pinheiro, pouco mais de 14 pontos percentuais à frente de Wilson Santos (PSDB), com 53,14% contra 42,86%, isso não significa que o tucano tenha que conseguir mudar a intenção de voto de 14% do eleitorado.
Como, neste caso, cada voto ganho por Wilson representa um voto perdido para Emanuel, basta ao candidato que está em segundo lugar nas pesquisas, reverter aproximadamente 7 pontos percentuais para virar o resultado da eleição.
Na prática, se Wilson conseguir 7,15% de votos válidos, significa que ele terá 50,01% da preferência do eleitor, deixando Pinheiro com 49,9%.
Por outro lado, a cada ponto percentual obtido por Pinheiro, que aparece na frente no primeiro levantamento do segundo turno, nos próximos levantamentos, a vantagem é ampliada em 2 pontos percentuais, porque isso significa que Wilson perdeu 1% da preferência do eleitor.
Inúmeras explicações, como a descrença na política e nos políticos, podem ser apresentadas para o volume de "não-votos" registrados nesta eleição de 2016 em Cuiabá, mas, certamente, todas se misturam a um segundo e central fator: o perfil dos candidatos que disputaram a prefeitura de Cuiabá. No primeiro turno, eles foram incapazes de apresentar um projeto ou discurso que mobilizasse essa massa cuiabana, agora tentam de todas as formas e maneiras coneguir os votos dos eleitores descrentes no politico e na politica. (Com informações do Gazeta Digital)
Política
O cenário da sucessão no Executivo de Mato Grosso
A dinâmica política de Mato Grosso iniciou o ciclo de articulações para o pleito majoritário com um foco renovado na composição das chapas que disputarão o Palácio Paiaguás. No epicentro das discussões recentes, a deputada federal e presidente do Diretório Municipal do União Brasil (UB) em Cuiabá, Gisela Simona, manifestou-se de forma incisiva para esclarecer o panorama das alianças partidárias. A parlamentar, cuja trajetória é marcada pela defesa dos direitos do consumidor e pela equidade de gênero, atua como peça-chave no tabuleiro eleitoral, representando uma força política consolidada na Baixada Cuiabana e exercendo influência direta nas decisões estratégicas de sua sigla para o próximo biênio.
O esclarecimento público ocorreu em um momento de intensa movimentação nos bastidores do poder, onde nomes de relevância estadual são testados pela opinião pública e por grupos políticos. Gisela Simona buscou dissipar as crescentes especulações que a apontavam como o nome de consenso para ocupar a vaga de vice-governadora em uma eventual chapa encabeçada pelo atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
A parlamentar pontuou que, embora o diálogo entre as legendas seja contínuo e necessário para a estabilidade democrática, as conjecturas atuais carecem de amparo em convites formais ou deliberações oficiais entre as instâncias diretivas dos partidos envolvidos.
As declarações foram proferidas no contexto de uma análise sobre a governabilidade e a formação de coligações que darão sustentação aos projetos de reeleição e renovação administrativa no estado. Segundo Gisela Simona, a origem dos rumores remete a falas do próprio governador Otaviano Pivetta, que manifestou publicamente o desejo de contar com uma liderança feminina da Baixada Cuiabana para conferir equilíbrio geográfico e social à sua chapa.
A deputada enfatizou que a interpretação dada a essas diretrizes genéricas transformou um perfil desejado em uma indicação nominal precoce, o que não reflete a realidade das tratativas de gabinete realizadas até o presente momento.

Otaviano Pivetta, figura central nesta articulação, busca consolidar uma frente ampla que assegure a continuidade de sua gestão no comando do Poder Executivo mato-grossense. Ao sinalizar a preferência por uma mulher na vice-governadoria, o chefe do Executivo Estadual reconhece a necessidade de ampliar a interlocução com o eleitorado feminino, que constitui a maioria absoluta dos votantes no estado. Essa estratégia visa não apenas o cumprimento de uma cota representativa, mas a agregação de competência técnica e sensibilidade política em áreas estratégicas da administração pública, fortalecendo a imagem de uma gestão plural e atenta às demandas contemporâneas da sociedade.
A ausência de um convite formal, destacada reiteradamente pela dirigente do União Brasil, revela a cautela com que as grandes legendas tratam a engenharia política antes do período das convenções partidárias. Gisela Simona explicou que a definição de cargos como a vice-governadoria e as suplências ao Senado Federal geralmente ocorre nos momentos derradeiros do calendário eleitoral, servindo como instrumentos de “musculatura” para atrair siglas aliadas.
A construção dessas parcerias demanda um refinado cálculo de conveniência e oportunidade, visando garantir a robustez necessária para enfrentar as urnas em um cenário de alta competitividade e polarização ideológica.
A motivação por trás da defesa de uma chapa mista reside na convicção de que a representatividade feminina deve se traduzir em espaços de poder efetivo, e não apenas em participações simbólicas. Para a parlamentar cuiabana, o fato de o governador considerar uma composição com uma mulher é um avanço democrático louvável, dada a sub-representação histórica das mulheres nos cargos de comando no Centro-Oeste brasileiro. Gisela Simona argumenta que a presença feminina na majoritária agrega valor programático às campanhas, permitindo que temas como o “Combate à Violência Doméstica” e a “Proteção à Infância” ganhem centralidade no debate Executivo Estadual.
A parlamentar fundamenta sua posição em uma trajetória sólida, consolidada por trinta e três meses de mandato na Câmara Federal, onde registrou um índice de 100% de presença nas sessões plenárias. Conhecida popularmente como “Gisela do Procon”, sua atuação legislativa transcende a defesa do consumidor, abrangendo iniciativas de impacto nacional como o Pacote Antifeminicídio, aprovado em outubro de 2024. Mais recentemente, em 2026, a deputada ganhou projeção ao defender o Projeto de Lei 727/2026, que autoriza o porte de spray de pimenta para defesa pessoal feminina, reforçando seu compromisso com a segurança pública e a autonomia das mulheres.
O método de trabalho de Simona caracteriza-se pelo contato direto com as bases, tendo percorrido milhares de quilômetros pelo interior de Mato Grosso para ouvir lideranças comunitárias e setores produtivos durante os recessos parlamentares.
Essa presença capilarizada confere à deputada uma visão holística das disparidades regionais e das potencialidades econômicas do estado, qualificando-a como uma interlocutora privilegiada entre os grandes centros urbanos e as demandas do Agronegócio e da agricultura familiar. Tal visibilidade justifica a naturalidade com que seu nome surge em listas de apostas políticas, mesmo diante de suas negativas quanto a convites formais imediatos.
A relevância deste posicionamento para o cenário político estadual é cristalina: ele estabelece os limites entre o desejo administrativo do governador e a autonomia estratégica do União Brasil em Cuiabá.
A manutenção de Gisela Simona como uma voz independente e atuante na Câmara Federal permite que o partido negocie de uma posição de força, aguardando o amadurecimento das alianças sem precipitar adesões que poderiam comprometer outros projetos regionais. A clareza na comunicação da parlamentar evita o desgaste de sua imagem perante o eleitorado, mantendo o foco em sua produtividade legislativa e na transparência das pautas do Congresso Nacional.
Dessa forma, o desfecho da composição majoritária para o Palácio Paiaguás permanece em aberto, embora a baliza da representatividade feminina tenha sido definitivamente estabelecida como critério de sucesso. A expectativa é que, com o avanço do ano de 2026, as conversas entre União Brasil e Republicanos se estreitem em torno de nomes que unam densidade eleitoral e alinhamento programático.
Independentemente de sua participação direta na chapa de Otaviano Pivetta, Gisela Simona reafirma seu papel como protagonista na luta pela democratização dos espaços de decisão, assegurando que a voz das mulheres mato-grossenses seja ouvida com o rigor e a seriedade que o futuro do estado exige.
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