Search
Close this search box.

CASAMENTO CONFIRMADO ENTRE DEM E PSL

A refundação do PFL e chegada do DEM com PSL

Publicados

em

Em 28 de março de 2007, a Executiva Nacional do PFL aprovou por unanimidade a troca de nome do partido. Saiu de cena o Partido da Frente Liberal e entrou o Democratas, ou DEM, na forma abreviada pela qual passou a ser tratado mais comumente.

Para a cúpula do partido, a substituição do PFL pelo DEM não foi apenas uma troca de nome. Foi o ponto de chegada de um processo de “refundação” da legenda que, segundo documentos da legenda, teve início em 2004.

O objetivo da “refundação” e da troca de nome foi reposicionar a legenda no mercado político brasileiro e, principalmente, dar-lhe nova identidade frente ao eleitor. Como reconheceu o ex-senador Jorge Bornhausen no documento que sintetizou os princípios do nascente DEM, todo esse processo teve como motivação fundamental transformar a imagem do partido perante o eleitorado.

Na introdução do documento, o então presidente do partido dizia que:

O PFL foi criado em sintonia com o sentimento do povo brasileiro pela democracia e sua história. Esteve e deve continuar associada ao compromisso da mudança. Não basta que a história e os compromissos com a mudança tenham sido a marca da trajetória partidária. É necessário que a imagem do partido deva ser percebida pela opinião pública. A sintonia com o desejo de mudança na sociedade brasileira e a imagem dela decorrente exige o reposicionamento do PFL que significa um processo natural e necessário de atualização de nosso ideário e a consequente renovação do compromisso original de mudança dentro do quadro democrático e frente aos novos desafios da sociedade brasileira“.

A troca do nome e a tentativa de dar nova identidade à sigla foram amparadas por uma pesquisa de opinião pública cujos resultados mostraram que a sigla PFL, além de relativamente pouco conhecida, ainda estava associada de maneira negativa ao regime militar e carregava o estigma de ser um partido de direita.

Leia Também:  Silvio comandará Defensoria Pública Geral de Mato Grosso

A ideia de refundar o PFL começou a ser de fato implementada em 2004, embora a intenção de reformular o partido e de mudar o seu nome já tivesse sido discutida pelas lideranças da legenda em 2000, quando chegaram até a aventar a possibilidade de trocar o nome da agremiação para Partido Social Liberal (PSL). A transição para a oposição deu o empurrão necessário para desencadear o processo.

Nesta terça-feira (21) foi aprovada pela Comissão Executiva Nacional do DEM a realização de uma convenção nacional do partido, em outubro, para confirmar a fusão da legenda com o Partido Social Liberal (PSL).

Dentro do DEM, o clima é “favorável” à fusão com a sigla pela qual o presidente Jair Messias Bolsonaro se elegeu em 2018. Bolsonaro deixou o PSL em 2019, após disputas pelo controle da legenda com o presidente do partido, o deputado federal Luciano Bivar (PSL/PE).

O DEM atualmente conta com 28 deputados e 6 Senadores, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG). O PSL tem 53 deputados e apenas 1 Senadora. No Congresso, seriam 81 deputados federais, 7 senadores e um fundo partidário de R$ 478 milhões.

A nova legenda também espera ter papel importante nas eleições do próximo ano, inclusive, com a possibilidade de lançar uma candidatura ao Palácio do Planalto que seja uma alternativa à Luiz Inácio “Lula” da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e a Jair Messias Bolsonaro, que está sem partido no momento.

No Estado de Mato Grosso, os caciques que comandam o Democratas já mandaram recado para os políticos que são filiados ao Partido Social Liberal (PSL), quem não estiver satisfeito, pode procurar outro partido.

Os insatisfeitos devem mudar de partido, caso a união das agremiações seja levada a cabo”. Disse o Senador do Partido Democratas (DEM), Jayme Veríssimo de Campos que se mostrou favorável à possibilidade da fusão das siglas do DEM e PSL.

Eu praticamente já estou definido, se for para o bem do partido. Temos com certeza um projeto para o Brasil, o Senador Jayme Campos concorda”.

Jayme Campos indagou se os políticos filiados ao PSL, “são tão extremistas assim”, mas aproveitou para dar um recado a eventuais “insatisfeitos”.

Não sei se é tanto extremista assim, acho que é aquela velha história: quem não tiver satisfeito que mude. Mas imagino que com um bom diálogo, uma boa conversa, todos eles têm a ganhar. Será o maior partido do Brasil”.

Em Mato Grosso, o processo de fusão do DEM e do PSL resultaria na maior bancada da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), com 6 deputados estaduais e 1 Senador.

Leia Também:  Pivetta amplia base política com articulação estratégica e consolida avanço rumo ao Governo de Mato Grosso

COMANDO DO DEM

Jayme Campos disse ainda que o DEM, hoje, é a “casa” do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes Ferreira, de deputados estaduais, e dele próprio, que ocupa o cargo de Senador da Republica pelo DEM. Para ele, seria “justo” que os políticos deste grupo respondessem pela agremiação.

Temos um governador, um Senador da República, e temos dois deputados estaduais na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Acho que não seria nada mais do que justo o comando do partido ficar na mão do Democratas”.

Propaganda

Política

Câmara de Cuiabá se torna trunfo eleitoral de Pivetta em disputa marcada por rachas partidários

Publicados

em

O governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) transformou a Câmara Municipal de Cuiabá em uma das principais vitrines de sua articulação eleitoral na Capital. Em um movimento de forte repercussão política, 16 dos 27 vereadores declararam apoio à candidatura do republicano, formando um grupo correspondente a 59,3% do Legislativo municipal. O número supera a metade das cadeiras da Casa de Leis e assegura, isoladamente, uma maioria absoluta, em uma demonstração de força territorial no maior colégio eleitoral de Mato Grosso.

A adesão ocorreu em encontro com Otaviano Pivetta e reuniu os vereadores Dilemário Alencar, Maysa Leão, Adevair Cabral, Maria Avalone, Daniel Monteiro, Michelly Alencar, Ilde Taques, Dídimo Vovô, Demilson Nogueira, Baixinha Giraldelli, Dra. Mara, Alex Rodrigues, Eduardo Magalhães, Katiuscia Manteli, Sargento Joelson e Tenente-Coronel Dias.

A dimensão do grupo, contudo, não está apenas na quantidade de parlamentares, mas também na diversidade partidária. Entre os apoiadores, há representantes de legendas que integram formalmente o palanque de Pivetta e outros que pertencem a partidos posicionados em coligações adversárias na disputa pelo Governo do Estado.

Boa parte dos 16 vereadores está filiada a siglas que compõem oficialmente a Coligação “Mato Grosso Não Pode Parar, encabeçada por Pivetta e pela candidata a vice-governadora Gisela Simona (UB). A aliança reúne Republicanos, Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, Federação PSDB/Cidadania e Podemos.

Nesse núcleo estão Maysa Leão, Daniel Monteiro e Eduardo Magalhães, do Republicanos; Dilemário Alencar e Michelly Alencar, do União Brasil; Demilson Nogueira, do PP; Maria Avalone, do PSDB; e Tenente-Coronel Dias, do Cidadania, além de vereadores que passaram a integrar o Podemos.

A composição ganha relevância, entretanto, quando se observam os parlamentares que decidiram atravessar as fronteiras estabelecidas pelas direções partidárias. Adevair Cabral e Baixinha Giraldelli, ambos do Solidariedade, declararam apoio a Pivetta embora a legenda integre a Federação Renovação Solidária, que participa da Coligação “Coração da Gente, responsável pela candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo.

Leia Também:  Emanuel Pinheiro terá um orçamento de R$ 2,24 bilhões para ser executado ao longo do ano de 2018

Na prática, os dois vereadores passaram a atuar politicamente em favor da reeleição de um candidato que disputa diretamente contra o nome apoiado formalmente por sua legenda.

Outro caso é o de Dídimo Vovô, do PSB, partido integrante da Coligação “Mato Grosso para Todos, liderada pela candidata ao Governo Natasha Slhessarenko (PSD). Dessa forma, pelo menos três dos 16 vereadores vinculados publicamente a Pivetta pertencem a siglas formalmente posicionadas em candidaturas adversárias na eleição majoritária.

Embora esse contingente represente uma parcela menor do grupo, o fenômeno evidencia uma característica cada vez mais presente no cenário eleitoral de Mato Grosso: as alianças estabelecidas pelas cúpulas partidárias não necessariamente determinam o comportamento político de vereadores, prefeitos e candidatos proporcionais nos municípios.

A ausência de vereadores identificados com o PL entre os 16 apoiadores também chama atenção. O partido é a legenda de Wellington Fagundes e do Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, mas nenhum parlamentar liberal aparece na relação divulgada de adesões a Pivetta. O dado, por si só, não permite concluir que toda a bancada do PL esteja integralmente mobilizada em torno da candidatura de Wellington, mas demonstra que a ofensiva política do governador sobre a Câmara de Cuiabá foi construída, até o momento, sem a presença pública de um vereador filiado à principal legenda de seu adversário.

O movimento de Cuiabá ocorre em um contexto de infidelidades eleitorais e rearranjos que ultrapassam os limites da Capital. A Prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, filiada ao PL, declarou apoio a Pivetta, assim como os prefeitos Cláudio Ferreira, de Rondonópolis; Sérgio Machnic, de Primavera do Leste; Carlão Borchardt, de Tabaporã; e Emerson Sabatine, de Itanhangá. Edilson Piaia, de Campo Novo do Parecis, chegou a solicitar a desfiliação do PL.

Os episódios indicam que a orientação formal das legendas enfrenta dificuldades para manter unificada a base política em diferentes regiões do Estado.

Leia Também:  Audiência Pública ou projeção pessoal eleitoral? Qual o resultado das 15 realizadas?

A fragmentação também aparece dentro das próprias alianças eleitorais. O candidato a deputado estadual Léo Bortolin (MDB) classificou a disputa como “atípica” e avaliou que as coligações não conseguem manter todos os seus integrantes sob a mesma orientação. O cenário é particularmente perceptível na composição formada por PL e MDB, que estão juntos na candidatura ao Governo e também lançaram Janaina Riva e José Medeiros para o Senado, mas convivem com divergências públicas entre candidaturas e setores partidários.

No campo de Pivetta, a incorporação do União Brasil à chapa também ocorre em meio a disputas e rearranjos entre lideranças.

A importância estratégica dos 16 apoios está diretamente relacionada ao peso político de Cuiabá. Por concentrar o maior eleitorado municipal de Mato Grosso, a Capital funciona como uma das principais vitrines eleitorais do Estado. Além da atuação institucional, os vereadores mantêm redes próprias de influência em bairros, igrejas, associações, entidades e categorias profissionais. Em uma eleição majoritária, essa estrutura pode funcionar como uma ponte entre a candidatura ao Governo e segmentos específicos do eleitorado, ampliando a capacidade de mobilização da campanha para além dos meios tradicionais de comunicação.

A pouco menos de um mês da eleição, a adesão de 16 dos 27 vereadores representa, portanto, mais do que uma demonstração numérica de apoio. O movimento entrega a Pivetta uma estrutura política majoritária dentro da Câmara de Cuiabá e, simultaneamente, expõe a dificuldade das coligações de manterem suas bases municipais rigidamente alinhadas aos palanques estaduais.

O episódio reforça a percepção de que a disputa pelo Governo de Mato Grosso está sendo marcada por alianças mais flexíveis, nas quais interesses locais, relações pessoais e estratégias eleitorais municipais passaram a ter peso significativo. Na Capital, a fronteira entre governo e oposição, definida formalmente pelas coligações, mostra-se menos rígida do que o desenho registrado para a eleição majoritária.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA