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Cuiabana sobe pódio do xadrez no nacional dos Jogos Escolares

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“Comecei no xadrez quando tinha oito anos e fui campeã já no primeiro torneio“, diz atleta

Natasha Alejandra Silva, uma cuiabana de 16 anos de idade e estudante de eletroeletrônica do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), conquistou medalha de bronze na etapa nacional dos Jogos Escolares da Juventude de 2017, na categoria A (para atletas de 15 a 17 anos), que ocorreu em Brasília (DF). E, segundo ela, que tem três irmãos, um pai professor da UFMT e uma mãe empresária, essa não é a primeira medalha da carreira de enxadrista.

“O jogador de xadrez precisa ter um psicológico frio e calculista para não deixar que problemas externos atrapalhem seu jogo. É dessa maneira que faço nos torneios que disputo. Treino vendo vídeos aulas e reproduzindo no tabuleiro físico. E já conquistei outras medalhas, como bronze no JIFs estadual, prata no JIFs regional, prata no JIFs nacional, bronze no Federal Chess e agora esse bronze no nacional dos Jogos Escolares. Além de outras medalhas por equipe“, diz Natasha.

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Para o presidente da Federação Mato-grossense de Xadrez (FMTX), Cleiton Marino Santana, o xadrez teve crescimento de 87% na participação das cidades nas etapas regionais e estaduais dos Jogos Escolares da Juventude, na comparação de 2016 com 2017. E, segundo ele, em 2017, a quantidade de alunos envolvidos aumentou em 153%, na comparação com o ano anterior. O que demonstra a expansão da modalidade esportiva dentro do estado.

“O xadrez tem crescido no Estado pelo grande desenvolvimento e engajamento dos professores que trabalham com o xadrez nas escolas. E a federação tem feito vários cursos de capacitação e treinamento para melhorar a prática pedagógica em sala de aula. Isso tem dado certo e os números de 2016 e 2017 indicam um crescimento de 87% de participação das cidades e 159% de atletas nos Jogos Escolares da Juventude, na fase estadual“, comenta o presidente.

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Clubes articulam paralisação do Brasileiro

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Dirigentes de alguns dos principais clubes da elite do futebol brasileiro passaram a discutir, nos últimos dias, medidas conjuntas para tentar reduzir os impactos financeiros da Medida Provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de setembro, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país. A decisão atinge diretamente um dos principais segmentos de patrocinadores do futebol nacional e abriu uma crise entre os clubes, o governo federal e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Entre as alternativas debatidas pelos dirigentes está uma medida de forte impacto: a possibilidade de paralisação do Campeonato Brasileiro. A hipótese ainda integra as articulações nos bastidores e não representa uma decisão formal dos clubes. A última interrupção prolongada da competição ocorreu em 2020, quando o calendário foi suspenso entre março e agosto em razão da Pandemia de Covid-19. Agora, a eventual ameaça de paralisação seria utilizada como instrumento de pressão nas negociações com o governo federal.

A discussão ganhou força antes da reunião que havia sido articulada entre representantes do governo e dirigentes esportivos, com intermediação da CBF. O encontro, previsto para terça-feira (29), acabou cancelado em meio ao risco de boicote dos clubes. Antes do cancelamento, o governo estudava apresentar alternativas para reduzir os efeitos financeiros da medida, entre elas uma linha de crédito destinada às equipes. A reunião pretendia estabelecer um canal institucional para discutir o impacto da nova legislação sobre o futebol.

Os clubes, entretanto, defendem uma solução que vá além de uma eventual linha de financiamento. Uma das principais reivindicações é a criação de um período de transição para que as equipes tenham tempo de reorganizar contratos, orçamentos e compromissos futuros. Dirigentes argumentam que a interrupção abrupta dos patrocínios pode afetar não apenas o planejamento financeiro de 2026, mas também obrigações assumidas para os anos seguintes, especialmente em um mercado no qual as receitas de publicidade das apostas cresceram rapidamente.

A dimensão econômica do problema ajuda a explicar a reação dos clubes. Segundo levantamento da consultoria Convocados, os patrocínios das casas de apostas aos clubes da Série A somaram aproximadamente R$ 1,03 bilhão em 2025, ante R$ 618 milhões no ano anterior, crescimento de cerca de 66%. Embora o valor corresponda a aproximadamente 7,2% da receita total dos clubes da primeira divisão, a participação das bets tornou-se relevante em contratos comerciais e na composição das receitas de algumas equipes.

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Na segunda-feira (28), ao sancionar uma proposta relacionada ao desenvolvimento do futebol feminino no Brasil, Lula voltou a defender o fim das apostas e afirmou que o futebol brasileiro construiu seus principais momentos históricos antes da existência das plataformas de apostas. A declaração ocorreu justamente em meio à reação dos clubes à MP.

O governo sustenta que a medida busca enfrentar os efeitos sociais associados às apostas, enquanto representantes do setor e segmentos do futebol questionam os impactos econômicos da proibição sobre contratos e investimentos já realizados.

A possibilidade de os clubes deixarem de entrar em campo também aumentou a pressão sobre a CBF. A entidade foi acionada pelo governo federal para atuar como interlocutora nas conversas com representantes das Séries A, B, C e D. Ao mesmo tempo, a confederação possui relação comercial com o setor de apostas, incluindo contrato com a Betano, circunstância que amplia a relevância de sua posição no debate. Até o momento, a CBF tem adotado uma postura pública cautelosa diante da controvérsia.

A pressão sobre a entidade ocorre em um momento no qual sua atual estrutura dirigente também é observada por suas conexões com diferentes setores da política brasileira. Entre os vice-presidentes da CBF está Gustavo Dias Henrique, que ocupa função relacionada à articulação política da entidade e é primeiro suplente de Renan Calheiros (MDB) na disputa pelo Senado por Alagoas.

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A presença de dirigentes com vínculos políticos acrescenta uma dimensão institucional ao debate, embora não estabeleça, por si só, qualquer relação entre essas conexões e as decisões tomadas pela confederação.

Outro nome que ganhou espaço nas discussões sobre a atual estrutura de poder do futebol brasileiro é Francisco Schertel Mendes, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. Advogado e vice-presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Francisco passou a integrar a Assembleia Geral da CBF e ganhou maior projeção dentro da estrutura da entidade. Reportagens recentes também destacaram sua participação em organismos internacionais do futebol. Essas informações ajudam a contextualizar a composição da atual estrutura dirigente, sem indicar, por si mesmas, participação nas negociações específicas sobre as bets.

O impasse, portanto, reúne interesses econômicos, esportivos e institucionais em torno dos efeitos da MP. De um lado, o governo federal defende a interrupção das apostas de quota fixa e afirma que a medida responde aos problemas sociais relacionados ao setor; de outro, clubes e dirigentes buscam mecanismos de transição capazes de preservar contratos e planejamento financeiro.

A MP ainda está sujeita à tramitação no Congresso Nacional, enquanto o setor de apostas também busca contestar a decisão judicialmente. Nesse cenário, a eventual paralisação do Campeonato Brasileiro permanece como possibilidade discutida nos bastidores, e não como decisão definitiva do futebol brasileiro.

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