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AMISTOSO DATA FIFA

Brasil supera a Austrália e conquista primeira vitória após a Copa do Mundo

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A Seleção Brasileira de Futebol conquistou sua primeira vitória após a Copa do Mundo ao derrotar a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira, em Brisbane, em um amistoso marcado por seis gols, duas viradas e momentos de intensa disputa. O resultado encerrou a sequência de confrontos entre as equipes nesta Data Fifa com uma vitória brasileira, depois do empate por 1 a 1 registrado no primeiro encontro, na sexta-feira. Vanderson abriu o placar para o Brasil, enquanto Circati e Metcalfe colocaram os australianos em vantagem. Raphinha, Bruno Guimarães e Vini Jr. completaram a reação brasileira.

O Brasil começou a partida em ritmo intenso e precisou de apenas dois minutos para balançar as redes. Rayan recebeu pela direita, encontrou Gabriel Bontempo, que serviu Vanderson dentro da área. O lateral do Monaco finalizou cruzado, no ângulo, e marcou seu primeiro gol pela seleção brasileira em oito partidas. O início promissor, entretanto, não se manteve durante toda a primeira etapa, e a equipe passou a cometer erros técnicos que permitiram à Austrália equilibrar o confronto e explorar espaços na defesa brasileira.

A igualdade dos anfitriões surgiu em uma das principais armas da equipe australiana: a bola aérea. Após cobrança de escanteio pela direita, Rayan tentou afastar a jogada, mas seu desvio de cabeça fez a bola sobrar para Circati, que finalizou e marcou. O gol chegou a ser inicialmente anulado por impedimento, mas a revisão do árbitro de vídeo confirmou a legalidade da jogada. Apenas quatro minutos depois, os australianos aproveitaram outro erro brasileiro para virar o placar, em uma rápida transição ofensiva concluída por Metcalfe, que acertou um belo chute de canhota no ângulo de Otávio.

A Seleção Brasileira, porém, reagiu ainda antes do intervalo. Danilo sofreu pênalti, posteriormente confirmado pelo VAR, e Raphinha assumiu a responsabilidade pela cobrança. O atacante finalizou com firmeza aos 44 minutos e deixou o placar novamente empatado em 2 a 2. O gol também ampliou o histórico positivo do jogador em cobranças da marca da cal, já que, segundo os dados apresentados na transmissão, Raphinha havia desperdiçado apenas uma das 25 penalidades cobradas ao longo da carreira, em 2017.

No intervalo, Raphinha precisou ser substituído em razão de um desconforto na coxa direita, conforme comunicado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Endrick entrou em seu lugar e participou diretamente da mudança de dinâmica da equipe brasileira. O técnico Carlo Ancelotti também promoveu alterações que deram maior intensidade ao ataque. Estêvão e Endrick contribuíram para acelerar as ações ofensivas, enquanto Danilo manteve participação importante na construção das jogadas e na ligação com os atacantes.

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A virada brasileira ocorreu aos 23 minutos do segundo tempo, em uma jogada construída pela esquerda. Danilo encontrou Vini Jr. com um passe em profundidade, e o atacante aguardou a ultrapassagem de Endrick. O jovem recebeu no fundo do campo e cruzou rasteiro para Bruno Guimarães, que apareceu como elemento surpresa na área e completou para o gol. A jogada colocou novamente o Brasil em vantagem e mostrou uma equipe mais organizada ofensivamente depois das mudanças realizadas no intervalo.

Vini Jr. foi responsável por fechar o placar aos minutos finais, depois de protagonizar uma jogada individual de destaque. O atacante aplicou uma caneta em Irankunda e sofreu pênalti. Na cobrança, bateu com categoria e marcou o quarto gol brasileiro. A participação do jogador na etapa final representou uma resposta depois de um primeiro tempo discreto, além de oferecer ao treinador italiano uma atuação mais influente de um dos principais nomes do elenco brasileiro.

A partida também teve momentos de tensão. Aos 20 minutos do segundo tempo, Endrick e Souttar se desentenderam após uma disputa e iniciaram uma sequência de empurrões entre jogadores das duas equipes. Endrick caiu no gramado com a mão no rosto, enquanto os demais atletas se aproximaram para conter os ânimos. Depois que a situação foi controlada, o brasileiro e o australiano receberam cartões amarelos. O episódio interrompeu momentaneamente o ritmo do confronto, mas não alterou o resultado construído pela seleção brasileira.

Apesar da vitória, o desempenho apresentou oscilações. O Brasil iniciou o duelo com forte pressão, marcou rapidamente e criou a impressão de que controlaria a partida, mas perdeu intensidade depois dos primeiros 15 minutos e acumulou erros de execução. Um desses equívocos originou o segundo gol australiano. Na etapa inicial, Danilo e o estreante Gabriel Bontempo foram apontados como destaques brasileiros, enquanto, após o intervalo, as mudanças promovidas por Ancelotti deram maior velocidade à equipe e favoreceram a recuperação do controle ofensivo.

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Com o resultado, o Brasil encerrou a passagem pela Austrália com uma vitória e um empate e ainda terá mais um treinamento em Brisbane antes de deixar o país. A delegação brasileira viajará na quinta-feira para Calcutá, na Índia, onde enfrentará a seleção local no sábado, no último amistoso desta Data Fifa.

A sequência servirá para Ancelotti observar diferentes combinações do elenco, avaliar jogadores mais jovens e ajustar a equipe para os próximos compromissos internacionais, enquanto a vitória sobre a Austrália encerra a série de partidas com uma reação brasileira construída depois de um primeiro tempo irregular.

AUSTRÁLIA 2 X 4 BRASIL

Amistoso: Data Fifa
Local: Suncorp Stadium, em Brisbane, Austrália
Data e hora: 29 de setembro de 2026, às 7h10 (de Brasília)
Árbitro: Yusuke Araki (Japão)
Auxiliares: Kohe Ando (Japão) e Kota Watanabe (Japão)
VAR: Campbell-Kirk Kawana-Waugh (Nova Zelândia)
Cartões amarelos: Irankunda, Souttar (AUS); Gabriel Magalhães, Endrick (BRA)
Cartões vermelhos: Nenhum
Gols: Vanderson, aos 2 minutos do primeiro tempo (BRA); Circati, aos 29 minutos do primeiro tempo (AUS); Metcalfe, aos 33 minutos do primeiro tempo (AUS); Raphinha, aos 44 minutos do primeiro tempo (BRA); Bruno Guimarães, aos 23 minutos do segundo tempo (BRA); Vini Jr, aos 34 minutos do segundo tempo.

Austrália: Beach, Italiano (Geria), Circati, Souttar e Herrington; Behich, Irvine (Vellupelay), Okon-Englister (O’Neill), Metcalfe (McGree); Irankunda (Younis) e Yengi (Yazbek).

Técnico: Tony Popovic.

Brasil: Otávio, Vanderson (Matheuzinho), Jair Cunha (Vitor Reis), Gabriel Magalhães e Mauro Júnior (Arthur Dias); Danilo (Breno Bidon), Bruno Guimarães (Martinelli) e Gabriel Bontempo (Andrey Santos); Rayan (Estêvão), Raphinha (Endrick) e Vini Júnior (Samuel Lino).

Técnico: Carlo Ancelotti

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ESPORTES

Cuiabá questiona legado das “bets no futebol” e aponta pressão sobre finanças dos clubes

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O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, voltou a questionar a presença das casas de apostas esportivas como patrocinadoras de clubes do futebol brasileiro e criticou a maneira como, segundo sua avaliação, parte das equipes utilizou os recursos obtidos com esse mercado. Em entrevista ao Jornal Estadão, o dirigente afirmou que o crescimento das receitas provenientes das bets não teria sido acompanhado por investimentos proporcionais em infraestrutura ou pela redução das dívidas acumuladas pelas agremiações.

Na avaliação de Dresch, os valores destinados aos clubes pelas empresas de apostas contribuíram principalmente para elevar a remuneração dos jogadores e, consequentemente, pressionaram ainda mais os custos do futebol profissional. O presidente do Cuiabá considera que os recursos poderiam ter sido empregados em áreas capazes de fortalecer a estrutura financeira e operacional das equipes, especialmente em um cenário marcado pelo elevado endividamento de diversos clubes brasileiros.

“O futebol podia ter feito um bom uso desse dinheiro. O que os clubes fizeram com esse dinheiro? Aumentaram os salários dos jogadores. Só isso. Passou a transferir mais renda ainda a jogador. Ninguém investiu em infraestrutura, ninguém pagou dívida”, afirmou Dresch, ao comentar a destinação dos recursos provenientes dos contratos de patrocínio firmados com empresas do setor de apostas.

A crítica do dirigente ocorre em um momento no qual as bets ocupam espaço relevante no modelo comercial do futebol brasileiro. Levantamento publicado recentemente aponta que as casas de apostas responderam por aproximadamente R$ 1,03 bilhão dos R$ 3,069 bilhões arrecadados em patrocínios pelos clubes da Série A em 2025, o equivalente a quase um terço das receitas comerciais daquela temporada.

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Dresch também relacionou o debate sobre os patrocínios ao impacto das apostas na vida financeira dos torcedores. Em declarações recentes, o presidente do Cuiabá afirmou que observa consequências econômicas associadas ao comportamento de apostadores e sustentou que o clube decidiu não manter novas negociações com empresas do segmento, mesmo diante das oportunidades comerciais oferecidas pelo mercado.

A postura adotada pelo dirigente também tem relação com a experiência do próprio Cuiabá. Durante sua gestão, o clube chegou a manter uma parceria com a Luck.bet, encerrada no fim de 2022, e posteriormente optou por não aceitar novas propostas de empresas de apostas para ocupar o espaço principal de sua camisa. Dresch declarou que recebeu diferentes ofertas, mas preferiu preservar a estratégia comercial adotada pelo clube.

Ao analisar a situação financeira do futebol nacional, o presidente do Cuiabá citou nominalmente São Paulo, Corinthians e Santos como exemplos de clubes que, segundo sua avaliação, enfrentam dificuldades econômicas. A declaração ocorre em meio a um contexto de elevado endividamento no futebol brasileiro, marcado por atrasos, renegociações e disputas financeiras envolvendo diferentes instituições.

Corinthians e Santos, além disso, mantêm relações financeiras com o Cuiabá decorrentes de negociações envolvendo jogadores. Em 2025, Dresch informou que as dívidas de Corinthians, Santos, Grêmio e Atlético-MG com o clube mato-grossense ultrapassavam R$ 40 milhões, referentes a diferentes operações no mercado de transferências.

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A crítica às dívidas entre clubes integra uma posição mais ampla defendida por Dresch sobre a necessidade de maior responsabilidade financeira no futebol brasileiro. Em declaração anterior, o dirigente argumentou que clubes que não cumprem compromissos relacionados à contratação de atletas deveriam sofrer restrições esportivas, proposta que, segundo ele, ajudaria a evitar que determinadas equipes continuassem utilizando jogadores enquanto permanecem inadimplentes.

O debate sobre as bets, portanto, ultrapassa a questão dos espaços publicitários nas camisas e alcança a estrutura econômica do futebol brasileiro.

De um lado, os contratos representam uma fonte significativa de receita para os clubes; de outro, Dresch sustenta que o dinheiro recebido deveria ter produzido investimentos mais duradouros, enquanto também manifesta preocupação com os efeitos sociais e financeiros das apostas.

A discussão permanece vinculada ao desafio de conciliar sustentabilidade econômica, responsabilidade na gestão e os impactos da atividade sobre o público consumidor.

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