VENDA IRREGULAR DO "DUTRINHA"
“Caixa Preta” da Federação mostra que a venda do “Dutrinha” foi ilegal
Construído em 1952, o “Dutrinha” foi o segundo Estádio de Cuiabá, o primeiro foi o “Estádio do Comércio”, hoje nos fundos do Colégio Liceu Cuiabano. O Estádio foi o principal palco do futebol mato-grossense até a inauguração do “Verdão“, em 1976. O “Dutrinha” é o local de maior identificação do Mixto Esporte Clube, que ali viveu grandes momentos de sua história. A característica mais marcante do “Velho Dutrinha” é a proximidade da torcida com os jogadores em campo.
O “Dutrinha” tem medidas oficiais, 110 x 75 metros, o Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, está localizado na Rua Joaquim Murtinho, Praça Benjamin Constant, no Bairro Porto, em Cuiabá. O “Dutrinha” foi declarado “Tombado como Patrimônio Histórico de Cuiabá-MT“, pela Lei Municipal 2.761 de 25/05/1990, de autoria do então vereador Emanuel Pinheiro, como forma de preservá-lo.
A venda do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o “Dutrinha” pela Federação Mato-grossense e a Prefeitura Municipal de Cuiabá ocorreu em 2011, por R$ 3,5 milhões, um valor bem abaixo do mercado, devido a localização da praça esportiva, mas, somente em 2014 as autoridades resolveram “agir”. Na época, Carlos Orione, presidente da Federação Mato-grossense de Futebol, foi intimado a prestar esclarecimentos ao Ministério Público Estadual (MPE) sobre a negociação.
Nesta semana, mais uma bomba…bomba…bomba.
Documentos de cartórios afirmam: a venda do Estádio Eurico Gaspar Dutra, “feita pela Federação Mato-grossense de Futebol à Prefeitura Municipal de Cuiabá”, foi ilegal.
A “Caixa Preta” da Federação foi aberta
Aron Dresch comanda a presidência da Federação Mato-grossense de Futebol há 3 anos, após vencer uma eleição apertada de 22 votos contra 15 de João Carlos de Oliveira Santos, que era vice-presidente do falecido Carlos Orione e representava a “velha gestão”.
A “Caixa Preta” da Federação foi aberta, e só agora as informações vieram à tona, mas nem todas agora. É o que aponta a auditoria feita a pedido do presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF), Aron Dresch.
O presidente da Federação Mato-grossense, Aron Dresch confirmou a ilegalidade.
“Essa é apenas uma das irregularidades que já descobrimos através da auditoria. Para ser vendido, o estádio que pertence à Federação Mato-grossense de Futebol deveria ter a aprovação da maioria dos filiados, numa Assembleia Geral, através de voto, e isso não aconteceu! Alguém ouviu falar dessa Assembleia? ninguém. Então a venda foi ilegal e o estádio pertence à Federação sim!”, disse.
Outro fator que deixa a possível venda do Estádio Eurico Gaspar Dutra, o “Dutrinha” ainda mais obscura é que os autores da transação hoje já estão mortos.
O então Prefeito de Cuiabá na época, o vereador Júlio Pinheiro, que estava como interino no cargo de chefe do Executivo Municipal comprou o Estádio, mas não deixou nenhum documento comprovatório e nem transferiu o patrimônio aos arquivos da Prefeitura, o que faz disso uma transferência ilegal.
Atualmente, a Prefeitura de Cuiabá faz obras no “Dutrinha” para revitalização, mas Júlio Pinheiro e Carlos Orione não estão mais vivos para serem ouvidos no processo de transferência. Além disso, existe uma lista com pelo menos 20 irregularidades dessa possível transferência está denunciada ao Ministério Público, no Núcleo de Defesa da Cidadania e do Consumidor. Isso torna nula qualquer venda e faz com que o Estádio permaneça sob o comando da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF).
O Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o “Dutrinha”, é oficialmente patrimônio do município de Cuiabá. A solenidade de entrega do Estádio, pela Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) a Prefeitura da Capital, foi realiza no dia 30 de setembro de 2011.
O Prefeito de Cuiabá na época, Francisco Bello Galindo recebeu o “Dutrinha” oficialmente das mãos do presidente da Federação Mato-grossense de Futebol, Carlos Orione.


ESPORTES
Brasil reage no fim e evita derrota diante da Austrália
A Seleção Brasileira de Futebol empatou por 1 a 1 com a Austrália nesta sexta-feira (25), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, no primeiro amistoso da equipe depois da participação na Copa do Mundo de 2026. Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, o Brasil encontrou dificuldades diante dos donos da casa, mas conseguiu evitar a derrota com um gol marcado nos acréscimos do segundo tempo.
O resultado foi construído em uma partida marcada por equilíbrio e por momentos de pressão das duas equipes. A Austrália conseguiu aproveitar uma de suas principais oportunidades na etapa final e abriu o placar aos 22 minutos. O Brasil, por sua vez, aumentou a intensidade nos minutos decisivos e encontrou o empate quando a partida caminhava para o fim.
O primeiro gol dos australianos surgiu em uma cobrança de falta. O meia Irankunda assumiu a responsabilidade pela execução e bateu com precisão, colocando a bola fora do alcance do goleiro Hugo Souza. O lance deu vantagem à equipe da casa e obrigou a Seleção Brasileira a buscar uma reação para evitar começar a nova série de amistosos com uma derrota.

Antes disso, o Brasil havia chegado a balançar as redes no fim do primeiro tempo. Estêvão recebeu a oportunidade e marcou para a Seleção Canarinho, mas o gol não foi confirmado pela arbitragem. Após a revisão do árbitro de vídeo, o lance foi anulado em razão de uma falta cometida por Bruno Guimarães sobre o zagueiro Souttar na origem da jogada.
A decisão do VAR manteve o placar inalterado e fez com que as equipes fossem para o intervalo sem gols. Na segunda etapa, a Austrália conseguiu transformar uma de suas oportunidades em vantagem, enquanto o Brasil passou a buscar espaços no campo ofensivo. A necessidade de reagir aumentou à medida que o relógio avançava e a derrota se aproximava.
Quando o resultado negativo parecia definido, Rayan apareceu nos acréscimos para mudar o desfecho da partida. O atacante aproveitou a cobrança de escanteio executada por Raphinha e subiu para cabecear. A bola tocou no goleiro Beach e, posteriormente, no travessão antes de ultrapassar a linha de gol e confirmar o empate brasileiro.
O gol nos instantes finais garantiu ao Brasil um ponto no primeiro compromisso após a Copa do Mundo de 2026. Para a equipe comandada por Ancelotti, o confronto também serviu como oportunidade para observar jogadores e testar alternativas durante o período reservado aos amistosos internacionais.
Para a Austrália, o empate representou a perda de uma vantagem construída na segunda etapa e mantida até os minutos finais. A equipe australiana conseguiu dificultar a atuação brasileira durante boa parte do confronto, mas não conseguiu sustentar o resultado diante da pressão exercida pela Seleção Brasileira nos acréscimos.

Brasil e Austrália voltarão a se enfrentar na próxima terça-feira (29), às 7h, pelo horário de Brasília. O segundo amistoso será realizado no Suncorp Stadium, em Brisbane, dando continuidade à série de compromissos da Seleção durante a Super Data FIFA.
Depois do segundo confronto com os australianos, o Brasil encerrará a sequência de amistosos no dia 1º de outubro. A Seleção Verde e Amarela enfrentará a Índia, em Calcutá, em um duelo inédito na história entre as duas equipes. A partida ampliará a programação internacional brasileira após a participação na Copa do Mundo e fechará o período de testes previsto para a Data FIFA.
-
Artigos7 dias atrásCom meus pais aprendi a não desperdiçar porta aberta, com Pivetta é que riqueza pode ser distribuída
-
Artigos3 dias atrásQuem cuida de quem cuida? A saúde mental da enfermagem precisa ser prioridade
-
ESPORTES4 dias atrásJoão Godoy representa Mato Grosso no Pan-Americano de Beach Tennis em Cuiabá
-
Artigos3 dias atrás80 anos de compromisso com as pessoas e com o futuro
-
Política6 dias atrásWellington Fagundes contesta divergência em dados eleitorais
-
Política3 dias atrásPesquisas: Pivetta continua avançando; tá chegando a hora, debates na TV
-
Artigos4 dias atrásDuas incógnitas e uma eleição – Reforma tributária
-
Artigos3 dias atrásToró eleitoral


“