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ECONOMIA

Propriedades com até 15 módulos fiscais poderão ser cadastradas em seus municípios

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Antiga reivindicação dos pequenos proprietários rurais de todo o estado, o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) agora pode ser emitido pelas Unidades Municipais de Cadastro (UMC) para propriedades de até 15 módulos fiscais, ou seja, com área de 30 a 1500 hectares. A boa notícia foi dada ontem, pelo superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Mato Grosso, João Bosco de Moraes, em reunião com o deputado Valdir Barranco e vereadores de Ipiranga do Norte.

A luta foi encabeçada pelo deputado Barranco desde sua passagem como superintendente do Incra (2011/14). "O CCIR é indispensável para transferir, arrendar, hipotecar, desmembrar, partilhar (divórcio ou herança) e obter financiamento bancário. Os dados constantes são exclusivamente cadastrais, não legitimando direito de domínio ou posse, mas sem ele a vida do pequeno agricultor se torna difícil e a atividade, em muitos casos, inviável. Venho lutando pela mudança nas regras de emissão do documento desde 2012. Fico feliz em saber que conseguimos."

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Na reunião desta quinta-feira (28), Barranco estava acompanhado pelos vereadores Fabiano do Povo (DEM), Cleonaldo França (SD), Dr. Pedro (DEM) e Jaci da Vale (PSDB), de Ipiranga do Norte. Eles haviam protocolado ofício solicitando a mudança da UMC há dois dias. "Buscamos ajuda do deputado pra que fizesse gestão junto ao Incra. Ficamos sabendo que esta demanda estava em curso e hoje nosso pedido foi deferido. Buscamos benefícios para Ipiranga e saímos com a notícia de que o mesmo foi estendido a todo o estado. Agradecemos ao deputado Barranco. Ele realmente defende a agricultura familiar", disse Fabiano do Povo.

Outras demandas – Ainda no Incra, Barranco tratou de outros temas como a solicitação da visita de técnicos da autarquia a dois municípios. "Os assentamentos Santana da Água Limpa e Campinas, em São José do Rio Claro, e Ribeirão dos Cocais, em Livramento, já fizeram o georreferenciamento dos lotes, mas ainda precisam da validação por parte do Incra. Conseguimos o compromisso do Bosco (superintendente) de priorizar a visita técnica, o que deve ocorrer nos próximos dias."

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O deputado também acompanhou representantes da Cooperativa de Pequenos Produtores Rurais do assentamento Agroana Giral, de Poconé. "Esses trabalhadores estão pedindo ao Incra a doação de uma área para a construção da sede da Cooperativa. Falamos com o Bosco que vai analisar o pedido e logo retornará com uma resposta. Acredito que o projeto será viabilizado."

Na última audiência do dia, Barranco tratou das demandas dos agricultores familiares do assentamento Forquilha do Manso, de Rosário Oeste. "Várias famílias foram notificadas pelo Incra por irregularidades como, por exemplo, manter a terra improdutiva: falta grave dentro do processo de reforma agrária. Porém, outras estão dentro da lei mantendo os lotes bem cuidados e produtivos. Pedimos ao superintendente que reavalie as notificações e que mantenha na terra àqueles que cumprem as regras e portanto são merecedores do beneficio. Ao demais, que dê um prazo para readequação", concluiu Valdir Barranco.

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ECONOMIA

Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT

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Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.

A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.

Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.

A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.

Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.

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