RECOMPOSIÇÃO DE SALÁRIO
PCCS de agentes de trânsito será apreciado nesta quinta na Câmara de Cuiabá
O Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), enviou nesta terça-feira (7), à Câmara Municipal de Cuiabá, a mensagem com a Proposta de Lei Complementar que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos Agentes de Trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
Conforme o presidente do Legislativo Municipal, vereador Lidio Barbosa (MDB), o Juca do Guaraná, o texto será apreciado em regime de urgência na próxima quinta-feira (9) na Câmara Municipal de Cuiabá.
“Todas as categorias de servidores públicos são valorosas. Os agentes estão nas ruas e, muitas vezes, são atacados por realizarem os seus trabalhos. Eles têm que ter o jogo de cintura para mostrar a importância do trabalho de orientação, regulação de respeito às leis de trânsito na capital. Desde 2017, fizemos o compromisso de recompor e valorizar todas as categorias, e hoje, faltam menos de quatro categorias. Quero lembrar que sempre lutei pelo servidor, cada vez mais estimulados e valorizados. Sem eles, não é possível fazermos essa gestão de excelência, são eles que fazem funcionar a máquina. Até então, são 13º categorias com o PCCS concedidos, quero contemplar 100%, mas temos que respeitar o impacto da folha e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)“, comentou o gestor.
O vereador Paulo Henrique, que já foi presidente do Sindicato dos Agentes, parabenizou o prefeito Emanuel Pinheiro por valorizar a categoria ao qual representa.
“Prefeito, o momento é de alegria e queremos aqui agradecer o compromisso que o senhor tem com os agentes. Quero agradecer o deputado Emanuelzinho, que sempre atendeu às nossas demandas. Nós, que somos sindicalistas, sabemos da valorização que o prefeito tem com os servidores públicos e os agentes são merecedores desse Plano de Carreira. Eu sei o que é ser agente de trânsito, batalhamos muito enquanto servidor público, e essa classe merece ser valorizada“, disse o vereador.
Emocionado, o presidente do Sindicato dos Agentes de Trânsito e Transporte da Capital, Ademir de Arruda e Silva, disse que o prefeito cumpre o compromisso com à classe.
“Quase uma década esperando esse momento e queremos agradecer o prefeito, o vice, o deputado federal Emanuelzinho e os vereadores Paulo Henrique e Adevair. Hoje somos uma nova categoria, mais madura, e bem próxima da gestão, que é humanizada“, comentou ele.
O secretário de Mobilidade Urbana, Juares Samaniego, destaca que a classe é merecedora desse Plano de Carreira.
“Há tempos, desde 2016 foi feito ganhos olhando para todas as categorias e essas categorias de uma forma ou de outra foram beneficiadas e hoje, é um trabalho que vem sendo feito pelo prefeito. Vocês merecem isso, porque lutam por isso, sei do trabalho que os agentes realizam hoje, não é fácil o agente que está na rua e agindo de forma correta para manter um trânsito de qualidade. O prefeito vai contemplar essa categoria com o PCCS. Falta pouquíssimas, em torno de 3 categorias para ser contemplada com o PCCS“, comentou.
O vice-prefeito, José Roberto Stopa (PV), que é servidor público de carreira, comentou a importância deste PCCS aos servidores.
“É um processo de valorização que começou desde o primeiro dia da gestão do prefeito Emanuel, e como sou servidor de carreira, tenho que tirar o chapéu, e até o final dessa gestão iremos contemplar todas as categoria , essa valorização quebra o mito de que atende o servidor ou faz obra não existe, porque provamos que dá para atender os servidores e fazer obras“, comentou.
Estiveram presentes na reunião, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc), o vereador Adevair Cabral e representantes da diretoria da Pasta de Mobilidade Urbana.
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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