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ECONOMIA

Começa o Mutirão Fiscal 2017 de Várzea Grande com 100% de desconto 

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CORREGEDORIA GERAL DA JUSTIÇA DE MATO GROSSO E PREFEITURA MUNICIPAL SE UNEM PARA AJUDAR A POPULAÇÃO A NEGOCIAREM SUAS DIVIDAS E TEREM CONDIÇÕES DE PAGAR SEUS COMPROMISSOS.

A Corregedoria Geral da Justiça de Mato Grosso e a Prefeitura de Várzea Grande iniciam hoje, (16), e segue até o dia 1o de novembro, o Mutirão Fiscal 2017 que pretende recuperar os impostos, taxas, contribuições que deixaram de ser recolhidas aos cofres do Tesouro Municipal.

Os principais impostos devidos ao município são Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); Impostos Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) e Alvará.

A novidade é que neste mutirão os Auto de Infração de Imposição de Multa (AIIM) que pode incidir em até 100% para os contribuintes em atraso com o fisco municipal poderá ser quitado com desconto de 100%, ou seja, sem a incidência do mesmo.

Neste caso, se o contribuinte deve R$ 500 mil e recebeu um auto de infração, a divida foi elevada para R$ 1 milhão. Com o mutirão e os descontos ele quita o valor original da dívida, R$ 500 mil.

"Enquanto Poder Executivo Municipal temos obrigações de prestar um bom serviços públicos em benefício da população e isto tem custos que são recursos públicos que vem do pagamento de impostos e taxas, mas a nossa principal missão neste Mutirão Fiscal que é avalizado pelo Poder Judiciário através da Corregedoria Geral da Justiça de Mato Grosso, é criar uma relação mais próxima entre o poder público e o contribuinte para que ele sinta confiança de que ao recolher impostos e taxas ele assim como muitos serão beneficiados com uma saúde de qualidade, um ensino de nível, uma segurança presente, ações sociais que resgatem a confiabilidade do cidadão e obras que valorizem e beneficiem a todos", disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

Ela assegurou que dentro do montante arrecadado através do Mutirão Fiscal, a quase totalidade, descontadas as transferências obrigatórias, serão destinados para obras e ações voltadas para atender a população e melhorar sua qualidade de vida bem como tornar Várzea Grande mais atrativa.

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O secretário de Governo, César Miranda, assinalou que toda uma estrutura foi montada para atender ao cidadão que vier a Prefeitura de Várzea Grande para quitar ou negociar suas dividas administrativa, ou seja, aquelas não inscritas em divida ativa ou na Procuradoria Geral do Município, que fica na Av. Arthur Bernardes, 1.399 – Bairro Planalto Ipiranga, a duas quadras da Prefeitura Municipal, para os créditos já ajuizados e que se encontram nas três Varas da Fazenda Pública e somam mais de R$ 77 milhões.

"A Administração Municipal está abrindo uma grande possibilidade dos contribuintes regularizarem sua situação com o Fisco Municipal, primeiro porque eles podem ter a certeza de que estes recursos serão todos aplicados em saúde, educação, segurança, social e obras, o que representa dizer que irão melhorar a qualidade de vida da população e segundo para não ficarem inadimplentes, pois a administração municipal, até mesmo por recomendação judicial vai negativar o nomes dos devedores e cobrar aquilo que lhe é devido", frisou César Miranda.

Ele lembrou do muito que a prefeita Lucimar Sacre de Campos já realizou desde maio de 2015 quando chegou a administração municipal em todas as áreas. "Várzea Grande respira outros ares, pois a credibilidade da atual gestão tem sido atrativa para novos investidores o que aquece a economia local", explicou César Miranda.

A procuradora geral de Várzea Grande, Sadora Xavier, lembrou que os entendimentos das mais altas cortes da Justiça são de que o poder público tem que executar seus devedores, ou seja, cobrá-los evitando o máximo o ingresso na Justiça, pois os processos judiciais são demorados e onerosos para todas as partes, procurando sempre a conciliação, o acordo.

Em média um processo de execução de divida, segundo o CNJ, leva em torno de 8 a 16 anos para terminar de ser cumprido o que eleva em muito o valor da dívida e acaba tornando a mesma praticamente impagável, por isso, da importância da conciliação, do acordo que será feito no Mutirão Fiscal para facilitar a vida para todos os envolvidos no processo.

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"Todas as possibilidades de entendimento a administração em Várzea Grande vai ofertar para os contribuintes, seja, através de desconto nos juros e multas, parcelamento e até mesmo encontro de contas. Agora se mesmo assim não houver o interesse dos contribuintes em estar quites com a administração municipal, o primeiro passo será a negativação dos seus nomes nos órgãos de controle como SERASA, SPC e posteriormente a inscrição dos valores em dívida ativa e a remessa dos mesmos para a Justiça", disse a procuradora de Várzea Grande, Sadora Xavier.

A corregedora geral de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, frisou que após essa fase do entendimento, da conciliação que é uma recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Justiça através da Corregedoria Geral da Justiça via as 3 Varas da Fazenda Pública de Várzea Grande vai iniciar um levantamento para acelerar, dentro dos prazos legais, as execuções e cobranças, bem como, outras medidas legais que podem ser penhora de imóveis para pagamento dos impostos devidos.

"O Mutirão Fiscal promove facilidades, pois o contribuinte inclusive vai ser atendido e verá quais as possibilidades de pagamento para que ele se planeje e possa cumprir com suas obrigações. Para o Poder Público Municipal de Várzea Grande fica a possibilidade ainda maior de continuar trabalhando e melhorando a qualidade de vida dos moradores de Várzea Grande com os recursos públicos arrecadados a partir dos esforços da Corregedoria Geral da Justiça de Mato Grosso e da Prefeitura Municipal de Várzea Grande", disse a desembargadora e corregedora geral de Justiça, Maria Aparecida Ribeiro.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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