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PROGRAMA DE INVESTIMENTOS FEDERAIS

Governo federal anuncia investimentos de R$ 60,6 bilhões no Novo PAC para Mato Grosso

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O governo federal divulgou um investimento significativo de R$ 60,6 bilhões destinados a Mato Grosso, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Entre os principais empreendimentos de obras federais estão planejadas para o estado, com destaque para a Ferrogrão e a construção de trechos da BR-158 em torno de terras indígenas e da BR-242 de Gaúcha do Norte a Santiago do Norte, além de melhorias nas BRs 070 e 080.

O anúncio do Novo PAC foi feito pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira (11), no Rio de Janeiro (RJ). O programa almeja alocar cerca de R$ 1,7 trilhão em todos os estados do Brasil, dos quais mais de R$ 1,3 trilhão até 2026 e mais de R$ 300 bilhões após esse período.

Os recursos serão direcionados para projetos em várias áreas, abrangendo Saúde, Educação, Cultura, Esporte, Transição e Segurança Energética, inovação para a indústria de defesa e transporte eficiente e sustentável.

O eixo do transporte eficiente e sustentável visa investimentos em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias em todo o Brasil, buscando reduzir os custos da produção interna e aumentar a competitividade nacional.

Presença de Mauro Mendes no lançamento oficial do PAC

O governador Mauro Mendes (UB), que esteve presente no anúncio do Novo PAC, ressaltou que as obras planejadas para Mato Grosso são demandas antigas do estado. Ele afirmou que todas as obras prioritárias discutidas entre ele e o presidente Lula, bem como seus ministros, foram incorporadas ao novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), totalizando um investimento superior a R$ 60 bilhões.

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Entre os principais projetos federais para Mato Grosso estão a Ferrogrão, a construção de trechos da BR-158 em torno de terras indígenas e da BR-242 de Gaúcha do Norte a Santiago do Norte, além de melhorias nas BRs 070 e 080. Também estão previstas ações como moradias do programa Minha Casa Minha Vida, infraestrutura para a educação básica, melhorias na Atenção Básica de Saúde, inclusão digital nas escolas e expansão da internet no estado.

Estamos há meses articulando com os ministros e com o próprio presidente Lula para que essas obras fossem incluídas como prioritárias no PAC, principalmenteas rodovias e a Ferrogrão. São obras estruturantes e fundamentais para ampliar a competitividade do nosso Agro, desenvolver ainda mais o estado e melhorar a qualidade de vida dos mato-grossenses, que é o mais importante, declarou o governador.

O presidente Lula destacou o papel dos governadores, incluindo Mauro Mendes, na seleção das obras incluídas no programa. Ele enfatizou que o novo PAC foi desenvolvido em parceria com os governadores, que identificaram as obras prioritárias para seus estados. Lula enfatizou a expectativa de que o crescimento do Brasil seja acelerado e sustentável com o novo programa, que apresenta mecanismos de gestão e acompanhamento pela sociedade para obter resultados concretos.

O PAC foi construído principalmente em parceria com os governadores, que reivindicaram as obras que os seus estados mais precisam. O crescimento do Brasil voltará a ser acelerado e sustentável. O novo PAC traz mais credibilidade, porque tem mecanismos de gestão e de acompanhamento pela sociedade, para dar resultados concretos“, explicou.

A distribuição dos recursos do Novo PAC em Mato Grosso abrangerá diversos eixos, incluindo inclusão digital e conectividade, saúde, educação, ciência e tecnologia, infraestrutura social e inclusiva, cidades sustentáveis e resilientes (incluindo o Minha Casa Minha Vida), água para todos, transporte eficiente e sustentável, transição e segurança energética, e inovação para a indústria de defesa (segurança).

Cada eixo receberá valores específicos, como por exemplo os R$ 24,3 bilhões destinados ao transporte eficiente e sustentável.

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A distribuição dos recursos no Novo PAC em Mato Grosso se dividirá nos seguintes eixos: inclusão digital e conectividade (R$ 2 bilhões), saúde (R$ 1,2 bilhão), educação, ciência e tecnologia (R$ 14,8 bilhões), infraestrutura social e inclusiva (R$ 300 milhões), cidades sustentáveis e resilientes (incluindo o programa Minha Casa Minha Vida – R$ 1,6 bilhão), Água para Todos (R$ 200 milhões), transporte eficiente e sustentável (R$ 24,3 bilhões), transição e segurança energética (R$ 12,7 bilhões) e inovação para a indústria de defesa (R$ 3,5 bilhões).

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ECONOMIA

Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos

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O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.

O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.

O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.

E completou ainda que:

Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.

Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.

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A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.

O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.

Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.

O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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