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ECONOMIA

Tarifas sobem 3,68% para a telefonia fixa

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Os usuários de telefonia fixa pagarão 3,684% a mais nas tarifas locais e de longa distância dos planos básicos. O reajuste vale para as áreas cobertas pela operadoras Oi, Sercomtel e Telefônica. Na área de cobertura da Algar Telecom o reajuste aprovado é de 4,546%. Em Mato Grosso estão ativas 150,894 mil linhas de telefonia fixa, conforme a última atualização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), referente a março de 2015.

telefoneAntes que os novos valores sejam adotados, as empresas citadas terão que informar a majoração com no mínimo dois dias de antecedência da aplicação do índice, por meio de ampla divulgação publicitária em todas as localidades atendidas.

Segundo a Anatel, os reajustes permaneceram em 13,15% entre 2005 e 2015, com variação abaixo da inflação registrada no mesmo período. Nesse intervalo, o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 70,98%.

No ano passado, a Anatel havia aprovado aumento de 0,65% para as concessionárias de telefonia fixa Sercomtel, Telefônica, Embratel e Oi. Para a CTBC as tarifcas locais e de longa distância foram reajustadas em 0,95%.

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Em todo o Estado, a quantidade de linhas ativas de telefonia fixa aumentou 7% no último ano, com incremento de 9,892 mil novos acessos em março de 2015 sobre igual mês do ano passado.

Comerciante em Cuiabá, Ivane Maria Mendes de Campos Quni diz que mantém linhas de telefonia fixa ativas na residência e na empresa, há 25 anos. “Mas, se não fosse para ter mais segurança e o acesso à internet, já teria cancelado, porque na conta vem muita cobrança que a gente nem sabe do que é”, desabafa. Para ela, o reajuste piora a situação. “Em casa, a internet funciona bem, mas na loja não. Também mantenho o sistema de alarme vinculado ao telefone fixo, porque é mais seguro”.

Orelhões – Os valores dos créditos para os telefones públicos administrados pelas 4 operadoras também foram reajustados em 3,57%. Com isso, cada crédito passará a custar R$ 0,1305. Em Mato Grosso estão instalados 13,725 mil orelhões, sendo que 93% estão em funcionamento, conforme medição da Anatel realizada no dia 31 de março. No Estado, o serviço é mantido pela concessionária Oi/Brasil Telecom

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Segundo a empresa, foram investidos R$ 16 milhões nos serviços mantidos no Estado, durante o primeiro trimestre deste ano. Por meio de nota, a operadora afirma que continua priorizando investimentos em suas redes de telecomunicações, com foco no tripé Operações, Engenharia e TI, para melhoria da qualidade do serviço aos clientes em todas as regiões.

Impostos – Em 2014, os usuários de serviços de telecomunicações pagaram R$ 60 bilhões em impostos, que incidiram diretamente sobre o cidadão e impactaram os preços dos serviços em mais de 43%, conforme levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). Segundo a entidade, também foram recolhidos aos fundos setoriais R$ 10,8 bilhões, sem qualquer retorno para os usuários. Segundo a entidade, no ano passado foram aplicados R$ 31 bilhões na expansão dos serviços e melhoria da qualidade. O levantamento aponta que o país chegou a 372 milhões de acessos aos serviços de telefonia fixa e móvel, banda larga e TV por assinatura.

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ECONOMIA

Mato Grosso ultrapassa R$ 40 bilhões em tributos

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O mês de setembro começou evidenciando a relevância econômica de Mato Grosso e o peso da carga tributária incidente sobre a população. Prova disso é que, nesta quinta-feira (3), o estado já havia recolhido R$ 40 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais. O montante, apesar de representar apenas 1,25% dos R$ 2,73 trilhões arrecadados no território nacional, revela o volume pago em impostos, taxas, contribuições e multas pagos aos cofres públicos.

O valor atual, divulgado pelo Impostômetro da Fecomércio-MT, é 3,44% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A marca de R$ 40 bilhões foi atingida oito dias antes do observado em 2025. O montante também já se aproxima do total arrecadado em todo o ano passado, quando somou R$ 58,2 bilhões.

O crescimento, segundo o presidente da Federação, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), reflete a capacidade de geração de receitas do estado, oriunda principalmente da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Esse montante evidencia a elevada capacidade de geração de receitas tributárias do estado, acompanhando a dimensão de sua atividade econômica e o volume de operações realizadas em seu território, com a maior fatia da arrecadação representada pelo ICMS”, disse o presidente.

E completou ainda que:

Essa arrecadação evidencia o peso da tributação sobre a circulação de bens e serviços, tornando o desempenho do comércio e das cadeias produtivas um componente relevante para a sustentação das receitas estaduais”.

Na esfera federal, as principais fontes de arrecadação são o Imposto de Renda e as contribuições previdenciárias. No âmbito municipal, o ISS e o IPTU lideram. Do total recolhido no país, o Imposto de Renda e a Previdência representam as maiores parcelas arrecadadas, com R$ 466 bilhões e R$ 512 bilhões, respectivamente.

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A capital mato-grossense segue como a principal contribuinte do estado, com R$ 830 milhões arrecadados em tributos. Entre os demais municípios de destaque estão Rondonópolis, com R$ 224 milhões, Sinop, com R$ 167 milhões, Várzea Grande, com R$ 118 milhões, Sorriso, com R$ 91 milhões, e Lucas do Rio Verde, com R$ 88 milhões.

O Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) também destacou a influência econômica dos municípios considerados cidades-polo do estado. Segundo a análise, a geração de receitas tributárias ultrapassa a capital e acompanha a expansão de importantes polos econômicos do interior mato-grossense.

Ainda conforme análise do IPF-MT, a relação entre atividade econômica e arrecadação tributária amplia a geração de receitas públicas. No entanto, uma aplicação mais eficiente desses recursos pode contribuir para criar condições favoráveis à continuidade do desenvolvimento estadual.

O Sistema Comércio de Mato Grosso é integrado pela Fecomércio-MT, Sesc-MT e Senac-MT e é filiado à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), presidida por José Roberto Tadros.

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