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ABERTA A TEMPORADA DO "CHUTÔMETRO"

Gente por favor: o pleito municipal de Cuiabá, não se resume em “CHUTÔMETRO”

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Luz, câmera e ação! Essas são palavras muito conhecidas pelas pessoas quando falamos que os atores começam a agir e colocar em prática as cenas da história.

E, para fazer a história do pleito eleitoral de 2024, requer motivação e planejamento que se auto alimentam os personagens da política cuiabana. O que os fazem ter o desejo, o sonho, a imaginação e o começo de traçar planos para colocar em prática o que desejam: serem eleitos na eleição municipal em 6 de outubro.

E essa motivação que vem de dentro dos mesmos que poderão construir as suas histórias. Entretanto, todavia, contudo, um conjunto de atitudes e habilidades os levam a determinar, objetivos, já que nessa caminhada, precisam estarem conscientes para fazerem as suas próprias escolhas, aprender a resolver problemas e assumir a responsabilidade. Ou seja, saber escolher, entender e refletir sobre erros e acertos, porque se aproxima a “Janela Partidária”.

Janela Partidária

Nestas eleições de 2024, os vereadores têm entre 7 de março a 5 de abril para trocarem de partido, acharem um partido em que eles tenham mais afinidades políticas. Essa regra, chamada de “Janela Partidária”, permite que os candidatos que detenham mandato possam trocar de partido sem que sejam punidos por “Infidelidade Partidária”. Isso pelo motivo de a legislação proibir a troca partidária ao longo do mandato.

Ocupantes de cargos eletivos, obtidos em pleitos proporcionais, podem trocar de partido político sem perder o mandato, desde que o façam dentro da janela partidária. Assim é conhecido o prazo dado para essa troca que, neste ano, começa no dia 07 de março e vai até 05 de abril, para quem tiver interesse em concorrer às Eleições Municipais de 2024.

Na prática, neste ano, vereadoras e vereadores eleitos em 2020 é que podem mudar de partido. Eles e elas terão um mês para fazer a mudança e concorrer à reeleição ou às prefeituras dos municípios sem correr o risco de perder o cargo. Já deputadas e deputados que foram eleitos em 2022, por exemplo, só poderão usufruir da regra em 2026, ano em que ocorrerá a próxima eleição geral.

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Neste momento que começará a troca de partidos, o Boteco da Alameda informaaaa: quem quiser se eleger na política, terá que entrar num partido grande e ter uma arrancada de pelo menos dois mil votos de legenda.

Se liguem: chapas sem vereadores de mandato e puxadores de votos, dificilmente conseguirão alcançar o sarrafo de votos mínimos; o número de candidatos que era uma vez e meio de vagas disponíveis caiu. Ou seja, em Cuiabá 27+1=28 candidatos por vaga.

É necessário observar-se que uma das grandes dificuldades para os candidatos é garantir a cobertura e “viabilidade eleitoral” para a eleição e reeleição de novos vereadores e vereadoras na Câmara Municipal de Cuiabá.

É bom ressaltar que no passado não havia nenhuma preocupação com montagem de chapa arrumar partido, pois o menu era extenso, mas esse ano as coisas mudaram muito.

Neste momento os partidos, discutem-se as condições e possibilidades para que se consiga montar as chapas de vereadores. Principalmente por conta da regra matemática do jogo.

Uma vez que vereadores de mandato ajudam a “engrossar o caldo”, mas nem todos cabem num mesmo partido. Porém, existe siglas que não aceitam vereadores de mandatos para que novas lideranças possam ser eleitos. E eles não querem ser chamados de “escada” de ninguém. Segue o fluxo!

Vice de Edu Botelho

Gente, por favor: o pleito municipal de Cuiabá, não se resume emCHUTÔMETRO. Vem com agente, vem com a equipe dos cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, vamos embora desenhar o que está para acontecer, eitaa Geraldo Vandré.

O posto de vice na chapa do agora candidatíssimo pelo União Brasil (UB), Zé Edu Botelho segue indefinido e deve permanecer vago até a véspera do registro das candidaturas no início de agosto.

A espera de composições, o espaço na chapa deve ser usado como moeda de troca para os futuros acordos partidários. Sem mencionar legendas, o União Brasil (UB) em Cuiabá tem dito que buscará uma “frente ampla” para a campanha, mas nos bastidores, as conversas com outras siglas são tidas como incipientes.

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Segundo interlocutores, é preciso esperar os acordos partidários para depois falar em nomes. Há o desejo, de que seja uma mulher, já conhecida do eleitorado.

Pessoas próximas defendem que o posto seja ocupado por uma personalidade popular e que foi bem votada em Cuiabá.

Pega aí, não é “CHUTÔMETRO”

De acordo com o meu amigo do bairro Alvorada, o candidatíssimo pelo União Brasil (UB), Dudu Botelho, tem conversas com MDB, PP, PRD, PSB, PSDB e Republicanos.

E vai negociar o apoio das legendas que já lançaram extraoficialmente pré-candidatos à disputa para uma aliança no primeiro ou em eventual segundo turno.

A ideia de manter o cargo de vice aberta, é para justamente viabilizar esses acordos que possam retirar a intenção desses partidos de lançar candidatura própria.

Por isso que o UB vai esperar a vinda de Beto 2 a 1, para assumir a Comissão Provisória da sigla unista em Cuiabá e também algumas movimentações antes de partir para negociações práticas de quem será a vice na chapa.

Atualmente filiado no PSB, o deputado estadual Beto Dois a Um, recebeu convite do cacique e líder do União Brasil em Mato Grosso, Mauro Mendes, e do deputado estadual Zé Edu Botelho, e poderá sem dúvida voltar para a sigla onde esteve por algum, e assumir o comando do partido municipal, e assim reforçar o grupo preparando para as eleições municipais e estaduais.

Eu estive a pouco tempo atrás no grupo político do União Brasil, partido este que eu tenho muito carinho, parte daqueles que estiveram comigo ainda estão lá, e eu vou conversar com o meu presidente estadual, Max Russi, e com dos demais companheiros de partido, fazer uma avaliação achar o melhor caminho“.

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Política

Teia de suspeitas do VLT e impasse do BRT tensionam relação entre “Governo” e “Oposição”

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) converteu-se no cenário de um intenso embate político que paralisou o debate sobre a infraestrutura local. O episódio ocorreu durante uma Audiência Pública de prestação de contas que acabou por desviar o foco técnico para antigas disputas eleitorais. A sessão, que deveria esclarecer o andamento das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT), transformou-se em uma arena de acusações recíprocas entre a base governista e a oposição. O impasse reflete a profunda polarização que historicamente caracteriza a gestão das grandes obras de mobilidade urbana na capital mato-grossense.

O debate centralizador das discussões ocorreu no Palácio Dante de Oliveira, sede do Poder Legislativo do Estado de Mato Grosso, localizada no Centro Político Administrativo de Cuiabá. A escolha do local conferiu caráter oficial e solene ao encontro, que reuniu parlamentares, gestores públicos e representantes da sociedade civil organizada. A capital, que convive há mais de uma década com os transtornos decorrentes de projetos de transporte inacabados, serviu como pano de fundo geográfico e social para o confronto. O ambiente do plenário, marcado por discursos inflamados e questionamentos incisivos, evidenciou a urgência das respostas demandadas pela população cuiabana.

A reunião deliberativa aconteceu nesta terça-feira, momento em que o cronograma físico e financeiro do BRT voltou a ser oficialmente questionado pela Comissão Parlamentar competente. O agendamento da Audiência Pública atendeu a um requerimento de urgência apresentado pela oposição, motivado pelas sucessivas dilações nos prazos de entrega das vias exclusivas de transporte. A temporalidade do evento revelou-se estratégica, ocorrendo em um período de crescente cobrança social pela retomada e finalização dos corredores estruturais de trânsito na região metropolitana do Vale do Rio Cuiabá.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística do Estado de Mato Grosso (SINFRA/MT), Marcelo de Oliveira, conhecido politicamente como Marcelo “Padeiro”, figurou como o principal convocado para prestar os esclarecimentos técnicos necessários. O gestor, contudo, optou por retirar-se do recinto parlamentar antes da formulação das perguntas cruciais pelos deputados da oposição, gerando forte descontentamento no plenário.

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A conduta do secretário foi interpretada pela bancada oposicionista como uma deliberada esquiva diante das responsabilidades administrativas referentes aos contratos e aditivos vigentes.

A convocação oficial da autoridade governamental deu-se em razão da necessidade imperiosa de esclarecer os motivos das constantes paralisações e o encarecimento das obras do BRT. O projeto atual, que substituiu o antigo modelo de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), é alvo de investigações que apontam suposta falta de planejamento e excesso de contratações diretas sem licitação. Os deputados estaduais exigiam a apresentação detalhada de planilhas de custos e a justificativa para a escolha de consórcios específicos para a execução dos lotes remanescentes.

A controvérsia instalou-se em virtude do abandono da sessão pelo secretário e das posteriores declarações do governador Otaviano Pivetta, do partido Republicanos, que saiu em defesa de seu colaborador. O chefe do Executivo Estadual descaracterizou as cobranças técnicas da oposição ao sugerir que a campanha eleitoral de 2012 do deputado estadual Lúdio Cabral (PT), fora financiada com desvios do extinto projeto do VLT.

Esse movimento retórico redirecionou a pauta de fiscalização orçamentária para o campo das suspeitas criminais pretéritas, inflamando o ambiente político estadual e deslocando o foco das atuais falhas de execução do BRT.

Os parlamentares estaduais utilizaram-se dos mecanismos constitucionais de fiscalização do Poder Executivo, amparados pelo regimento interno da Casa de Leis e pela prerrogativa de controle externo da administração pública. A inquirição dos secretários de Estado constitui um dever do parlamento e um direito do cidadão ao acesso à informação e à transparência pública. A utilização desse instrumento de controle democrático visa garantir que os recursos públicos sejam aplicados em conformidade com os princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa.

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A complexidade operacional e financeira que envolve a transição do modelo de VLT para o BRT justifica a intensa preocupação dos órgãos de controle e dos representantes do Legislativo. Um dos pontos de maior atrito consiste no expressivo aumento do valor de um lote licitado, cujo custo inicial saltou de R$ 68 milhões para expressivos R$ 120 milhões em apenas dois meses.

A dispensa de licitação concedida sistematicamente a uma única empresa construtora agravou as suspeitas de favorecimento, motivando pedidos de auditoria detalhada junto ao Tribunal de Contas do Estado.

O impacto imediato desse novo embate político consiste no severo travamento da interlocução institucional entre o Palácio Paiaguás e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. As declarações de Otaviano Pivetta geraram forte reação do deputado petista Lúdio Cabral, que refutou veementemente as acusações de corrupção eleitoral e prometeu acionar os meios jurídicos cabíveis para restabelecer sua honra. A judicialização da disputa política tende a prolongar o clima de instabilidade, prejudicando a aprovação de matérias de interesse público e a própria fiscalização das obras de mobilidade urbana.

A sociedade mato-grossense permanece como a principal prejudicada pelo prolongamento indefinido dos canteiros de obras que obstruem o tráfego e deterioram o comércio de Cuiabá. Enquanto as lideranças políticas priorizam a disputa de narrativas sobre eventos ocorridos há mais de uma década, o cronograma do BRT segue sem uma definição concreta de entrega.

A expectativa coletiva por um sistema de transporte coletivo moderno e eficiente continua frustrada pela crônica incapacidade de planejamento e pela constante partidarização das soluções de infraestrutura pública.

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