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ETANOL CPMPETITIVO

Etanol em MT é o mais barato do país e volta a ser competitivo frente à gasolina

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Em agosto deste ano, o Etanol só foi mais competitivo em relação à gasolina no Estado de Mato Grosso, foi o que mostrava um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) compilado pelo AE-Taxas. Naquele mês, a paridade tinha ficado em 68,25% no Estado. Nas demais Unidades da Federação, a gasolina tinha preços mais vantajosos, só não foi feito levantamento no Estado do Amapá.

Os critérios consideraram que o Etanol de cana ou de milho, por ter menor poder calorífico, tenha um preço limite de 70% do derivado de petróleo nos postos para ser considerado vantajoso. Na média dos postos pesquisados no País, o Etanol estava com paridade de 74,13% ante a gasolina.

Recentemente, executivos afirmaram que, dependendo do veículo, uma paridade maior ainda pode dar vantagem ao biocombustível. Além do Estado de Mato Grosso, três outros Estados tinham paridade de menos de 75%: Goiás com 73,29%, Minas Gerais com 72,35%, e São Paulo com 74,86%.

A redução no consumo de Etanol, refletiu nas bombas, com uma queda no valor do produto que voltou a ser mais competitivo frente à gasolina. A queda começou a ocorrer ainda em novembro e o principal motivo foi a diminuição da demanda dos combustíveis observada a partir de outubro, com reflexos tanto na gasolina quanto no Etanol.

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O levantamento de preço realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) aponta que a média de preço do Etanol em Mato Grosso é a mais barata do país, estimada em R$ 4,81, com uma variação de R$ 4,49 a R$ 5,87.

Mato Grosso consegue ter preços mais competitivos, uma vez que a produção de etanol de milho se mantém na entressafra da cana. Com a ampliação da produção do biocombustível devido aos novos investimentos nas usinas de milho, conseguimos ter uma manutenção da oferta no estado. Então, com oferta mantida e demanda enfraquecida, temos a queda de preços e retomada da paridade”, explica a diretora executiva do Sindicato das Indústrias de Bioenergia do Estado de Mato Grosso (Sindalcool-MT), Lhais Sparvoli.

Ela explica também que com o aumento do preço do combustível as pessoas passaram a otimizar o transporte ao máximo, o que gerou estabilização no consumo. De acordo com os dados da ANP, se compararmos o mês de outubro com janeiro, percebe-se uma queda de 10% na comercialização do Etanol em Mato Grosso e um aumento de 22% na gasolina. Enquanto, na comparação setembro com outubro, os dois combustíveis apresentam queda, de 2% e 5%, respectivamente.

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O presidente do Sindalcool-MT, Sílvio Rangel, comentou sobre a importância de ações governamentais para manter o etanol competitivo no estado.

É importante mencionar que o Mato Grosso tem o apoio do governo, que mantém as tarifas de ICMS mais baixas do Brasil, o que garante competitividade para o setor e ampliações de investimentos pelos industriais”, explicou o presidente.

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ECONOMIA

Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050

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Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.

Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.

A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

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O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.

Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.

A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.

Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.

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Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.

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