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QUALIDADE DA TELEFONIA E INTERNET

“É indispensável que o serviço de telefonia móvel chegue com qualidade a todos os brasileiros”

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A iniciativa integra programa para ampliar a cobertura e o acesso com qualidade à telefonia e internet, além de sanar problemas na prestação do serviço e alcançar regiões que não possuem atendimento das operadoras.

O setor de telefonia ganhou diretrizes para ampliar a cobertura e o acesso à banda larga móvel em todo o Brasil. As melhorias estão previstas no Programa Nacional de Melhoria da Cobertura e da Qualidade da Banda Larga Móvel – “ConectaBR”, lançado pelo ministro das Comunicações, Juscelino Filho.

De acordo com a portaria do ConectaBR, o índice atual de 80% de cobertura das prestadoras de serviço com níveis de qualidade adequados passa a ser de 95%. O novo indicador passará a ser verificado após a implementação das metas determinadas no programa. O ConectaBR exige solução para as falhas de conexão e baixos índices de desempenho, além de prever sanções após prazos que serão definidos por meio de regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Blitz da Telefonia Móvel chega em Cuiabá

Nesta terça-feira (5), Ministério das Comunicações (MCom) realizou a segunda Blitz da Telefonia Móvel, em Cuiabá (MT). Ao lado da equipe técnica da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e representantes das operadoras, o ministro Juscelino Filho visitou regiões com maior número de reclamações quanto ao sinal e a taxa de download das faixas 4G e 5G oferecidos pelas operadoras Claro, Tim e Vivo.

Nos domicílios brasileiros, o celular é o dispositivo mais utilizado para acessar a Internet, representando 99,5% dos acessos. Por isso é indispensável que o serviço de telefonia móvel chegue com qualidade a todos os brasileiros“, indicou o ministro.

Ele ainda lembrou que está previsto ainda a criação de um “Selo Qualidade em Banda Larga Móvel”, que possibilitará para a população acesso à informação acerca da melhor operadora em sua cidade, estado e país.

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A iniciativa integra o Programa Nacional de Melhoria da Cobertura e da Qualidade da Banda Larga Móvel para ampliar a cobertura e o acesso com qualidade à telefonia e internet, além de sanar problemas na prestação do serviço e alcançar regiões que não possuem atendimento das operadoras.

Operação realizada na capital mato-grossense

A Blitz feita em Cuiabá começou o monitoramento pelo bairro da Grande CPA e, em seguida, visitou o bairro do Tijucal. Uma viatura da Anatel acompanhou toda a ação. A partir do diagnóstico, a Agência vai elaborar um relatório e encaminhar à Secretaria de Telecomunicações (Setel/MCom) para que os problemas sejam solucionados.

Ao todo, a Blitz monitorou com a ajuda de equipamentos de alta performance para medição do sinal e taxa de download em 19 regiões de Cuiabá, sendo uma parte deles indicados pela Assembleia Legislativa do Mato Grosso e outros em razão de reclamações de usuários recebidas pela Anatel.

O secretário de Telecomunicações do MCom, Maximiliano Martinhão, ressaltou a eficácia da Blitz para manter o padrão de qualidade do serviço das operadoras.

O efeito dessa política pública é garantir ao consumidor o cumprimento do contrato com a empresa onde quer que ele se encontre“, explicou Martinhão.

A ideia desse trabalho é justamente conseguir fazer um diagnóstico melhor desses problemas, fazer um pente fino in loco para ter uma visão real do que está ocorrendo para, então, notificarmos as operadoras“, reforçou o superintendente de fiscalização da Anatel, Hermano Barros Tercius.

Ele também apontou que depois de um período uma equipe da Agência deve retornar aos locais onde a Blitz passa para verificar se as correções foram realizadas.

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ECONOMIA

Europa supera China e paga até 40% mais pela carne bovina produzida em MT

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Embora a China continue como principal compradora da carne bovina produzida em Mato Grosso, são os mercados europeus que oferecem a maior remuneração pelo produto do Estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostram que, no primeiro semestre de 2026, a União Europeia pagou, em média, US$ 6.390 por tonelada de carne bovina mato-grossense, enquanto os demais países europeus desembolsaram US$ 6.667 por tonelada. Os valores superam em até 40% o preço médio pago pela China, de US$ 4.745 por tonelada.

A diferença evidencia uma estratégia cada vez mais importante para a pecuária de Mato Grosso: além de ampliar mercados, conquistar destinos que remuneram melhor a carne produzida. Embora a China tenha absorvido 55,2% dos embarques mato-grossenses no primeiro semestre, os mercados europeus se destacam pelo maior valor agregado dos produtos exportados e pelas exigências relacionadas à qualidade e rastreabilidade.

Esse cenário também é refletido no Índice de Atratividade das Exportações, indicador elaborado pelo Imea que compara quanto cada mercado remunera a carne bovina em relação ao valor da arroba do boi gordo em Mato Grosso. Na prática, o índice mede a capacidade de cada destino gerar retorno econômico para a cadeia produtiva: quanto maior o índice, maior é o valor agregado obtido na exportação.

Nesse ranking, a União Europeia lidera com índice de 108,49, seguida pelos demais países da Europa (98,59). Em comparação, a China registra índice de 74,37, atrás ainda do Oriente Médio (76,58) e da América do Norte (75,47). Os números mostram que, embora compre menor volume, o mercado europeu proporciona uma remuneração significativamente superior pela carne mato-grossense.

A China continuará sendo um parceiro estratégico pela capacidade de absorção de grandes volumes, mas o avanço da carne mato-grossense em mercados como a União Europeia demonstra que nossos produtores também estão preparados para atender consumidores que valorizam qualidade, rastreabilidade e regularidade no fornecimento. Isso aumenta a competitividade da cadeia e agrega valor à produção, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

Segundo Andrade, ampliar a presença em mercados mais exigente fortalece toda a cadeia produtiva e reduz a dependência de poucos compradores.

Diversificar mercados significa aumentar a segurança comercial da pecuária mato-grossense. Quanto maior a participação em destinos que pagam mais pelo produto, maior é o estímulo para investimentos em tecnologia, genética, eficiência produtiva e programas de conformidade socioambiental”, enfatiza.

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