NO MAIOR COLÉGIO ELEITORAL
Candidatos a federal considerados “puxadores de voto” na Capital
Em todo o estado cerca de 2,4 milhões de eleitores estão aptos a votarem em 2022, a maioria 427.797 deles estão em Cuiabá, maior colégio eleitoral do estado e também um dos mais disputados devido não somente ao número de candidatos, mas ao nível de competitividade deles.
No duelo por vagas na Câmara Federal está uma das mais acirradas disputas, que reúne nomes como o candidato à reeleição deputado federal Emanuel Pinheiro Neto (MDB), do representante da Assembleia Legislativa, deputado professor Allan Kardec (PSB), o “novato” ex-comandante geral da Polícia Militar coronel Jonildo José de Assis (UB).
Também estão no páreo os ex-candidatos à Prefeitura de Cuiabá, Gisela Simona Viana de Souza (UB) e Abílio Brunini (PL), além do ex-candidato a vice-prefeito Felipe Wellaton (Republicanos). Além deles, outros nomes mais “estadualizados” também buscarão votos na Capital, como Fábio Paulino Garcia (UB), professora Rosa Neide (PT) e Serys Slhessarenko (PSB).
Allan Kardec
Com o nome de urna Allan Kardec Pinto Acosta Benitez, mais conhecido como Professor Allan, o deputado estadual que quer progredir para deputado federal do PSB é uma das principais apostas da sigla na disputa por uma vaga a deputado federal.
Natural de Cuiabá, morador do Coophema, Allan Kardec Pinto Acosta Benitez, já foi vereador na Capital, é deputado estadual desde 2017 e teve passagem na Secretaria de Estado de Cultura, de onde saiu por discordar do governador Mauro Mendes Ferreira (UB) em relação aos servidores públicos.
É oriundo politicamente do movimento estudantil e possui forte ligação com o meio esportivo e cultural, além de identificação com a cuiabania. Professor de educação física, deu aula em várias escolas da cidade e anda com facilidade pela periferia urbana, bem como nos meios acadêmicos.
No PSB, é um dos principais nomes da chapa de Federal junto com a primeira-dama de Rondonópolis, Dona Neuma, e a ex-senadora Serys Slhessarenko. Essa concorrência interna é o principal ponto em desfavor de Allan, que precisa ser o mais votado da chapa do Partido Socialista Brasileiro (PSB).
Coronel Assis
O ex-comandante da Polícia Militar coronel coronel Jonildo José de Assis (UB) é uma das principais apostas do União Brasil (UB) para a eleição. Depois de passar quase quatro anos à frente da Gloriosa, ele conquistou apoio não só na tropa, mas também nos clubes de caçadores, colecionadores e atiradores e além: nas redes sociais.
Com carreira construída na linha de frente da Polícia Militar, o coronel se tornou um influencer digital sobre segurança pública, defesa do direito da legítima defesa, do porte de arma e com isso conquistou uma identificação com parte do público que apoia Jair Bolsonaro (PL).
O perfil de militar de rua facilita para coronel Assis circular nos bairros e buscar voto na periferia, principalmente com quem se identifica como de direita. O próprio ex-comandante da PM já disse que pretende ser um deputado “extremamente à direita”.
Ele também deve ser um dos que vai disputar para ser o mais votado em Várzea Grande, contra Allan Kardec, Emanuel Pinheiro Neto, Emanuelzinho e Gisela Simona Viana de Souza (UB).
Emanuelzinho
O candidato à reeleição Emanuel Pinheiro Neto, ou apenas Emanuelzinho, é filho do Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB) e da candidata ao Governo do Estado, Marcia Pinheiro (PV), da coligação “Para Cuidar das Pessoas” na Federação Brasil de Esperança formada pelo PV, PT, PC do B, PSD, PP e Solidariedade.
Na eleição de 2018 foi o candidato a federal mais votado em Cuiabá e está no páreo para repetir, tendo consigo a força do próprio mandato, da administração pública da Capital e da campanha da mãe.
Agora o principal cabo eleitoral de Emanuelzinho Pinheiro, o pai, passa por muito mais desgaste do que quatro anos atrás. Isso ocorre porque Emanuel Pinheiro foi alvo da Operação Capistrum, que investiga suposta improbidade administrativa na Secretaria de Municipal de Saúde (SMS), e chegou a ser afastado do cargo. Outras operações também atingiram a administração municipal. Além disso, o candidato à reeleição não conta com o mesmo fator novidade da eleição de 2018.
Gisela Simona
A advogada Gisela Simona (UB) busca o recall de 2020, quando foi a terceira colocada na eleição para Prefeitura de Cuiabá. Tem como trunfo a identificação com o servidor público, a facilidade de conquistar votos femininos, visto ser a candidata mulher com maior inserção na Baixada Cuiabana.
Nas bandeiras, trás a moralização da política, a renovação e defesa dos servidores públicos. Possui um histórico na luta em defesa do Direito ao Consumidor. Tem a favor a identificação com a cuiabania.
Pesa contra ela o fato de ter declarado apoio a Abilio Brunini no segundo turno da eleição de 2020, visto que o perfil do eleitor de Gisela é diametralmente oposto ao do ex-vereador bolsonarista. Nesta mesma linha, atualmente ela está no partido do governador Mauro Mendes, da coligação “Mato Grosso Avançando, Sua Vida Melhorando”, que apoia o presidente da Republica, Jair Messias Bolsonaro do Partido Liberal (PL).
Também enfrenta concorrência interna contra coronel Jonildo José de Assis (UB) e Fábio Garcia (UB), porém o União Brasil estaria na luta para fazer duas vagas de deputado federal. – (A FolhaNews)
Política
Crise eleitoral retira Fábio Garcia da chapa de Otaviano Pivetta
O Quê: A Desistência de Fábio Garcia
O deputado federal Fábio Paulino Garcia (UB) selou oficialmente a sua desistência de disputar o cargo de vice-governador na chapa majoritária chefiada pelo atual governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Olavo Pivetta (Republicanos).
O recuo estratégico levou o parlamentar a retrincheirar a sua atuação política na busca pela manutenção de seu mandato na Câmara dos Deputados. Como desdobramento imediato da repactuação, foi formalizada a exoneração de Mauro Carvalho do comando da Casa Civil estadual.
Quem: Os Protagonistas da Crise Political
A reviravolta envolve diretamente o governador Otaviano Pivetta e o ex-governador Mauro Mendes (UB), liderança de forte projeção no estado. O anúncio atinge também figuras proeminentes cotadas para recompor a vice-governança, como a deputada federal Gisela Simona (UB), a primeira-dama de Rondonópolis, Alessandra Ferreira (Podemos), também conhecida nos bastidores como Alessandra Croco, além do ex-secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, e do presidente da Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), Max Joel Russi do Podemos.
Quando: A Cronologia dos Acontecimentos
O desfecho da crise culminou nesta terça-feira (11), após um ápice de tensão registrado no início da semana. A articulação final decorreu de uma reunião de emergência realizada na segunda-feira (10), momento em que o impasse atingiu seu ponto mais crítico no Palácio Paiaguás. O agravamento dos fatos provocou o cancelamento de uma coletiva de imprensa oficial e acelerou a redefinição das candidaturas majoritárias a poucas semanas das convenções e registros definitivos.

Onde: O Epicentro das Articulações
A crise institucional e eleitoral teve como palco central o Palácio Paiaguás, sede do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso. O epicentro da controvérsia estendeu-se até Brasília, onde a deflagração de medidas cautelares pelo Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu a cúpula do governo mato-grossense, ecoando forte influência também no município de Rondonópolis, considerado o segundo maior colégio eleitoral do estado e peça-chave no xadrez político regional.
Como: O Mecanismo da Ruptura
O racha na aliança histórica consumou-se mediante uma reunião a portas fechadas na qual se pactuou que Otaviano Pivetta terá “mãos livres” para indicar o novo vice, sem a ingerência direta de Mauro Mendes. A decisão seguiu-se à forte pressão exercida por Pivetta, que alegava desgaste reputacional irreversível decorrente de desdobramentos judiciais. A escalada de tensão quase resultou na desistência da própria candidatura do governador, após ameaças de retirada de apoio formal por parte da Federação União Progressista.
Por Quê: A Operação Heritage
O estopim para a ruína da aliança foi a deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal, que apura um suposto esquema de desvio de R$ 308 milhões em um acordo judicial e administrativo firmado entre o governo estadual e a empresa de telefonia Oi. As suspeitas que recaíram sobre alvos centrais do grupo governista minaram a estabilidade do acordo eleitoral original, inviabilizando a manutenção da composição que havia sido desenhada, em primeiro momento, a contragosto de Pivetta.
Qual a Medida Restritiva: O Cerco do STF
O fator determinante para a paralisia da coordenação política foi a imposição de severas medidas cautelares assinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as determinações jurídicas, estabeleceu-se a proibição expressa de qualquer comunicação entre Fábio Garcia, Mauro Mendes e Mauro Carvalho. A impossibilidade legal de contato direto interpelou a continuidade do planejamento de campanha, tornando insustentável a permanência de Garcia na vaga executiva e forçando o seu recuo imediato.
As Alternativas: O Novo Desenho do Podemos
Diante da vaga em aberto, a opção por Alessandra Ferreira devolve força ao Podemos na chapa majoritária. Casada com o Prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), Alessandra contaria com o respaldo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), Max Russi. A escolha dela adicionaria densidade eleitoral ao palanque de Pivetta na região Sul de Mato Grosso, reduto político do senador Wellington Fagundes (PL), que desponta como adversário direto na corrida ao Palácio Paiaguás.
O Ponderável: A Cartada do União Brasil
Como alternativa direta a Alessandra, desponta o nome da deputada federal Gisela Simona. Caso a escolha recaia sobre Gisela, o União Brasil preservará o espaço de prestígio na composição majoritária ao lado de Pivetta. Se a opção for por Alessandra Ferreira, o Podemos expandirá consideravelmente a sua participação institucional no grupo governista, mantendo o equilíbrio de forças dentro do arco de alianças da base aliada.
As Consequências: O Futuro da Coligação
A definição final da chapa permanece dependente dos diálogos de última hora travados entre Pivetta e os partidos aliados. O rearranjo traz implicações profundas ao cenário eleitoral mato-grossense: ao mesmo tempo em que tenta estancar o desgaste provocado pelas investigações federais, a base aliada enfrenta o desafio de pacificar feridas expostas e reorganizar suas forças regionais para garantir a competitividade na disputa pelo governo do Estado.
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