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ECONOMIA

Concessionárias de veículos são empreendedoras e se reinventam em meio à crise e era digital

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Além da recessão econômica brasileira, as concessionárias de veículos enfrentam o desafio da "era digital". Hoje, 96% dos consumidores pesquisam na internet os modelos dos veículos antes de ir à uma concessionária. Segundo especialistas, 10% dos clientes fecham compras pela internet.

Os efeitos e soluções encontradas para sair da crise econômica e a "era digital" das vendas foram alguns dos pontos abordados durante o Encontro Regional Fenabrave, realizado em Cuiabá nesta sexta-feira (6). Promovido pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores Regional Mato Grosso, o evento ocorreu no Centro de Eventos do Pantanal. Tem como tema central "Concessionárias do Futuro – Excelência é ir além". Mais de 200 pessoas presentes.  

O presidente de Fenabrave Regional Mato Grosso, Paulo Boscolo, pontuou que "em tempos de crise, é indispensável ter empreendedores no setor buscando superar os desafios, se reinventando com seus times e até mesmo trazendo novas marcas".

Para ele, o aprimoramento da comunicação, por meio de encontros promovidos, é essencial nestes momentos de busca de vendas. O vice-presidente da Fenabrave Nacional, Luiz Antônio Sebben, completou dizendo que os encontros de concessionárias são importantes para se trabalhar com mais conhecimento. 

Em palestra, Rodnei Bernadino Souza, executivo do Itaú Unibanco, frisou que a crise financeira no Brasil está indo embora. "As vendas no comércio varejista e a produção industrial dão sinais de crescimento ao longo de 2017. O mercado de veículos é o primeiro a sentir uma crise econômica, mas também é o primeiro a sentir o fim dela. Se o emprego começa a aumentar, se ele dá sinais positivos, as vendas de veículos também crescem", afirma o executivo do Itaú Unibanco, que ministrou a palestra "a economia e o setor produtivo".

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Ainda de acordo com Rodnei Barnardino, caso as reformas pretendidas pelo governo federal não sejam realizadas, bem como uma contenção dos gastos públicos, os resultados vistos hoje vão voltar a cair. Contudo, se as reformas forem aprovadas e houver a contenção de gastos, as perspectivas apontam crescimento econômico para o Brasil de 4% a 5% nos próximos anos, promovendo assim uma recuperação do país.

Rodnei Bernardino Souza afirma que a reinvenção do modo de vender realizada pelos empresários do segmento de veículos em meio a crise econômica precisa também ser feita perante a "era digital". Hoje, 96% dos clientes pesquisam na internet antes de comprar um veículo.

"O cliente hoje visita uma ou duas concessionárias. Antes chegavam a ir a cinco antes de comprar", diz o executivo do Itaú Unibanco. "A escolha do carro começa pela internet e que 10% compram carro pela internet e a tendência é aumentar".

Participante do painel "A concessionária do futuro", o diretor regional do Grupo Saga, Alex Minas Novas, afirma que "as concessionárias têm muito ainda a evoluir no mundo digital". O presidente do Grupo Canopus, Marcos Cruz, que também participou do painel questão, salienta que apesar de tantas transformações que estão ocorrendo e que ainda estão por vir, algumas culturas das concessionárias de veículos nunca deixarão de existir, como é o caso dos consórcios. "O que poderá mudar são as legislações, propiciando vendas direto de fábrica".

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No evento ocorreram duas palestras simultâneas: "Ciclo de negócios da sua empresa – As estratégias para melhorar o desempenho operacional com as soluções do SPC", ministrada por Ronaldo Guimarães do SPC Brasil, e "Faça Economia com Elisão da Insalubridade", com Marcos Munhoz Barreto.

Estiveram presentes o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, Carlos Avalone, e diretores da Fenabrave Regional de Santa Catarina.  

O encontro contou com patrocínio do Itaú Unibanco, Grupo Canopus, Passe Carros, CDL Cuiabá, Motul e Ambientec, CDl Cuiabá/SPC Brasil, Sudoeste Coletora de Lubrificantes e apoio da Isoflex.

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ECONOMIA

Reajuste da tarifa de água amplia embate entre Prefeitura, Ministério Público e Concessionária

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O reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto cobrado pela concessionária Águas Cuiabá entrou em vigor nesta sexta-feira (27), intensificando o impasse entre a empresa, a Prefeitura de Cuiabá e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). A elevação tarifária passou a produzir efeitos mesmo diante da contestação formal apresentada pelo Executivo Municipal e da instauração de inquérito civil pelo Ministério Público, que recomendou a suspensão imediata da medida.

Embora o percentual oficial autorizado seja de 11,93%, os efeitos práticos sobre as faturas poderão ser significativamente superiores. Em razão da incidência cumulativa do reajuste sobre a tarifa de coleta e tratamento de esgoto, técnicos estimam que o impacto final para parte dos consumidores poderá se aproximar de 20%, aumentando substancialmente o comprometimento da renda das famílias cuiabanas.

O Ministério Público justificou a recomendação pela necessidade de preservar o interesse coletivo e evitar prejuízos econômicos aos usuários do serviço público. Na avaliação do órgão, o reajuste possui potencial para comprometer o orçamento doméstico, sobretudo das famílias em situação de maior vulnerabilidade financeira, motivo pelo qual foi instaurado procedimento para analisar a legalidade e os fundamentos da atualização tarifária.

O Prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reafirmou posicionamento contrário ao aumento e declarou que a administração municipal adotou todas as medidas administrativas e jurídicas disponíveis para tentar impedir a aplicação do reajuste. Segundo o chefe do Executivo, a Prefeitura Municipal notificou oficialmente a concessionária contestando a correção tarifária e manifestou discordância quanto aos impactos financeiros provocados pela decisão.

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Conforme explicou o prefeito cuiabano, o Município entende que o percentual aplicado representa um aumento excessivo para a realidade econômica da população.

Entendemos que é um valor muito alto e que pesa no bolso da população. Por isso, a Prefeitura se posicionou contra e fez tudo o que podia para defender o cidadão“, afirmou Abilio Brunini ao comentar as providências adotadas pela administração municipal.

Apesar das medidas adotadas, o prefeito esclareceu que a capacidade de atuação do Executivo foi limitada por decisão favorável à concessionária proferida por uma Câmara Arbitral. Segundo ele, após o esgotamento das possibilidades administrativas disponíveis ao Município, eventual suspensão do reajuste dependerá de decisão do Poder Judiciário, mediante provocação de instituição com legitimidade para propor a medida, como o Ministério Público.

Nesse contexto, a Prefeitura de Cuiabá encaminhou ao Ministério Público toda a documentação relacionada ao processo, incluindo informações técnicas e jurídicas produzidas durante a análise do reajuste.

O objetivo é subsidiar eventual adoção das medidas judiciais consideradas cabíveis pelo órgão ministerial, que atualmente conduz investigação sobre a legalidade da revisão tarifária.

Abilio Brunini também atribuiu parte da consolidação jurídica do reajuste ao parecer favorável emitido, em dezembro de 2024, pela Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec). Segundo o prefeito, esse posicionamento técnico fortaleceu o pedido apresentado pela concessionária durante o procedimento arbitral e reduziu significativamente as possibilidades de reversão administrativa pela atual gestão.

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Enquanto o impasse permanece sem solução definitiva, consumidores já passam a receber as contas com os novos valores, situação que amplia a preocupação quanto aos impactos financeiros decorrentes do aumento. O caso também reforça o debate sobre os mecanismos de regulação, fiscalização e equilíbrio contratual dos serviços públicos concedidos no município, especialmente em um cenário de crescente pressão sobre o custo de vida da população.

Com a entrada em vigor do reajuste, os desdobramentos passam a depender da atuação do Ministério Público e de eventual manifestação do Poder Judiciário.

Até que haja decisão em sentido contrário, permanece válida a cobrança autorizada, enquanto Prefeitura, órgãos de controle e concessionária mantêm posições divergentes sobre a legalidade, a razoabilidade e os efeitos econômicos da atualização tarifária aplicada aos usuários dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Cuiabá.

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