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Legado construído com trabalho, diálogo e compromisso com Mato Grosso

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Autor: Wenceslau Júnior*

Encerrar um ciclo é uma oportunidade para refletir sobre o caminho percorrido. No dia 30 de junho concluo minha missão à frente do Sistema Comércio de Mato Grosso, iniciada em 2018, com a certeza de que Fecomércio, Sesc e Senac chegam mais fortes, mais modernos e mais presentes na vida dos mato-grossenses.

Foram oito anos marcados por grandes desafios. Enfrentamos a pandemia, vivemos profundas mudanças econômicas e acompanhamos a evolução do mercado de trabalho. Em todos esses momentos, a Federação manteve seu compromisso de representar o setor do comércio de bens, serviços e turismo, defendendo o empreendedor, promovendo o diálogo com os poderes constituídos e investindo em ações que gerassem desenvolvimento para toda a sociedade.

O resultado desse trabalho vai muito além dos números, embora eles impressionem. Entre 2018 e 2026, Sesc e Senac realizaram mais de 14,5 milhões de atendimentos, consolidando uma rede que hoje reúne 33 unidades fixas, oito unidades móveis e mais de dois mil colaboradores dedicados à transformação social.

Esse legado também pode ser visto em obras e projetos que mudaram a realidade de Mato Grosso. Entregamos o novo Sesc Salgadeira, devolvendo aos mato-grossenses um dos principais cartões-postais da região de Cuiabá completamente revitalizado. Inauguramos as modernas unidades do Sesc e do Senac Várzea Grande, ampliando o acesso da população à educação profissional, saúde, cultura, lazer e assistência social.

Também ampliamos o alcance dos serviços com a implantação da unidade móvel Sesc Visão, levando atendimento oftalmológico a milhares de pessoas em municípios que antes não contavam com esse serviço. Criamos ainda o projeto Encantos da Gastronomia, valorizando a culinária regional, fortalecendo pequenos empreendedores e incentivando o turismo gastronômico como ferramenta de desenvolvimento econômico.

Outro marco desse período foi o fortalecimento da FIT Pantanal, que consolidamos como a maior feira de turismo das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil. A feira deixou de ser apenas um evento para se tornar uma plataforma de negócios, inovação, qualificação profissional e promoção dos destinos turísticos mato-grossenses, contribuindo para posicionar Mato Grosso como um dos grandes protagonistas do turismo nacional.

Na Fecomércio, fortalecemos a defesa institucional do setor empresarial. Produzimos 571 notas técnicas pela Renalegis, celebramos 195 instrumentos coletivos de trabalho, divulgamos mais de 500 pesquisas, e consolidamos serviços como o Cartão do Empresário, que ultrapassou 2,5 mil empresas credenciadas e mais de 51 mil atendimentos. Ainda inauguramos o Complexo Sindical, que fornece espaços para os sindicatos realizarem seus trabalhos.

O Sesc expandiu seus programas sociais, culturais, esportivos e de saúde. O Mesa Brasil distribuiu mais de 8,3 milhões de quilos de alimentos desde 2018. Os restaurantes do comerciário serviram mais de 2,7 milhões de refeições. O Festival Nacional da Viola tornou-se um dos maiores eventos culturais de Mato Grosso, reunindo mais de 202 mil participantes em cinco edições e fortalecendo a valorização da cultura popular brasileira.

O Senac viveu um dos períodos mais importantes de sua história recente. Além de ampliar sua atuação em todo o estado e fortalecer a educação profissional, firmamos uma parceria histórica com o Governo de Mato Grosso por meio do Senac Educ. O programa representa mais de R$ 75,6 milhões em investimentos destinados à qualificação profissional, com milhares de vagas gratuitas ofertadas em diversas áreas, preparando trabalhadores para as demandas do mercado e ampliando oportunidades de emprego, renda e inclusão social.

É uma iniciativa que reafirma o papel do Senac como protagonista na formação da mão de obra que impulsiona o desenvolvimento econômico de Mato Grosso.

Nenhuma dessas conquistas pertence a uma única pessoa. Elas são fruto do trabalho conjunto da diretoria, dos sindicatos empresariais, dos colaboradores, da Confederação Nacional do Comércio e de tantos parceiros que acreditaram na força do diálogo, da união e da construção coletiva.

Deixo a presidência com serenidade e orgulho. Entrego uma Federação sólida, respeitada nacionalmente e preparada para continuar crescendo. Tenho plena confiança de que a próxima gestão dará continuidade a esse projeto, preservando aquilo que sempre orientou nossas decisões: o compromisso com o empresário, com os trabalhadores do comércio e com o desenvolvimento de Mato Grosso.

Os mandatos passam. As instituições permanecem. E o verdadeiro legado é deixar um Sistema mais forte do que o encontramos, preparado para servir às próximas gerações.

*Wenceslau Júnior é empresário do setor de material de construção há mais de 40 anos em Mato Grosso. E está presidente do Sistema Comércio de Mato Grosso, formado por Fecomércio, Sesc, Senac e IPF-MT, até 30 de junho de 2026.

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Artigos

A antiga musa

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Autora: Valéria del Cueto*

Querida cronista, voltei para você! Aqui fala seu extraterrestre preferido, Pluct Plact, que há vários anos procura mantê-la informada do mundo exterior.

Reconheço que cada vez esses informes estão mais espaçados. Não pense que é desleixo ou falta de carinho. Ao contrário. Acontece que os filtros de notícias e assuntos inerentes a nossa amizade e convívio estão cada vez mais aprimorados e seletivos.

Não acho justo invadir a santa paz que você escolheu para se isolar do mundo nesta cela do outro lado do túnel com o mais do mesmo que, sinto, não traz novidades significativas nem, tampouco, amplia seu bem-estar ou acrescenta qualquer benefício à sua proposta de vida.

Sim, é melhor ficar na ignorância
do que mergulhar nas armadilhas sempre renovadas e cada vez mais sofisticadas
que este mundo apresenta.

Por aqui, tudo está em oferta.
Mas cada uma delas traz inúmeras e variadas pegadinhas. As que, quando pegam,
nos levam para um (ou diversos) buraco(s) sem bula ou instruções para sair
deles. Tudo brilha, mas nada entrega o que promete. Quando se descobre que o produto é mais falso que nota de três reais, não tem mais devolução.

É surpreendente a capacidade humana de propor maravilhas! O povo embarca para depois, não muito depois, descobrir a canoa furada que naufraga ao primeiro clique. Pronto! Alguém já passou a mão no que é seu. Expertise das bets que infestam a vida e são impossíveis de exterminar do convívio. Quer apostar que ainda nos livraremos delas?

Cronista, faz tanto tempo que esse seu isolamento perdura que tenho sérias dificuldades em explicar o que move o mundo atualmente.

Me refiro a cliques e likes ou
curtidas (para aportuguesar). Coraçõezinhos, joinhas e estrelinhas nas
redes virtuais são os códigos atuais de validação humana.

Esqueça os sorrisos, os olhares,
afetos e os apertos de mão. Abraços, então, quase nem pensar. Agora, mandatários informam e governam pelas redes sociais. Sabe o que é cancelamento? Pois é… A pessoa submerge na ignorância coletiva!

Sei que tudo isso não faz parte
do seu show. Mas, caso haja interesse, posso fazer um resumo deste way of life
e enviar-lhe um arquivo pelo próximo raio de luar que invadir a sua cela aí do
outro lado do túnel.

Faço a sugestão por desencargo de
consciência a que, você me explicou em nossos primeiros encontros, todos os
seres humanos possuíam. Pois alerto, cara amiga, não possuem mais. Pelo menos a grande
maioria. Afinal, quem, em sã consciência, é capaz de produzir tantas
maldades?

A humanidade anda assim, caprichando no direito de se autodestruir. Entre uma guerra e outra sem direito à reconstrução ou regeneração, tentando, por meio de genocídios executados com planejamento milimétrico, apagar as civilizações que não se adequam aos seus modus vivendi.

Nada de novo no front além da
intensidade e da perversidade, agora explícitas, declaradas e, sim, cronista,
glorificadas. Não se finge mais gentileza, solidariedade ou bondade. Tudo é na base do grito e, hoje, quem grita mais não são os excluídos, os desvalidos. Quem tem mais “poderes” nas redes sociais é quem banca o desamor…

De novo, não queria escrever
estas mal traçadas linhas para falar do arrasa-quarteirão e da destruição da
Palestina temperada pela guerra dos Estados Unidos com o Irã que, entre outras
mazelas, fechou o Estreito de Ormuz e deu um peteleco no frágil sistema
econômico mundial.

Também gostaria de pular a advertência da chegada de um super El Niño e da falta de prevenção adequada aos desastres tantas vezes anunciados. Agora, é correr atrás do prejuízo que se anuncia com a chegada de uma frente fria glacial. Pede os cobertores extras, amiga, porque, dizem as previsões, o frio será de rachar.

Então… a antiga musa canta e vamos falar de Copa do Mundo? Essa, a mais longa de todos os tempos, tem mais uma novidade. Acontece em três sedes. México, Canadá e EUA. A-di-vi-nha onde será a final?

A parte boa é que alguns países surpreenderam na primeira fase. Caso, por exemplo, de Cabo Verde um estreante no certame.

Deixei esse assunto pro final porque ele se mistura com o aviso da chegada de mais outros extraterrestres no planeta. Dizia a lenda que a apresentação tem data e hora marcadas no dia do jogo Brasil x Escócia. Com direito à abdução de alguns jogadores e centenas de torcedores!

Se essa cartinha lhe alcançou é porque o alerta dado era falso. Ou seja, o Brasil passou incólume à próxima fase do campeonato. Detalhe: no momento estamos na cabeça do grupo e até o menino cai-cai andou em campo. Quem sabe se para ser nosso embaixador intergaláctico. Porque futebol que é bom…

*Valéria del Cueto é jornalista e fotógrafa. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do SEM FIM… delcueto.wordpress.com

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