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PACTO FEDERATIVO E TRANSIÇÃO DE FRONTEIRAS

ALMT aciona STF para ampliar escopo de “Acordo Territorial” entre Mato Grosso e Pará

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) ingressou com uma petição formal no Supremo Tribunal Federal (STF) para exigir o aditamento e a ampliação imediata do recente acordo de conciliação firmado com o Estado do Pará. O Parlamento Mato-grossense argumenta que a governança cooperativa provisória estabelecida na região fronteiriça não pode permanecer restrita à vertente de regularização agrária e de validação de títulos imobiliários. A iniciativa institucional visa a garantir que a transferência de soberania sobre a área litigiosa ocorra sem sobressaltos institucionais e com amparo jurídico total para as comunidades afetadas.

A manifestação jurídica de urgência foi elaborada e protocolada formalmente pela Procuradoria-Geral da Casa de Leis Mato-grossense, que atua como representante legítima dos interesses socioeconômicos da população do estado. Os procuradores do Poder Legislativo identificaram lacunas estruturais graves no texto original homologado, as quais poderiam desestruturar os serviços públicos essenciais prestados na divisa. Diante disso, o corpo técnico-jurídico interveio para salvaguardar os direitos civis e assegurar que o pacto federativo seja cumprido de maneira integral, harmônica e perfeitamente coordenada entre as duas unidades da Federação.

O cerne da reivindicação consiste na inclusão obrigatória e coordenada de eixos socioeconômicos e administrativos essenciais, abarcando as áreas sanitária, fiscal, ambiental, logística e federativa durante todo o período de transição territorial. O Parlamento sustenta que a mera divisão de terras e a análise de cadeias dominiais são insuficientes para resolver a complexidade de uma transferência de governança regional. A petição exige o estabelecimento de cronogramas detalhados que regulem a continuidade da arrecadação de impostos, o licenciamento de atividades produtivas e a manutenção da ordem administrativa local.

A medida judicial foi adotada no Palácio Alencastro e nas instâncias superiores em Brasília, mobilizando as esferas de poder público que acompanham o desfecho da histórica disputa interestadual de terras. A movimentação processual ganha destaque nos bastidores jurídicos por pautar a necessidade de um planejamento de transição administrativa que sirva de modelo para outros conflitos de limites territoriais no território brasileiro.

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A localização estratégica da área em disputa confere relevância nacional ao pleito conduzido pela Mesa Diretora e pela Procuradoria do Legislativo de Mato Grosso.

O protocolo do pedido de aditamento ocorreu imediatamente após a análise técnica dos desdobramentos da recente audiência de conciliação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu prazos estritos para o mapeamento das propriedades. A urgência da manifestação justifica-se pela necessidade de evitar que o primeiro prazo de trinta dias, voltado exclusivamente à identificação fundiária regional, transcorra sem que as salvaguardas sociais e fiscais estejam devidamente pactuadas e em plena vigência. O momento exige respostas céleres para mitigar os impactos diretos na vida cotidiana dos residentes da fronteira.

A motivação central da Assembleia Legislativa fundamenta-se na necessidade imperiosa de impedir a instalação de um vácuo institucional que desampare milhares de cidadãos residentes na faixa fronteiriça litigiosa. De acordo com a justificativa parlamentar, a ausência de regras de transição claras para áreas sensíveis como a Saúde Pública, a Educação e a Segurança geraria insegurança jurídica e social profunda.

A iniciativa busca proteger o bem-estar coletivo, assegurando que o cidadão não sofra a interrupção de atendimentos médicos ou a paralisação de serviços públicos essenciais devido à mudança de jurisdição.

O litígio territorial envolve uma área geográfica de aproximadamente vinte e dois mil quilômetros quadrados, região que historicamente abriga o acidente geográfico conhecido como Salto das Sete Quedas. Esse território de grande relevância econômica, ecológica e geopolítica tem sido objeto de intensos debates jurídicos e políticos devido ao seu potencial de desenvolvimento agrícola e à presença de comunidades tradicionais e produtores rurais. A definição precisa das linhas divisórias entre Mato Grosso e Pará impacta diretamente o planejamento estratégico e a destinação de investimentos públicos e privados na região.

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O processo tramita sob a relatoria do ministro Flávio Dino, magistrado responsável pela condução das audiências conciliatórias e pela recente homologação do pacto inicial que mapeia a ocupação agrária da fronteira. A intermediação da Suprema Corte é considerada fundamental pelas lideranças políticas para que as negociações entre os governos estaduais ocorram de maneira equilibrada e em conformidade com os preceitos constitucionais.

Caberá ao ministro relator avaliar os argumentos apresentados pela Assembleia Legislativa e determinar se o escopo da conciliação será ampliado para proteger a população local.

A concretização do aditamento proposto pela Procuradoria-Geral exigirá a convocação de novas rodadas de negociação técnica entre as equipes socioeconômicas e jurídicas dos Estados de Mato Grosso e do Pará. Especialistas em direito constitucional e gestão pública apontam que a construção de soluções integradas demandará a criação de comissões mistas focadas em cada um dos eixos apontados pelo Parlamento Mato-grossense.

O sucesso da transição territorial dependerá diretamente da capacidade de pactuação administrativa entre as duas estruturas governamentais envolvidas sob a supervisão do Poder Judiciário.

Os desdobramentos futuros do caso redefinirão os parâmetros de governança cooperativa provisória no país, estabelecendo jurisprudência relevante sobre a responsabilidade dos estados em processos de reconfiguração geográfica de divisas. A expectativa das lideranças políticas mato-grossenses é de que o Supremo Tribunal Federal (STF) acolha os pedidos de ampliação e determine que o plano de transição abranja a totalidade das demandas sociais e fiscais.

Enquanto aguarda o pronunciamento do ministro relator, a Assembleia Legislativa mantém a fiscalização ativa e o suporte institucional aos moradores da faixa fronteiriça.

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Bonsucesso se prepara para a 45ª Festa de São Pedro

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A Comunidade de Bonsucesso é um distrito histórico e rural de Várzea Grande, localizado a cerca de 20 km do centro e a 30 minutos de Cuiabá. Famoso por sua herança ribeirinha, é o coração da “Rota do Peixe” e destaca-se pelo turismo, gastronomia típica e preservação cultural. É o lugar ideal para provar o autêntico peixe assado na telha, ventrecha, mujica de pintado e o tradicional bolo de arroz cuiabano.

O distrito abriga casarões coloniais, artesanato local e mantém vivas práticas como a tecelagem de redes e antigos engenhos de cana-de-açúcar. O local é muito procurado por suas festas religiosas, com destaque para a tradicional Festa de São Pedro, padroeiro dos pescadores, que reúne milhares de visitantes.

E os moradores local  já vive o clima de preparação para a 45ª Festa de São Pedro. O evento acontece nos dias 28 e 29 de junho e deve reunir milhares de moradores e visitantes em dois dias de celebrações marcadas pela fé, gastronomia típica, apresentações culturais e valorização das tradições ribeirinhas.

Reconhecida como um dos eventos mais importantes da região, a festa homenageia São Pedro, padroeiro dos pescadores, e mantém viva uma tradição construída ao longo de mais de quatro décadas por gerações de famílias da comunidade.

A Prefeitura de Várzea Grande participa ativamente da organização do evento por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL), por intermédio da Superintendência de Cultura, além do apoio da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, que realiza uma força-tarefa de limpeza, manutenção e melhorias estruturais para garantir que a comunidade receba os visitantes com segurança e conforto.

Os preparativos já mobilizam dezenas de voluntários. Desde o início da semana, moradores trabalham na limpeza de cerca de cinco toneladas de peixe que serão servidas gratuitamente durante a festa.

Uma das coordenadoras do evento e moradora da comunidade, Gislene Kelly de Magalhães, a popular Gika de Bom Sucesso, destaca o envolvimento da população para manter viva uma tradição que completa 45 anos.

Estamos desde segunda-feira limpando mais de cinco mil quilos de peixe. É um trabalho realizado por voluntários da comunidade e de regiões vizinhas. Essa festa é motivo de muito orgulho para nós porque representa nossa história, nossa cultura e nossa identidade como comunidade de pescadores. Estamos preparando tudo com muito carinho para receber os visitantes. Quem vier para Bonsucesso encontrará cultura, tradição, gastronomia e muita alegria, afirmou.

Segundo ela, a expectativa é superar o público dos anos anteriores.

No ano passado servimos mais de sete mil refeições. Neste ano, estamos nos preparando para atender mais de dez mil pessoas. É uma festa grandiosa e, por isso, contamos com a ajuda de toda a comunidade para que tudo aconteça da melhor forma possível, ressaltou.

O festeiro Ivanildo Gonçalves da Silva, conhecido carinhosamente como Conhaque, lembra que a celebração faz parte da história de sua família e da própria formação da comunidade.

Nasci e cresci aqui em Bonsucesso. Conheço essa festa desde os primeiros anos, quando era organizada pela minha mãe, meus avós e os pioneiros da comunidade. É uma tradição que queremos preservar por muitos e muitos anos, passando para nossos filhos e netos. Graças a Deus, estamos recebendo muito apoio dos parceiros e das autoridades para realizar mais uma grande edição, destacou.

A Superintendência de Cultura de Várzea Grande será responsável por uma série de atrações que irão enriquecer a programação do evento.

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Segundo a superintendente de Cultura, Lu Arruda, a participação da Prefeitura de Várzea Grande vai além do apoio institucional e busca valorizar as manifestações culturais que fazem parte da identidade várzea-grandense.

Estamos apoiando a comunidade com a confecção das camisetas dos festeiros, a divulgação do evento e também com a programação cultural. Teremos apresentações de Cururu e Siriri, grupos culturais de Várzea Grande e Cuiabá, além dos corais infantis das escolas municipais. É uma alegria participar de uma festa tão importante para a nossa história e contribuir para que essa tradição continue viva, explicou.

As apresentações culturais terão início no domingo (28), logo após a missa, a partir das 8h, com grupos folclóricos, associações culturais e manifestações tradicionais da cultura mato-grossense. Na segunda-feira (29), será a vez dos corais das escolas municipais encantarem o público com apresentações preparadas especialmente para a ocasião.

Preservando a história e as raízes de Várzea Grande

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que apoiar eventos como a Festa de São Pedro é uma forma de preservar a memória e fortalecer a identidade cultural do município.

A Festa de São Pedro faz parte da história de Várzea Grande e representa um patrimônio cultural que precisa ser valorizado e preservado. É uma alegria para nossa gestão contribuir com um evento que mantém vivas as tradições da comunidade ribeirinha e fortalece os laços entre as gerações. Tudo aquilo que estiver ao alcance da Prefeitura para ajudar a preservar nossa cultura, nossa fé e nossas raízes terá sempre o nosso apoio”, afirmou.

A secretária também aproveitou para convidar a população a participar da programação.

Convido toda a população de Várzea Grande, Cuiabá e região para prestigiar essa grande festa. Será uma oportunidade de vivenciar nossa cultura, conhecer a riqueza das tradições de Bom Sucesso, apreciar a gastronomia típica e celebrar a fé em um ambiente acolhedor e familiar. Tenho certeza de que será mais uma edição histórica”, completou.

Com entrada gratuita, a 45ª Festa de São Pedro promete reunir milhares de pessoas em torno da fé, da cultura e da tradicional culinária ribeirinha.

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Além da distribuição gratuita de toneladas de peixe, o público poderá acompanhar apresentações culturais, shows musicais, Cururu, Siriri, Lambadão e diversas atividades que fazem parte da identidade cultural de Várzea Grande.

Mais do que uma celebração religiosa, a Festa de São Pedro reafirma o orgulho de uma comunidade que, há 45 anos, mantém viva uma das mais belas tradições da região.

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