DESCONTO NO IPTU
Comércio e indústria serão contemplados com isenção do IPTU sustentável
Após reunião articulada pelo presidente da Comissão de Indústria e Comércio, vereador Diego Guimarães (Republicanos), será apresentado um substitutivo ao projeto que concede desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) aos imóveis da Capital. A mudança irá contemplar os comerciantes que adotem e mantenham medidas que estimulem a proteção, a preservação e a recuperação do meio ambiente.
“Uma comissão que terá a Ordem dos Advogados, o Conselho Regional de Contabilidade, as entidades representativas da indústria e do comércio vai avaliar um substitutivo que contemple os imóveis comerciais e com isso, todas as parcelas da sociedade que atenderem medidas de sustentabilidade serão contempladas“, explica o vereador.
Autor da proposta ainda em seu primeiro mandato, Diego ressalta a importância de garantir a isenção para quem tem estimulado a proteção do meio ambiente. Como o projeto não pode ser de autoria do Legislativo, o Executivo abraçou a ideia e apresentou uma mensagem no mesmo sentido. Na proposta, é concedido o benefício do desconto tributário, no percentual de 2,5%, sendo que o desconto previsto não pode ser superior a 25% do valor do imposto.
Luiz Cláudio, secretário de Governo da Prefeitura que participou da reunião, lembrou que Diego Guimarães apresentou a proposta e ressaltou que a prefeitura está disposta a construir um projeto junto com o comércio.
“Vamos criar uma comissão para fazer as adequações do IPTU sustentável trazendo o benefício ao comércio e também adequando o texto quanto a fiscalização e outras questões para que a lei seja bem fluente e condizente com a realidade do povo de Cuiabá”.
Representante da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL/MT), Gustavo Nascimento, ressalta a importância de construir uma proposta de forma conjunta.
“O vereador Diego Guimarães está de parabéns por ter acionado as entidades do setor privado para fazer essa construção. Vemos essa incorporação do comércio na legislação como bastante positiva, vai contemplar de fato todo mundo que empreende em Cuiabá, que gera emprego, gera renda, gera oportunidade”.
Estiveram presentes na reunião representantes da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL), Federação do Comércio de Bens Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio), Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Conselho Regional de Contabilidade do Mato Grosso, Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac), Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACC).
ECONOMIA
Conta de energia pode acumular quase R$ 1 trilhão em custos adicionais até 2050
Um levantamento divulgado pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE) estima que medidas adotadas entre janeiro de 2023 e maio de 2026 poderão acrescentar aproximadamente R$ 985 bilhões às tarifas de energia elétrica brasileiras até 2050. O estudo analisa decisões relacionadas ao setor elétrico e projeta seus impactos financeiros para consumidores residenciais, produtores rurais, comerciantes, indústrias e prestadores de serviços em todo o país.
Segundo a entidade, os custos adicionais decorrem de medidas provisórias, leis, leilões de energia, acordos administrativos e alterações legislativas aprovadas no período analisado. A projeção indica que os efeitos dessas iniciativas tendem a ser incorporados gradualmente às tarifas, influenciando a composição da conta de luz nas próximas décadas.
A política energética brasileira é conduzida pelo Governo Federal, responsável pelo planejamento do setor, pela formulação de diretrizes, pela edição de medidas provisórias e pela coordenação de ações administrativas. De acordo com a análise apresentada pela Frente Nacional dos Consumidores de Energia (FNCE), decisões tomadas nesse âmbito podem produzir impactos permanentes sobre a estrutura tarifária quando resultam na criação de novos encargos ou obrigações para o sistema elétrico.

O estudo também destaca a participação do Congresso Nacional no processo de definição das regras do setor. Conforme a entidade, a aprovação de dispositivos inseridos em projetos legislativos, conhecidos como “jabutis”, e a manutenção de mecanismos que elevam os custos permanentes do sistema contribuem para ampliar despesas posteriormente repassadas aos consumidores por meio das tarifas.
Na avaliação da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, o atual modelo transfere aos usuários finais o financiamento de subsídios, contratações compulsórias de energia, acordos administrativos e outras obrigações regulatórias. Como consequência, consumidores de diferentes segmentos assumem custos cuja definição ocorre durante o processo de elaboração e aprovação das políticas públicas.
A entidade afirma ainda que a sucessão de medidas adotadas sem uma estratégia integrada compromete a sustentabilidade econômica do setor elétrico. O diagnóstico apresentado defende a necessidade de uma reforma estrutural capaz de reduzir encargos, aumentar a eficiência regulatória e preservar a modicidade tarifária como princípio orientador da política energética nacional.
Os reflexos das tarifas mais elevadas, segundo especialistas do setor, vão além do orçamento das famílias. O aumento do custo da energia elétrica pode elevar despesas operacionais da indústria, do comércio, do agronegócio e do setor de serviços, afetando a competitividade da economia, pressionando preços e influenciando o comportamento da inflação ao longo do tempo.
Outro aspecto destacado pelo levantamento é a recorrente incorporação de novos custos às contas de energia como mecanismo de financiamento de decisões relacionadas ao setor elétrico. Para a FNCE, esse processo evidencia a necessidade de ampliar o debate sobre eficiência administrativa, revisão de gastos públicos e aperfeiçoamento das normas regulatórias que disciplinam o mercado de energia.

A projeção de aproximadamente R$ 985 bilhões em custos adicionais até 2050 amplia a discussão sobre planejamento energético e responsabilidade fiscal. Embora as decisões envolvam aspectos técnicos e regulatórios, seus efeitos alcançam diretamente consumidores, empresas e toda a cadeia produtiva, tornando o tema relevante para o debate sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.
Diante desse cenário, o estudo sustenta que o equilíbrio entre segurança energética, eficiência administrativa e modicidade tarifária permanece como um dos principais desafios do setor elétrico brasileiro. A entidade defende que futuras decisões sejam acompanhadas de maior planejamento, avaliação de impactos econômicos e transparência, buscando reduzir a pressão sobre as tarifas e preservar o poder de compra da população.
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