ROMBO NO BOLSO
A partir de julho conta de luz fica 15% mais cara
Você está preparado para mais um rombo no seu bolso? Se não bastasse a crise econômica agravada pela Pandemia do Coronavírus, com milhões de brasileiros desempregados, agora em 2021, haverá aumento na conta de luz que vai impactar fortemente no orçamento das famílias.
Anda assustado com as notícias sobre a crise hídrica e o aumento da conta de luz? Não é para menos: estamos vivendo a pior crise hídrica na região das hidrelétricas dos últimos 91 anos.
Diante da crise hídrica, o valor cobrado na “Bandeira Vermelha 2“, o patamar mais alto do sistema de tarifa extra de energia elétrica, deve subir mais de 60%, de acordo com especialistas no assunto.
A maior parte da eletricidade no país vem das hidrelétricas, que usam água. Para economizar, o Brasil começa a usar uma energia mais cara, das termelétricas, e a conta de luz encarece.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ainda está calculando o aumento das bandeiras tarifárias e deve anunciar o reajuste ainda em junho. São três bandeiras com as cores do semáforo: verde, amarela e vermelha. A crise hídrica deve causar elevação de 7% a 7,5% na conta de luz em 2021 e de pelo menos 5% em 2022, segundo a agência.
Os custos estão sendo calculados, e os novos valores devem ser anunciados ainda neste mês, mas passam a valer a partir de julho.
O aumento da taxa extra deve manter a inflação alta no curto prazo, avalia o Banco Central.
Hoje, são cobrados R$ 1,34 centavos, a cada cem quilowatts-hora consumidos na “Bandeira Amarela“, R$ 4,16 centavos na “Bandeira Vermelha 1“, e R$ 6,24 centavos na “Bandeira Vermelha 2“. Na bandeira verde não há cobrança adicional.
Pelos estudos feitos pela Aneel, o novo valor da “Bandeira Vermelha 2“ deve ser de cerca de R$ 10 reais. Analistas do setor estimam, porém, ser necessário algo próximo a R$ 12 reais na “Bandeira Vermelha 2“ para que ela consiga dar conta de cobrir os custos extras decorrentes da geração de energia por termelétricas.

A energia elétrica foi o item de maior peso na inflação oficial do Brasil em maio, quando atingiu o maior nível desde 1996. Isso durante a crise econômica causada pela Pandemia de Coronavírus, com 14,8 milhões de desempregados.
Enquanto políticas públicas não atacam os problemas reais, no entanto, o consumidor paga o pato.
Essa bandeira deve vigorar pelo menos até novembro, quando começa o período de chuvas.
A economia serve para todos
Todos os brasileiros serão afetados, sem exceção, mas é possível diminuir um pouco dos gastos para não pagar caro. A saída será economizar ainda mais no consumo de energia em casa.
“Reduza o tempo nos banhos, evite ficar com a luz ligada durante o dia, abra a geladeira só para pegar o essencial e reduza também o uso de ar condicionado. São algumas alternativas“.
ECONOMIA
Recuperação das bacias hidrográficas encerra ciclo de sobretaxa na energia elétrica no Brasil
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, na última sexta-feira, 25, o acionamento da bandeira verde para o mês de outubro em todo o território nacional. A decisão do órgão regulador assegura que a tarifa de energia elétrica cobrada dos consumidores brasileiros não terá nenhum acréscimo financeiro no próximo período de faturamento, marcando uma virada expressiva na gestão dos recursos energéticos do país.
Esta mudança tarifária beneficia diretamente os milhões de consumidores residenciais, comerciais e industriais conectados ao Sistema Interligado Nacional. O encerramento das cobranças adicionais atinge toda a população atendida pela rede elétrica integrada, aliviando o orçamento das famílias e reduzindo os custos operacionais do setor produtivo brasileiro após sucessivos meses de tarifas elevadas.
A medida passa a vigorar oficialmente a partir do dia primeiro de outubro, abrangendo todo o ciclo de faturamento mensal do mês vindouro. As faturas emitidas pelas distribuidoras locais ao longo desse período já refletirão a ausência do custo extra, consolidando a transição do regime tarifário que vigorou durante os meses mais secos do ano.
O encerramento da sobretaxa ocorreu devido ao início do período de transição entre as estações seca e úmida nas principais bacias hidrográficas do país. O aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste estabilizou os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, permitindo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico reduzir o uso das usinas termelétricas, cujo custo de geração é consideravelmente mais alto.

O alívio financeiro se concretizou com o término da bandeira amarela, que vigorou ininterruptamente entre os meses de maio e setembro deste ano. Durante esse intervalo de cinco meses, a sobretaxa imposta aos consumidores gerava um custo adicional de R$ 1,885 para cada cem quilowatts-hora consumidos, onerando o orçamento doméstico em um momento de atenção aos gastos essenciais.
Para uma família brasileira com consumo médio mensal de duzentos quilowatts-hora, a alteração anunciada representa uma economia direta de cerca de R$ 3,77 na fatura, valor calculado antes da incidência dos impostos estaduais e federais. Embora pareça modesta individualmente, essa redução gera um impacto positivo significativo quando somada em escala nacional, estimulando o consumo e reduzindo a pressão inflacionária sobre o custo de vida.
O processo de definição das bandeiras tarifárias é gerenciado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) com base no monitoramento contínuo das condições de geração de energia no país. O Operador Nacional do Sistema Elétrico avalia semanalmente a capacidade dos reservatórios e os custos de produção, fornecendo os dados técnicos que fundamentam a decisão do órgão regulador sobre a necessidade ou não de acionar fontes de energia complementares.
O histórico regulatório de 2026 demonstra a oscilação direta das tarifas em relação às condições climáticas observadas no país. A bandeira verde vigorou inicialmente de janeiro a abril, período em que o regime de chuvas mantinha os reservatórios em níveis confortáveis, garantindo a geração limpa e barata sem a necessidade de cobranças adicionais na conta dos cidadãos.

A deterioração das condições hídricas a partir do outono exigiu o acionamento da bandeira amarela no mês de maio, quando o início do período seco começou a afetar criticamente os estoques de água. A manutenção dessa taxa suplementar até setembro refletiu a sustentada necessidade de operar usinas térmicas para garantir o suprimento elétrico contínuo e evitar riscos de desabastecimento no território nacional.
A reabertura do ciclo de bandeira verde em outubro sinaliza uma perspectiva otimista para o encerramento do ano no setor elétrico nacional. A recuperação do volume dos reservatórios e a previsão de continuidade das precipitações pluviométricas nas áreas de captação oferecem estabilidade ao sistema energético, garantindo modicidade tarifária para a sociedade e maior previsibilidade para os agentes econômicos do país.
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