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LENTIDÃO NA VACINAÇÃO

O que explica a lentidão da vacinação em Mato Grosso?

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Pelo ritmo atual da vacinação, o Brasil, que tem 92.115 casos confirmados do Novo Coronavírus e já perdeu mais de 467,702 vidas para a Covid-19, pode levar três anos para imunizar 70% da população contra a doença que segue em ritmo acelerado no país, com uma nova e mais agressiva cepa.

Nesse ritmo, apenas em 2024 a situação voltará ao “velho normal”, segundo os cientistas. A falta de insumo, recursos, problemas na logística e burocracia tem dificultado a aquisição de vacinas de outros países.

Se nós não tomarmos medidas mais restritivas agora, se nós não conseguirmos, como sociedade, entender a necessidade de cobrarmos dos governos e aderirmos às campanhas por distanciamento e vacinação, nós não poderemos esperar, infelizmente, um 2021 muito diferente do que foi o 2020.

Ritmo de vacinação no Estado de Mato Grosso

Mato Grosso já recebeu 1.306.850 doses de vacinas contra a Covid-19 que foram distribuídas pelo Ministério da Saúde (MS), mas isso não resultou no aumento do ritmo de vacinação no Estado.

Alguns municípios têm enfrentado dificuldade para vacinar. O pior de todos é Nova Olímpia que só aplicou menos da metade dos 6.669, somente 3.138.

Outros municípios fazem companhia a Nova Olímpia, entre aqueles que estão abaixo da média das doses recebidas aplicadas.

Já os municípios que mais aplicaram vacinas, considerando o percentual de doses aplicadas em relação as doses recebidas foram:

Novo Mundo (99%), Porto Esperidião (98%), Juína (95%), Ribeirãozinho (94%), Campo Novo do Parecis (94%), Indiavaí (94%), Santo Afonso (93%), Planalto da Serra (93%), Vila Rica (91%) e Santa Terezinha (90%).

Cuiabá aplicou 203.830 e Várzea Grande 62.563. Ou seja, os municípios mato-grossense aplicaram 896.009, sendo 612.625 como primeira dose e 283.386 como segunda dose.

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O que explica a lentidão da vacinação em MT?

Alguns fatores podem explicar os motivos que travam o avanço da imunização: o intervalo entre a distribuição e a aplicação das doses não é imediato, é normal haver um tempo entre a saída da vacina do laboratório e a chegada as cidades. Em alguns municípios mais afastados, ele é ainda maior em razão de dificuldades logísticas; burocracia para registrar que uma dose já foi aplicada. Ao contrário de outras vacinas, a contra o novo Coronavírus exige que a equipe de saúde cadastre uma série de informações via internet para que a dose aplicada seja oficialmente contabilizada.

É necessário inserir CPF, nome, lote de vacina, quem aplicou. A informação torna-se mais complicada para subir para o ministério da saúde.

O que se observa é que muitos municípios estão fazendo esse registro manualmente, criando aquelas pilhas de papel, para depois inserir no sistema. Isso não é incomum.

Assim a equipe do Blog do Valdemir afirma: a diferença entre os números é em parte, reflexo de questões logísticas e de reserva para completar esquema vacinal, ou seja, reservar a segunda dose para quem tomou a primeira.

Algumas cidades têm demorado para lançar a aplicação da dose no sistema, alegando falta de pessoal ou de capacidade técnicas para fazer o serviço de maneira mais rápida.
Existe cidades que demoram até 15 dias para realizar o registro.

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Sistema tripartite

Atualmente o Brasil tem um sistema tripartite na gestão de saúde. No caso da vacinação, o governo federal fica responsável por comprar as doses, o governo estadual para coordenar a imunização e os governos municipais pela aplicação.

PS: o Blog do Valdemir dá uma dica aos alcaides mato-grossenses: utilizem profissionais de outras secretarias municipais para lançar dados no sistema.

Nota da redação

A verdade é que os números, mostram que a disponibilidade atual de vacinas seria suficiente para dobrar o ritmo atual de vacinação diária. Ter disponibilidade de vacinas e não aplica, é simplesmente inaceitável. Só comparar o número de doses das vacinas distribuídas aos municípios com o número de aplicadas.

O estado tem que entregar as vacinas na ponta e as vezes essa ponta é muito difícil de ser encontrada.

Por isso é preciso levar em conta as grandes dificuldades logísticas que o tamanho de Mato Grosso e a falta de infraestrutura de alguns municípios impõem. Com as doses chegando a conta gotas, é normal que o processo de torne ainda mais atravancado e lento.

Fica a dica!

Confira o ranking de aplicação das vacinas no boletim informativo n° 450.

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Política

PL convoca convenção em Mato Grosso sob “Tensão e Racha” entre prefeitos

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O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso enfrenta uma severa crise de alinhamento interno diante da expressiva resistência de seus principais prefeitos em declarar apoio à pré-candidatura do senador Wellington Fagundes ao Governo do Estado. Os gestores municipais Flávia Moretti, de Várzea Grande, Abilio Brunini, de Cuiabá, e Cláudio Ferreira, de Rondonópolis, sinalizam franca preferência política pela reeleição do atual governador, Otaviano Pivetta, filiado ao Republicanos.

O impasse reside no conflito de interesses regionais e nas alianças locais estabelecidas pelos mandatários, os quais divergem abertamente da estratégia centralizada da cúpula partidária mato-grossense. Essa dissonância estratégica gerou ruídos e atritos internos profundos, levando os prefeitos a buscarem canais de interlocução diretamente junto à Executiva Nacional da legenda em Brasília para mediar o severo dissídio.

Para mitigar o desconforto institucional e conter o esfacelamento de sua base, as lideranças municipais tentam articular soluções intermediárias que evitem uma ruptura definitiva com a agremiação.

Cenário Atual

Flávia Moretti: A Prefeita de Várzea Grande declarou que não garantiu o seu voto e vai se manter neutra até a realização das convenções partidárias. Ela e outros gestores buscaram alinhamentos na executiva nacional para lidar com esse impasse.

Abilio Brunini: O Prefeito de Cuiabá tem tentado evitar o desconforto defendendo um acordo geral onde o PL indicaria o vice na chapa de Pivetta.

Cláudio Ferreira: O Prefeito de Rondonópolis está fortemente inclinado em apoiar Pivetta, o que causou ruídos internos com a cúpula do PL no Estado.

O desfecho oficial para essa complexa queda de braço partidária ocorrerá no dia 5 de agosto de 2026, data limite estabelecida pelo calendário oficial da Justiça Eleitoral para a homologação das candidaturas. A escolha estratégica do último dia do prazo legal visa garantir tempo adicional para a maturação das negociações políticas e para a pacificação dos ânimos inflamados entre os correligionários.

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O cenário geográfico e político desse embate concentra-se no Estado de Mato Grosso, uma região de expressiva relevância econômica no Agronegócio Nacional e onde o Partido Liberal (PL) detém uma base parlamentar robusta. A Convenção Estadual unificada, estruturada especificamente para congregar todas as forças regionais, servirá como o “Grande Tribunal Político” para a definição dos rumos majoritários e proporcionais da sigla.

O objetivo primordial da convocação compulsória feita pela liderança do Partido Liberal (PL) é sedimentar a união formal da legenda e assegurar que toda a densidade eleitoral dos prefeitos seja canalizada para o projeto majoritário próprio. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, preconiza a centralização de esforços e a “fidelidade partidária rígida” como pilares indispensáveis para a sobrevivência e o fortalecimento do partido nas urnas.

O evento político congregará, além dos três prefeitos rebeldes das maiores cidades do estado, deputados estaduais, deputados federais, vereadores e uma vasta rede de lideranças municipais e regionais da agremiação. A maciça presença do funcionalismo político partidário é vista pela presidência como uma demonstração pública indispensável de força e controle institucional perante o eleitorado e os adversários.

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Embora se trate de uma deliberação de alta relevância, a Executiva Nacional do Partido Liberal (PL) adotará uma postura de distanciamento físico, conferindo ao encontro um caráter estritamente regional e isolado de interferências externas.

O dirigente Ananias Filho confirmou a ausência de convite formal ao presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, em virtude do envolvimento deste nas complexas articulações e convenções em outros estados da federação.

O reflexo dessa instabilidade interna reverbera diretamente no tabuleiro das forças políticas concorrentes em Mato Grosso, que monitoram atentamente a fragmentação do partido de oposição. A indefinição do PL tensiona o arco de alianças e altera substancialmente a correlação de forças na disputa pelo Palácio Paiaguás, influenciando as estratégias de agremiações de centro e de esquerda no território mato-grossense.

Diante do encerramento do cronograma de convenções pelo Partido Liberal (PL), os próximos dias serão marcados por intensa movimentação, iniciada pela Federação Brasil da Esperança em 25 de julho, seguida por União Brasil (UB), Progressistas, Podemos e o próprio Republicanos.

O desfecho dessa intrincada engrenagem eleitoral redefinirá por completo a governabilidade regional e os rumos das coalizões partidárias nos meses subsequentes.

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