COMITÊ DE SAÚDE
TCE/MT aponta ineficiência na execução do MT Mais Cirurgias
O Comitê Temático de Saúde do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) apontou a ineficiência dos municípios na execução do programa estadual “Mais MT Cirurgias”. O diagnóstico, apresentado na manhã desta última uinta-feira (28), mostra que, embora o Governo do Estado tenha feito repasses de cerca de R$ 18 milhões, as cirurgias e as prestações de contas não foram devidamente realizadas.
Supervisor do Comitê, o Conselheiro Guilherme Antonio Maluf explicou que agora os representantes do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado (Cosems-MT) serão ouvidos para que, na sequência, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) emita uma série de recomendações aos Municípios e ao Estado.
“A proposta do programa é perfeita, só que sua execução não está sendo eficiente. Temos muita gente nas filas de espera“
Esta é a segunda reunião do grupo, que tem trabalhado para levantar os pontos mais críticos da Saúde em Mato Grosso e propor soluções.
“O trabalho segue uma visão diferente, que vai além da aplicação de multas e sanções. Nosso principal objetivo é que o sistema funcione lá na ponta, para o cidadão. Por isso, neste caso, vamos fazer as recomendações para que o programa se adeque“, disse.
Na ocasião também foi planejada a próxima ação, referente ao levantamento de dados sobre vacinação.
“Essa questão passa por dificuldades, seja pelo recebimento dos imunizantes, na aplicação ou pela priorização de outras vacinações como a de Covid-19. Então as vacinas básicas estão em atraso. O levantamento vai nos auxiliar a pensar em como restabelecer os números que caíram nos últimos anos“
Vale lembrar que, recentemente, o Comitê Temático de Saúde do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) solicitou a todas as 141 prefeituras do estado informações para traçar um panorama da rede estadual de saúde.
O formulário enviado aos gestores inclui questionamentos relacionados, por exemplo, à quantidade de Unidades de Pronto Atendimento (UPA), de Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Especialidade Médica (CEM) e hospitais de grande porte.
Destaques
Possível saída de Conselheiro do TCE/MT intensifica disputa política e reabre debate sobre sucessão no Órgão de Controle
Uma possível mudança na composição do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE/MT) passou a ocupar o centro das articulações políticas e institucionais no Estado. O conselheiro Waldir Teis, de 73 anos, estaria avaliando a antecipação de sua aposentadoria ainda neste ano, em um movimento que poderá abrir uma das vagas mais cobiçadas do sistema de fiscalização pública mato-grossense.
A informação foi confirmada por interlocutores com trânsito entre a Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) e o próprio Tribunal de Contas. Nos bastidores, a possibilidade é tratada como um cenário concreto, embora ainda não exista anúncio oficial sobre a eventual saída do conselheiro.
Caso a aposentadoria seja formalizada, a principal consequência será a abertura de uma vaga estratégica no colegiado responsável por analisar contas públicas, fiscalizar gastos governamentais e emitir pareceres técnicos sobre a gestão dos recursos estaduais.
A sucessão ganhou relevância por envolver interesses políticos e institucionais de grande alcance.

Entre os nomes apontados como potenciais sucessores estão os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco (UB) e José Eduardo Botelho (MDB), além do ex-secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo. Os três são citados em conversas de bastidores como possíveis candidatos com condições de disputar espaço na composição da Corte de Contas.
As articulações ocorrem principalmente nos círculos políticos de Cuiabá e nos ambientes institucionais ligados ao Poder Legislativo, ao Poder Executivo e ao próprio Tribunal de Contas. A movimentação também se estende a lideranças partidárias e grupos de influência que acompanham o processo de definição da futura vaga.
Segundo relatos obtidos junto a fontes ligadas ao meio político estadual, as discussões se intensificaram após o encerramento do ciclo eleitoral de 2026. Desde então, diferentes grupos passaram a avaliar cenários e estratégias diante da possibilidade de renovação parcial do quadro do TCE/MT.
O interesse em torno da vaga decorre da relevância institucional do cargo de conselheiro. Além de exercer funções de fiscalização e controle externo, os integrantes do Tribunal de Contas possuem papel decisivo na análise de contratos públicos, prestações de contas e atos administrativos que impactam diretamente a gestão estadual e municipal.
Embora as conversas estejam em andamento, ainda não há definição sobre qual caminho será adotado. A eventual escolha do futuro ocupante dependerá do cumprimento dos trâmites legais, das articulações políticas e dos entendimentos construídos entre os diversos atores envolvidos no processo sucessório.
A expectativa é que as negociações avancem gradualmente nos próximos meses, à medida que o cenário se torne mais claro. Nos bastidores, lideranças políticas observam atentamente cada movimento, uma vez que a composição da Corte poderá influenciar o ambiente institucional mato-grossense pelos próximos anos.
Diante desse contexto, a possível aposentadoria de Waldir Teis já produz reflexos significativos na dinâmica política estadual. Ainda que não haja confirmação oficial sobre sua saída, a mera perspectiva de abertura da vaga transformou o tema em um dos assuntos mais acompanhados nos corredores da Assembleia Legislativa, do Governo de Mato Grosso e do Tribunal de Contas, evidenciando a importância estratégica da sucessão para o equilíbrio institucional do Estado.
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