Search
Close this search box.

Destaques

Servidores e Governo chegam a um acordo para o pagamento da RGA de forma parcelada

Publicados

em

Depois de tensas negociações, reclamações, ameaças e de greve geral e indefinição sobre aumento salarial, finalmente o governo Pedro Taques (PSDB) e o Fórum Sindical, representando os servidores públicos estadual chegaram um acordo sobre o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA). 

Na manhã desta quarta-feira, quando se espera que seria realizada a última rodada do acordo, houve um impasse e Fórum Sindical chegou até a falar em greve geral. Uma nova rodada foi marcada para o período da tarde. E com a presença do governador Pedro Taques acabou acontecendo o tão esperado acordo que prevê o pagamento da RGA de 2016 em três prestações, sendo duas parcelas de 2,19% e uma de 2,20%. A primeira quota em dezembro de 2017.

No primeiro encontro da quarta-feira, pela manhã, o Fórum Sindical não aceitou algumas imposições do governo, principalmente a forma de pagamentos das RGAs até 2020. Houve o consenso de se esperar por uma nova rodada de conversações no período da tarde. O governo aceitou apresentar uma nova proposta que acabou sendo aceita pelos servidores.

Com relação ao pagamento das perdas salariais das RGAs, os sindicalistas aceitaram receber os repasses em duas prestações sendo uma de 1% em outubro de 2018 e outra de 1% em outubro de 2019, esta última podendo ser adiantada em caso de incremento de caixa. Cada ponto percentual dentro do exercício anual significa R$ 108 milhões na folha.

Caso haja um incremento de 10% da receita tributária no segundo semestre de 2017, o Governo antecipará a parcela de abril para março de 2018. Caso o incremento seja de 15%, se compromete a antecipar também a de setembro para maio do próximo ano.

Leia Também:  AL aprova indicação de Duarte para discutir retomada das obras do VLT

Já a RGA a ser paga em 2018, o Executivo estimou 4,19% de inflação e propôs pagar em duas parcelas: a primeira de 2%, em outubro de 2018, e a segunda de 2,14%, em dezembro.

Além disso, o Governo irá pagar a primeira parcela do resíduo da RGA do ano passado, de 1,96%, na folha de junho e a segunda, também de 1,96%, em setembro.

Já as perdas salariais por conta do parcelamento da reposição serão pagas em duas parcelas, sendo 1% em outubro de 2018 e 1% em outubro de 2019, podendo antecipar a última parcela para maio de 2019, a depender do cenário econômico.

O acordo que foi feito não é o ótimo. Mas, às vezes, o ótimo é inimigo do bom. Isso foi o melhor que pudemos fazer com tudo que está acontecendo no Brasil. Qual a importância dessa aprovação? É a paz”, destacou o governador Pedro Taques, demonstrando intensa satisfação após receber o sim dos sindicalistas.

Nós somos subordinados ao governador, o senhor teve a confiança maciça da população nas urnas em 2014, nós depositamos essa confiança e sabemos que ainda tem muito tempo de governo, ainda dá para salvar a colheita. É uma página que a gente passa a virar daqui uns dias, a partir do momento que nós colocarmos a proposta para apreciação nas assembleias, para afunilar um desfecho de harmonia”, declarou o coordenador do Fórum Sindical Oscarlino Alves.

O governador Pedro Taques informou que vai aguardar a assembleia geral dos servidores para enviar o substitutivo integral ao projeto que já havia sido encaminhado à Assembleia Legislativa. Taques frisou que gostaria que a discussão ocorresse ainda esta semana, para que novo projeto seja enviado o quanto antes ao Legislativo. Ele acredita que até segunda-feira o projeto seja entregue à Assembleia Legislativa.

Leia Também:  PR acaba na AL e Wellington perde força para a disputa ao governo do Estado em 2018

O governador disse que irá levar a proposta pessoalmente na Casa de Leis.

Vão levar a proposta às assembleias. Se trouxerem até sexta-feira, vamos fazer a redação e até terça-feira vamos à Assembleia Legislativa apresentar o substitutivo, para que isso possa ser votado e tenhamos a tranquilidade, paz e segurança jurídica”, afirmou.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), que acompanhou a reunião, disse que a proposta não deverá encontrar dificuldades para aprovação.

Acredito que vai ser tranquilo. Vamos ter os 24 votos lá, com certeza”, disse.

O presidente da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso, Domingos Sávio, falou sobre o benefício mútuo com a decisão. “O acordo ao qual chegamos é o possível e no geral, a categoria aceitou os termos”, disse.

Paulo Cesar de Souza presidente do Sindicato da Carreira dos Profissionais do Sistema Socioeducativo, reiterou a fala do colega, dizendo que o acordo ficou bom para o servidor e para o Estado. “Chegamos a um bom termo para todos”.

Foto: Chico Valdiner

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Destaques

STF sela acordo inédito para mapear fronteira entre Mato Grosso e Pará

Publicados

em

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o primeiro acordo de conciliação entre as administrações estaduais de Mato Grosso e do Pará para iniciar a pacificação de um histórico litígio de limites territoriais. A decisão judicial estabelece um procedimento oficial e conjunto de cooperação técnica, cujo foco principal é mapear e catalogar de forma coordenada as propriedades rurais afetadas, solucionando o impasse sem prejuízo da continuidade da ação originária.

O foco central da resolução jurídica envolve diretamente as procuradorias-gerais, os institutos de terras e os governos dos estados de Mato Grosso e do Pará, sob a condução direta do ministro relator Flávio Dino. O magistrado destacou a postura estritamente colaborativa mantida pelas equipes técnicas e jurídicas de ambos os entes federativos, as quais concentraram esforços recíprocos para formular salvaguardas institucionais e assegurar direitos civis fundamentais.

A execução cronológica das etapas fixadas pelo acordo iniciou-se formalmente nesta quinta-feira, fixando um prazo decadencial e improrrogável de trinta dias corridos para que as metas cartográficas iniciais sejam entregues. Esse cronograma restrito visa a interromper o vácuo temporal gerado desde 2020, quando o tribunal fixou os limites de 1922, sucedendo-se novos recursos interpostos por Mato Grosso no ano de 2023.

A área de abrangência geográfica do mapeamento compreende uma extensa faixa de terra de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados, situada exatamente na divisa interestadual de ambas as unidades da federação. Os desdobramentos operacionais estendem-se dos gabinetes do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, às sedes do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e do Instituto de Terras do Pará (Interpa).

Leia Também:  Pinheiro anuncia transporte público gratuito no 2º turno

A engenharia operacional do pacto administrativo concretizar-se-á por meio do compartilhamento imediato de bancos de dados fundiários e da realização de vistorias cartográficas unificadas em toda a extensão da linha divisória. Após o levantamento de campo, o Estado do Pará peticionará formalmente nos autos do processo judicial, apresentando o compilado estatístico para que os cartórios locais forneçam as respectivas cadeias dominiais.

A motivação primordial para a celebração deste inédito consenso institucional repousa na urgente necessidade de conferir estabilidade jurídica aos produtores rurais e residentes daquela faixa de fronteira. A indefinição quanto à jurisdição administrativa de cada estado vinha gerando graves entraves ao desenvolvimento econômico regional, prejudicando o recolhimento de tributos e paralisando investimentos essenciais no setor agropecuário.

O propósito final da estruturação deste plano de trabalho consiste na elaboração de um diagnóstico fundiário definitivo que possibilite a regularização integral de todas as propriedades abrangidas pelo antigo litígio. Busca-se, por meio dessa cooperação mútua, salvaguardar os direitos de posse dos cidadãos titulados por Mato Grosso em áreas que o STF reconheceu formalmente como pertencentes ao território paraense.

Leia Também:  15 creches em 14 municípios serão construídas em uma ação conjunta do TCE/MT e do Gaepe/MT

Os parâmetros técnicos e estruturais da deliberação impactam a gestão de milhares de hectares produtivos, cuja mensuração precisa e individualizada será integralmente custeada pelas estruturas operacionais dos respectivos órgãos de terras estaduais. Os investimentos logísticos aplicados nesse recenseamento geográfico visam a restabelecer a ordem fiscal interna e evitar prejuízos financeiros bilionários decorrentes da insegurança sobre a posse da terra.

Os fundamentos jurídicos e as diretrizes oficiais que embasaram o termo de conciliação constam dos autos da Ação Cível Originária (ACO) 714, sendo validados diretamente pelos dados técnicos fornecidos pelo Intermat e pelo Interpa. Os relatórios produzidos pelas duas instituições de regularização agrária serviram como base empírica e documental indispensável para que o ministro Flávio Dino validasse o procedimento.

O desdobramento iminente do acordo prevê a apresentação pública do plano de execução fundiária e, subsequentemente, a designação de uma nova audiência conciliatória pelo Supremo Tribunal Federal focada na área de segurança pública. Esta próxima etapa buscará estabelecer um pacto de atuação policial coordenada na região fronteiriça, garantindo o atendimento social, o policiamento ostensivo e a paz social para a população local.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA