AS ARTICULAÇÕES NOS BASTIDORES
A fragmentação da direita e o xadrez político rumo ao Palácio Paiaguás
O cenário político de Mato Grosso em 2026 registra um marco inédito na história eleitoral local devido à expressiva pulverização de forças no campo conservador. O estado apresenta o maior número de pré-candidatos dentro do espectro político da direita entre todas as unidades da federação, revelando uma densa disputa interna. O fenômeno chama a atenção de analistas e eleitores diante do evidente desentendimento e da falta de consenso entre as lideranças que almejam alcançar o comando do Poder Executivo Estadual.
Essa movimentação ocorre neste mês de junho, período que antecede as convenções partidárias e define os rumos das coligações formais. A proximidade dos prazos legais da Justiça Eleitoral acelera as articulações nos bastidores e força os partidos a posicionarem seus quadros publicamente. O momento é considerado estratégico pelas siglas para testar a receptividade de seus nomes junto à opinião pública e consolidar palanques regionais antes do início oficial da propaganda eleitoral.
As articulações e os lançamentos dessas pré-candidaturas concentram-se em Cuiabá, a Capital de todos os mato-grossenses, e se estendem pelos principais polos socioeconômicos mato-grossenses. Centralizadas geograficamente no Palácio Paiaguás, sede do Governo Estadual, as discussões repercutem diretamente nos municípios do interior, onde as bases partidárias buscam alinhamento com as “diretrizes das executivas estaduais”. A centralização do debate na capital reflete a importância de Mato Grosso no panorama político e econômico do país.

O principal fator que impulsiona essa fragmentação é a busca por protagonismo e a ausência de uma liderança unificadora capaz de aglutinar os diferentes matizes da direita. Muitos dos nomes apresentados possuem viabilidade eleitoral reduzida, com projeções que sequer alcançam 5% das intenções de voto. Essa realidade levanta questionamentos sobre as reais motivações das candidaturas, que variam entre a estratégia de massificação de novas lideranças, o fortalecimento de chapas proporcionais e o papel de linha de frente para outros projetos majoritários.
A engenharia política que viabiliza esse cenário envolve dez personagens com perfis distintos, que vão de figuras tradicionais da política local a empresários e novos quadros técnicos. Entre os nomes mais conhecidos e com viabilidade eleitoral competitiva, destacam-se o atual vice-governador Otaviano Pivetta do Republicanos, os senadores Wellington Fagundes do Partido Liberal (PL), e Jayme Campos (UB), além da médica Natasha Slhessarenko (PSD).
Paralelamente, o bloco de postulantes inclui Marcelo Maluf (NOVO), Caiubi Kuhn (PDT), Maurício Coelho (MOBILIZA), Rafael Millas (Missão), Alex Pucinelli (Democrata), e o policial militar Laudicério Machado (AGIR).
O processo desenvolve-se por meio de reuniões estratégicas, intensa exposição nas redes sociais, entrevistas à imprensa e negociações de bastidores para a atração de legendas aliadas. Os partidos utilizam este período para medir a rejeição e o potencial de crescimento de cada pretenso candidato por meio de pesquisas de consumo interno.
No caso específico de Laudicério Machado, a legislação eleitoral permite uma dinâmica diferenciada, concedendo ao militar da ativa o direito de se filiar a uma sigla até três meses antes do pleito.

A motivação central por trás do lançamento de tantas candidaturas reside no desejo de controle do orçamento estadual e na condução das políticas públicas de um estado com forte pujança no agronegócio. O cargo de governador é historicamente cobiçado pelo peso político que confere ao ocupante nas negociações com o governo federal. Além disso, os partidos buscam garantir tempo de televisão e rádio no horário eleitoral gratuito para difundir suas ideologias e fortalecer suas estruturas partidárias para pleitos futuros.
O eleitorado mato-grossense, composto por mais de 2,4 milhões de cidadãos aptos a votar, constitui o público-alvo e a razão de ser de todo o processo em curso. O comportamento desse grupo de eleitores, majoritariamente conservador, será determinante para definir se a pulverização resultará em um segundo turno ou na consolidação precoce de uma das forças.
O desafio dos pré-candidatos consiste em dialogar com uma população heterogênea, distribuída por um vasto território geográfico.
Os custos financeiros e políticos dessa estratégia de pulverização representam o preço pago pelos partidos para demarcar território no tabuleiro eleitoral. O financiamento dessas fases preliminares provém majoritariamente dos fundos partidários e de recursos próprios dos pré-candidatos, respeitando os limites da lei. O maior risco político associado a essa tática é o desgaste público de figuras pouco conhecidas que, diante da falta de estrutura e apoio, correm o risco de sair do pleito politicamente menores do que entraram.
O desdobramento natural desse cenário aponta para uma eleição complexa, na qual o horário eleitoral gratuito funcionará como o principal palco de confrontos e promessas aos eleitores. A presença de seis nomes quase desconhecidos do grande público promete intensificar o debate e, potencialmente, confundir a cabeça do eleitorado com um volume excessivo de narrativas. A fragmentação atual poderá se dissipar ou se consolidar nas convenções de julho, definindo se a direita marchará unida ou dividida nas urnas.
Política
Na Terra de Rondon: há uma Fênix renascendo das cinzas da política
Caros amigos internautas do Blog do Valdemir, sextouuu! Hoje o papo não será a nossa Seleção Brasileira de Futebol que estreia amanhã na Copa do Mundo, e sim o que rola nos bastidores do cenário na Terra de Rondon.
Saibam que nessa sexta-feira, teremos o retorno da Fênix, o período de “cinzas”, momentos que ocorre a reestruturação da imagem pública, mudanças na base, ideologia, revisão de estratégias de campanha, os sinais de preocupações de Mauro Mendes (UB) e Otaviano Pivetta do Republicanos e, podemos afirmar que o clima é de tensão dentro do grupo: vão ter que tirar o liberal Wellton Fagundes do jogo, venha nessa caminhada com o Boteco da Alameda.
O “Guri refestelado da Guarita”, deu uma volta para as bandas do Centro Político e Administrativo, e entrou porta adentro da Casa Grande, e o que ele viu e ouviu por lá, pode mudar os rumos de alguns políticos nas eleições de 2026.
Isso porque, os cabeças pensantes do núcleo duro do Boteco da Alameda, já diziam: “ainda há muito pano para manga”.
De acordo com informações obtidas nos corredores do labirinto do Poder, é que se nada for feito para resolver a rusga entre o “Capitão Jaymão” e o “Âncora”, podem entregar de bandeja a “caneta dourada”, nas mãos do liberal Wellton Fagundes, porém, muitos acreditam que o “Capitão Jaymão” pode se dar bem, com esse embaraço todo, pois pode recrutar para seu “exército” apoiadores, caso vai para o segundo turno, com “Âncora”, como nada mais ainda menos: Nenel Pinheiro, “Mulher Maravilha”, Marcelo Maluf, Erai Maggi, Blairo Maggi, conseguindo fazer o que a química não faz “juntar água e óleo”, a política tem dessas coisas.
Embora, que as convenções sejam entre 20 de julho até dia 5 de agosto, as “estacas” já podem serem fincadas nos próximos 28 dias, quando vão fazer a “enchente do Rio Cuiabá” dar uma trégua.
Segue o fluxo!

O retorno da Fênix
Que a Terra de Rondon vive um momento turbulento na política, não tem como negar. De um lado os simpatizantes do governador Otaviano Pivetta, o núcleo duro do Palácio Paiaguás.
Do outro o time, a do “Capitão Jaymão”.
De um lado do muro uma multidão aguardando os sinais da família Bolsonaro, que acontecerá na primeira semana de julho.
Do outro, uma multidão (que floresceu nos últimos dias), o ciclo da Fênix de manter o capital político na terceira geração da família.
É preciso registrar que, quando ancorado em bases eleitorais sólida, pode sobreviver a muitos de declínio extremo através da renovação do discurso.
A resiliência pode redefinir o destino de líder político, então eis que surge na Terra de Pascoal Moreira Cabral, dizendo para os seus seguidores nas redes sociais…
“Dias de muito diálogo e articulação debatendo ideias e projetos em Brasília. Seguimos trabalhando e construindo pontes. O tempo é o senhor da razão“.
Eitaaa lasqueiraaa! Faz parte dos arranjos eleitorais no estado? Seria uma alternativa ao nome de Natasha Slhessarenko?
Voltando
Nenel Pinheiro governou Cuiabá por oito anos (2017-2024), após um mandato de vereador em Cuiabá, quatro mandatos na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT).
É bom registrar que, não conseguiu eleger seu sucessor, devido as denúncias em sua administração, o desgaste e baixa aprovação.
Agora, está em pré-campanha, com forte atuação nas redes sociais e retomada do discurso construtivo.
Não tenhas dúvidas que, a base que o sustenta diminuiu, mas segue suficiente para garantir na eleição, especialmente com o reforço da estrutura partidária do PSD.
A movimentação de Nenel Pinheiro, representa uma tentativa calculada de renascimento político.
A eleição de 2026, será um divisor de águas. Se eleitos, pai e filho voltarão a ocupar simultaneamente cadeiras nos dois parlamentos estadual e federal.
Se derrotado, selaria o maior revés da dinastia política que começou ainda na década de 1960 com Emanuel Pinheiro da Silva Primo, fortalecido pelo ex-senador Jonas Pinheiro, e tenta resistir agora em sua terceira geração.
A disputa está em curso, os Pinheiros não pretendem sair de cena. Pelo contrário, querem o centro do palco.

O Boteco vai falar
As pesquisas eleitorais se tornaram a “Geni” da canção de Chico Buarque, ante a discrepância dos resultados das urnas com as previsões de alguns Institutos de Pesquisas.
No decorrer dessa semana percebemos esse descontentamento com o refrão da famosa música: “joga pedra na “Geni”…”.
De outro lado, deixando as indiretas dos nossos políticos para a nossa “Geni” do momento, o caráter passional do eleitor/cidadão, verdade é que as pesquisas eleitorais não se destinam a prover o resultado final, mas fazem um recorte do momento.
Assim, as pesquisas objetivas aferir a intenção do eleitor no momento de sua realização.
Até porque, há fenômenos que poderia interferir na mudança do voto, além de última hora dos eleitores indecisos ou que declararam votar em branco ou nulo.
Por essa razão, importante fazer uma leitura complete e pormenorizada dos resultados pelos Institutos de Pesquisas.
Contudo, as pesquisas eleitorais criam uma expectativa no eleitor de, no mínimo, aproximação do resultado final, principalmente aqueles que são divulgados em véspera ou antevéspera das urnas.
Nota de rodapé: uma rodada de pesquisas, estará nos dias 16 a 20, e será divulgado no dia 23 de junho.
A sondagem qualitativa vai ouvir 1.200 pessoas de forma presencial em 72 cidades no Estado de Mato Grosso.
O Instituto de Pesquisas Percent fará várias simulações ao Governo do Estado, incluindo por exemplo, o nome do ex-prefeito cuiabano Nenel Pinheiro.
O nome do “Capitão Jaymão” terá o nome citado apenas em um cenário pesquisado, uma vez que ele pode ser “rifado” da disputa.
Segue o fluxo!
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