SE FORTALECER NA CAMPANHA DA SÉRIE B
Cuiabá prepara ampla reformulação do elenco e projeta até oito contratações
O Cuiabá Esporte Clube iniciou o planejamento para a próxima janela de transferências com a definição de uma estratégia voltada ao fortalecimento do elenco. A diretoria do clube trabalha na contratação de novos atletas para a sequência da Série B do Campeonato Brasileiro, em uma tentativa de elevar o nível de competitividade da equipe e consolidar a luta pelo acesso à elite nacional.
A movimentação está sendo conduzida pelo presidente do clube, Cristiano Dresch, que confirmou a intenção de promover mudanças significativas no grupo atual. Segundo o dirigente, a previsão é de que entre sete e oito jogadores sejam incorporados ao elenco durante a próxima janela de transferências, considerada decisiva para as pretensões do Dourado na temporada.
Em entrevista recente, Dresch destacou o empenho pessoal na busca por reforços. O presidente afirmou que mantém contato constante com empresários do futebol e representantes de atletas, demonstrando o comprometimento da gestão em identificar oportunidades que possam contribuir para a evolução técnica da equipe.
A necessidade de reforçar o elenco está diretamente relacionada ao objetivo principal traçado pelo clube para 2026: retornar à Série A do Campeonato Brasileiro. A avaliação interna é de que ajustes pontuais e estratégicos serão fundamentais para ampliar a qualidade do grupo e aumentar a capacidade de disputa nas rodadas restantes da competição.
Após um início de campanha abaixo das expectativas, o Cuiabá conseguiu recuperar parte da confiança com a vitória sobre o CRB. O resultado permitiu que a equipe alcançasse a marca de 13 pontos, reduzindo a pressão sobre o elenco e abrindo perspectivas mais favoráveis para a sequência do campeonato.

A diretoria entende que a melhora do desempenho esportivo será determinante não apenas para a posição do clube na tabela de classificação, mas também para o fortalecimento do vínculo com os torcedores. A expectativa é de que resultados positivos dentro de campo contribuam para aumentar a presença do público nas arquibancadas da Arena Pantanal.
Durante a entrevista, Cristiano Dresch mencionou um estudo desenvolvido pelo Athletico Paranaense que analisou os fatores responsáveis pelo crescimento e pela fidelização das torcidas. De acordo com o dirigente, o levantamento apontou que o desempenho esportivo é o principal elemento capaz de impulsionar o engajamento dos torcedores com seus respectivos clubes.
Com base nessa análise, o presidente defendeu que o caminho para reconquistar o público passa prioritariamente pela obtenção de vitórias e pela construção de uma campanha consistente. Para a direção Auriverde, a confiança do torcedor é consequência direta da competitividade demonstrada pela equipe ao longo da temporada.
Paralelamente ao trabalho de fortalecimento do elenco profissional, o Cuiabá mantém investimentos em iniciativas voltadas ao desenvolvimento social e esportivo. Nesta semana, o clube anunciou a ampliação do projeto “Bom de Bola, Bom de Escola”, que passará a atender cerca de 600 crianças e adolescentes da capital mato-grossense por meio de atividades esportivas gratuitas.
Enquanto busca consolidar sua recuperação na Série B e avança nas negociações por reforços, o Dourado já concentra atenções em seu próximo compromisso. A equipe enfrentará a Ponte Preta na próxima terça-feira, em Campinas, em confronto considerado importante para a manutenção da reação e para a aproximação das primeiras posições da tabela de classificação.
ESPORTES
Brasil vence Egito no último amistoso antes do Mundial
Jogando para um público de mais de 64 mil torcedores, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira, no Huntington Bank Field, em Cleveland, e em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos; a Seleção Brasileira de Futebol derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), com gols de Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a Seleção do Egito.
Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa do Mundo, contra o Haiti.
Na sua sétima vitória sobre os egípcios, em sete confrontos, a Seleção Brasileira utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.
O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.

O gol deu a impressão de que a Seleção Brasileira não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.
A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.
A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.
No intervalo, a Seleção Brasileira promoveu várias alterações, assim como Carlo Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.
Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.

Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.
Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.
Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.
BRASIL 2 x 1 EGITO
Competição: amistoso
Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)
Renda: não divulgada.
Público: 64.311 espectadores
Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).
Cartão amarelo: Marquinhos e Hany
Árbitro: Adonai Escobedo (México).
Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México).
VAR: Carlo Rivero (México)
BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).
Treinador: Carlo Ancelotti
EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’).
Treinador: Hossam Hassan.
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