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Riva desmente delação premiada e diz que nunca incriminou Blairo Maggi, e senador já avalia se vale a pena disputar a reeleição ao Senado em 2018

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O ex-deputado e ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Geraldo Riva, desmentiu uma notícia publicada no domingo no jornal paulistano o Estado de São Paulo de que teria fechado acordo de delação premiada e que teria acusado o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), senador Blairo Maggi do Partido Progressista (PP) de  ter autorizado o pagamento de R$ 260 milhões em precatórios para a construtora Andrade Gutierrez a fim de abastecer um sistema financeiro que tinha por objetivo comprar apoio de parlamentares.

Através de sua assessoria jurídica, Riva enfatizou que não fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele ainda esclareceu que ao contrário do divulgou a matéria do Estadão nunca prestou depoimento com as informações mencionadas na reportagem, diz a curta nota.

A matéria foi publicada pelo jornal Estadão. Segundo a reportagem, o dinheiro abasteceu uma conta-corrente usada para pagar deputados estaduais e integrantes da base em troca de apoio ao governo.

Segundo a reportagem o pagamento dos precatórios seria apenas parte de uma manobra financeira para comprar a adesão dos deputados à base. Esse sistema financeiro paralelo seria operado pelo empresário Valdir Piran. Conforme a matéria, Riva relatou um encontro do qual participaram Maggi, o então secretário da Fazenda de Mato Grosso Éder Moraes e o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), sucessor do Ministro da Agricultura no Executivo mato-grossense. Teria sido nessa reunião o acerto do esquema do precatório.

O ministro ao tomar conhecimento da reportagem assegurou que todos os pagamentos de precatórios seguiram o rito legal: 

Os cálculos, segundo a nota, eram feitos pela Procuradoria-Geral do Estado e conferidos pela Auditoria-Geral do Estado (AGE). Segundo Blairo, “jamais houve favorecimento a empresas ou pessoas físicas” nas liberações de precatório.

Blairo Maggi já avalia se vale a pena disputar a reeleição ao Senado em 2018

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Apontado como um dos mais atuantes ministros da combalida administração Michel Temer (PMDB), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, senador Blairo Maggi (PP) se mostra propenso a abandonar a carreira política ao final de seu mandato dia 31 de dezembro de 2018. Vem-se se destacando em sua função como ministro percorrendo o mundo para mostrar que o setor agropecuário é a mola mestra do país e enfrentando com muita determinação as denúncias provenientes da “Operação Carne Fraca”, Maggi enfrenta problema em Mato Grosso, que vem lhe deixando desanimado.

A “Operação Carne Fraca”, foi desencadeada no mês de março pela Policia Federal, como a maior investigação de sua historia. Tratando-se de uma investigação de corrupção de fiscais agropecuários que atuavam em frigoríficos de alguns estados e acabou atingindo empresas de grande porte como a JBS e BRF.

No final da semana ele teve seu nome envolvido em uma denuncia de escândalo envolvendo o ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-deputado José Riva que o teria acusado de pagar precatórios para uma grande construtora e repassar os recursos para parlamentares de sua base governamental, conseguindo assim aprovar o que quisesse. 

Nesta segunda-feira o próprio ex-deputado José Geraldo Riva desmentiu que tenha dado qualquer informação em delação ou ao jornal o Estado de São Paulo, que publicou a matéria. O ex-parlamentar ainda firmou que o ex-governador Blairo Maggi não teve envolvido me escândalos.

Mesmo assim, desanimado com os constantes anúncios de envolvimento em escândalos, o ministro já teria confidenciado à cúpula do PP e a amigos que estaria propenso a abandonar a política para se dedicar de forma exclusiva a seus negócios particulares.

Está totalmente indefinido. Eu não sei nem se vou disputar essas eleições na frente. É uma coisa que a gente tem que avaliar com cuidado”, disse Maggi.

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Eu entrei na política pra ficar quatro anos, fiquei oito. Depois, era pra sair e fiquei mais oito no Senado. Eu gosto do que faço, mas também tenho outras coisas pra fazer. E não é uma vida fácil”.

Segundo o ministro, a responsabilidade sobre assuntos que afetam a sociedade acabaram o afastando do convívio familiar.

Uma vez que você conquista um cargo desse, tem que dar à sociedade aquilo que ela acreditou em você e isso tira muito da sua vida pessoal, te afasta muito da família do convívio do dia a dia. Nós, eu e os outros parlamentares, temos uma vida de cigano, nós não temos nem turma aqui em Cuiabá, nem no nosso município, não temos turma lá [em Brasília]. O tempo inteiro viajando pra cima e pra baixo, isso também tem um limite. Tem um limite e eu vou avaliar isso com muita tranquilidade lá na frente”, disse em tom de desabafo.

O ministro e ex-governador de Mato Grosso afirmou que, mesmo que não dispute a eleição no ano que vem, irá participar do pleito de alguma forma. “Claro que mesmo não disputando, participar a gente sempre participa. Somos entes políticos e podemos ajudar nas conversações”, ponderou.

Eu não defendo nada. O PP aqui tem uma posição de neutralidade em relação ao governo, apoia aquilo que tem que apoiar, trabalha pra que o Estado ganhe um rumo, que possa diminuir as suas dificuldades. O PP não tem uma posição definida e deve discutir isso no futuro”, resumiu. 

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Polícia Militar define finalistas para o topo da carreira institucional

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A disputa por uma vaga de coronel é o ponto culminante da carreira dos oficiais militares e das forças de segurança públicas (como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros). O posto de coronel representa o último degrau e o topo da hierarquia dessas instituições, o que torna essa concorrência extremamente acirrada e de importância estratégica.

O coronel deixa as funções operacionais de campo para assumir o planejamento estratégico, comandando batalhões inteiros, diretorias ou grandes comandos regionais. Os coronéis interagem diretamente com o alto escalão do governo estadual ou federal (como Secretários de Segurança e Governadores), participando da formulação de políticas públicas de segurança. É desse grupo restrito que sai o Comandante-Geral da instituição, o cargo máximo de liderança.

Diferente das promoções iniciais, que consideram bastante o tempo de serviço (antiguidade), a vaga para coronel costuma basear-se fortemente no critério de merecimento. Isso envolve avaliações de desempenho rigorosas, histórico limpo e cursos de aperfeiçoamento. O número de vagas para coronel é altamente limitado por Lei. Conforme a pirâmide militar se estreita, centenas de tenentes-coronéis competem por pouquíssimas cadeiras vazias.

Cinco vagas para o posto de coronel

A Comissão de Promoção de Oficiais (CPO) da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso (PMMT) definiu, no cenário institucional do estado, a lista dos quinze tenentes-coronéis que disputam as cinco vagas para o posto de coronel.

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O ato administrativo ocorreu no âmbito das avaliações internas da corporação e busca preencher as vagas do posto mais elevado da hierarquia policial militar mato-grossense.

A deliberação oficial abrange todo o Estado de Mato Grosso, reunindo oficiais com atuação estratégica tanto na capital, Cuiabá, quanto em importantes municípios do interior.

As promoções respondem à necessidade contínua de renovação do alto comando militar, garantindo a continuidade do planejamento e da execução das diretrizes de segurança pública.

O processo seletivo foi conduzido de forma criteriosa pela própria comissão especializada da corporação, mediante a análise minuciosa de méritos, histórico funcional e pontuações acumuladas.

A relação reúne oficiais que atuam em unidades da Capital e do interior do Estado. As notas atribuídas pela comissão variam de 5,34 a 4,87.

A maior nota da lista é do tenente-coronel Adão César Rodrigues Silva, comandante regional de Cáceres, com 5,34. Na sequência aparecem, tenente-coronel Paulo Jailson Secchi de Ávila, que atua em Nova Mutum aparece com nota 5,337; Murilo Franco de Miranda, de Tangará da Serra, com 5,327; Fábio Alves Ribeiro, comandante da Rotam, com 5,32; e Oswaldo Marins Rabelo, de Alta Floresta, com 5,29.

Completam a relação Cleiton de Moura Viana, Breno Chaves Nogueira, Nagila de Moura Brandão, Fábio Mota de Souza, Victor Lúcio do Prado, Adonival Coelho de Souza Junior, Bruno Marcel Souza Tocantins, Gyancarlos Paglyneari Cabelho, Jussara Cristina Novacki e Marcelo Moraes de Souza.

Entre os quinze selecionados, destacam-se duas oficiais mulheres: as tenentes-coronéis Nagila de Moura Brandão, do 9º Batalhão, e Jussara Cristina Novacki, integrante da Diretoria de Defesa da Mulher.

O governador Otaviano Pivetta confirmou expressamente que, entre as cinco vagas disponíveis para a promoção, ao menos uma será destinada ao preenchimento por uma mulher.

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A decisão final caberá ao chefe do Executivo Estadual, que receberá uma lista tríplice indicativa para cada vaga e anunciará os novos coronéis no prazo estimado de cinco dias.

Após a oficialização do ato administrativo, os cinco oficiais escolhidos tomarão posse na mais alta patente, assumindo responsabilidades estratégicas na condução da segurança do Estado de Mato Grosso.

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