PROIBIDA VENDA DE FOGOS COM RUÍDOS SONOROS
Réveillon 2023 colorido, mas menos barulhento em MT
Toda virada de ano a história se repete: cães e gatos fogem ou se colocam em situações de risco pelo medo que sentem do barulho provocado pela queima de fogos no Réveillon. Em meio às celebrações festivas, muitos tutores enfrentam o desafio de minimizar o impacto do barulho ensurdecedor em seus pets. Os fogos de artifício são uma tradição comum nas celebrações de fim de ano. No entanto, o intenso barulho pode ser extremamente prejudicial para os cachorros. O ruído estrondoso pode causar um nível significativo de estresse e ansiedade nos animais de estimação.
O estrondo dos fogos, particularmente, pode ser absolutamente ensurdecedor e assustador para eles. Esta experiência pode ser comparada a um estrondo repentino e desconhecido que nos pegasse de surpresa no meio da noite. A diferença é que, enquanto nós podemos racionalizar e entender a origem do barulho, os animais não têm essa capacidade. Eles apenas sentem o medo intenso, a ansiedade e a confusão, sem compreender o que desencadeou tais emoções.
Além disso, os fogos de artifício produzem estalos, estouros e ruídos imprevisíveis, o que pode assustar e confundir os cachorros, levando-os a um estado de pânico.

DICAS DE COMO PROTEGER O PET DE BARULHOS
Criar um ambiente seguro:
– Mantenha os animais em um local seguro e familiar, como um cômodo interno da casa, durante as queimas de fogos;
– Feche portas e janelas para reduzir o som exterior;
– Considere o uso de cortinas ou persianas para diminuir as luzes intensas e os clarões que podem assustar os animais;
Lei 12.155 em vigor em MT
No Estado de Mato Grosso está proibida a comercialização e soltura de fogos de artifício com estampido, barulho. A normativa consta da Lei Nº 12.155/2023, do deputado estadual Wilson Santos (PSD), promulgada pelo presidente de Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), deputado estadual José Eduardo Botelho (UB).
“Fica proibida a comercialização, armazenamento, transporte, manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de artifício de estampido e de qualquer artefato pirotécnico de efeito sonoro ruidoso no estado de Mato Grosso. […] Incluindo recintos fechados e ambientes abertos em áreas públicas ou locais privados”, diz o art 1°.
Vale ressaltar que os “fogos de vista”, aqueles de efeito apenas visual, continuam liberados.
Com isso, o Réveillon de 2023 deve ser menos barulhento que os anteriores em Mato Grosso. Apenas fogos de vista, aqueles que produzem efeitos visuais “sem barulho”, continuam permitidos em todo o estado.

A legislação é de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD) e visa proteger animais de estimação que sofrem com o barulho provocado pelos fogos. Tem apoio direto do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso (CRMV-MT).
A diretora do CRMV-MT, Andreia Yamanaka, enfatiza que a Lei “não só atende às necessidades dos animais, mas também promove uma conscientização mais ampla sobre a importância de práticas responsáveis durante as celebrações“.
“Acreditamos que trará benefícios não apenas para os animais, mas para toda a comunidade, promovendo uma convivência mais harmoniosa durante os eventos festivos“, disse.
“Esperamos que a regulamentação em Mato Grosso sirva como exemplo para outras regiões, incentivando práticas que considerem o bem-estar animal durante celebrações e eventos“, completou.
Quem infringir a lei estará sujeito a multa.
“O descumprimento ao disposto nesta Lei acarretará ao infrator a imposição de multa fixada entre 200 (duzentos) a 3.000 (três mil) Unidades Padrão Fiscal do Estado de Mato Grosso (UPF/MT), valor que será dobrado na primeira reincidência e quadruplicado a partir da segunda; entendendo-se como reincidência o cometimento da mesma infração num período inferior a 30 (trinta) dias“.
A fiscalização do cumprimento desta Lei e a imposição de multas ficarão sob a responsabilidade dos órgãos competentes da Administração Pública Estadual.
“Todos sabemos o quanto estes fogos fazem mal aos PETs que ficam assustados e sofrem até danos à saúde com este barulho. O céu iluminado é um espetáculo ímpar e não precisa de barulho para ser mais majestoso. Os animaizinhos também merecem nosso respeito“, disse o deputado.
“Vale ressaltar que a lei também protege os seres humanos. Idosos, autistas e pessoas sensíveis ao barulho têm o direito de curtir um réveillon mais calmo e bonito“, completou.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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