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Politica mato-grossense em 2017 promete muitas emoções e com a reestreia da minissérie “intrigas”

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Todo mundo espera alguma coisa de um ano novo, principalmente quando o ano anterior foi como 2016, um lacre só! A politica mato-grossense em 2017 vem com grandes acontecimentos que prometem agitar o ano inteiro. Quer rir, chorar, se emocionar, torcer se divertir e se encher de esperança? Então acompanhem no Blog do Valdemir os capítulos das minisséries e novelas que prometem surpreender os internautas, no decorrer do ano.

Nesta semana aconteceu a reestreia da minissérie "intrigas", entre o jornalista Kleber Lima, que atualmente coordena o Gabinete de Comunicação (Gcom) do Governo do Estado e o famoso e sempre polemico partido do PMDB de Mato Grosso. Esta minissérie que teve inicio no mês de agosto de 2016, e promete muita adrenalina e fortes emoções no decorrer deste primeiro semestre. 

A minissérie não estava programada para começar nesta primeira semana do ano, mas devido as acusações do deputado federal e presidente do Diretório Regional do Partido do PMDB, o cacique Carlos Bezerra disse que estão tentando engavetar o suposto "caixa 2" da campanha do governador Pedro Taques (PSDB) na eleição de 2014, Bezerra também levantou suspeitas sobre a soltura do empresário Alan Malouf, sócio do Buffet Leila Malouf, preso na fase da Operação Rêmora, e segundo o peemedebista, estariam tentando arquivar todo o caso, já que o depoimento do empresário teria citado nomes e teria afirmado na Justiça que ajudou no pagamento das dividas de campanha de Pedro Taques de 2014,….foi o estopim para que o staff do Governo se revoltar e colocar a minissérie na grade de programação.

O jornalista Kleber Lima que responde pelo Gabinete de Comunicação do Estado, saiu em defesa do governador Pedro Taques, alfinetando Bezerra, …."a resposta para o deputado Carlos Bezerra é simples, ele deve ter razão porque de corrupção o PMDB entende bastante. Não é à toa que metade do Governo do PMDB está na cadeia por crime de corrupção. Só que o deputado Bezerra se equivoca quando nos confunde com as práticas do Governo do PMDB”, alfinetou Kleber Lima.

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Segundo o secretário do governo Taques, as críticas do parlamentar peemedebista com certeza tem motivação política, já que o PMDB é oposição e que nas eleições de 2018 lançara um candidato ao Paiaguás, "com certeza é uma estratégia política. Há políticos que só vivem em função de eleições. Nós, no momento, temos como prioridade governar Mato Grosso e corresponder às expectativas da sociedade”. Completou o secretario.

O Governo do Estado se manifestou em relação ao depoimento prestado pelo empresário Alan Malouf e classificou as afirmações como “fantasiosas”. Segundo o Executivo, as movimentações financeiras da campanha de 2014 encontram-se devidamente registradas na prestação de contas do PDT, partido pelo qual Pedro Taques disputou aquelas eleições, inclusive as despesas ainda não pagas sendo que a prestação de contas da campanha foi aprovada sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.

Presidente municipal de Cuiabá rebate críticas 

O presidente do PMDB de Cuiabá, Clóvis Cardoso, acabou também entrando na minissérie, e rebateu as críticas desferidas pelo jornalista Kleber Lima, dizendo que quando o secretário ataca o PMDB, está atacando o partido do Presidente da República Michel Temer a quem o governador Pedro Taques sempre recorre, "quando Taques quis chegar no Temer ele dizia que partido não corrompe, quem corrompe são as pessoas, então o secretário está fora da linha do que o governador, o seu chefe, fala e prega”, disse.

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Cardoso afirmou que as declarações de Kleber foram “raivosas” e prometeu acioná-lo judicialmente, "as ofensas gratuitas e raivosas, feitas no atacado, ferindo a honra de cada militante e cada membro desta agremiação, registramos que as medidas judiciais cabíveis serão tomadas”, finalizou.

                                     A história

Esta minissérie teve seu inicio na campanha eleitoral de 2016, quando o jornalista era o marqueteiro do então candidato a prefeito de Cuiabá, deputado estadual Wilson Santos (PSDB). No "calor" da campanha, Kleber Lima disse que a coligação “Dante de Oliveira” foi criada com objetivo de impedir que “uma quadrilha” assuma o comando da Capital. 

Kleber Lima ainda disse que, os membros do PMDB, que tem como prefeito o deputado Emanuel Pinheiro (PMDB), estão "constantemente nas páginas policiais" e ocupam diversas celas do Centro de Ressocialização da Capital (CCC), citando a Operação Sorrelfa, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que cumpriu busca e apreensão na casa do prefeito de Sinop, Juarez Costa (PMDB).

Já o presidente do diretório municipal do PMDB em Cuiabá, Clóvis Cardoso, rebateu dizendo que o marqueteiro da campanha de Wilson Santosdesrespeitou” a sigla e a inteligência dos eleitores, ao proferir "ofensas" contra peemedebistas. 

Com isso, fortes emoções ainda estão por vir durante o ano de 2017 na nova minissérie “intrigas” entre os atores políticos do Estado….vamos esperar pra ver e ouvir os próximos capitulos.

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Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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