GARANTIA DE CONFORTO
Programa Aconchego entrega cobertores a entidades de Cuiabá e VG
O “Programa Aconchego”, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setacs), vai distribuir cobertores a cerca de 120 mil famílias de baixa renda nos 141 municípios mato-grossenses.
Em sua primeira edição, em 2019, o “Programa Aconchego” beneficiou cerca de 100 mil pessoas em todo Estado. Já em 2020, a meta foi dobrada, em razão da pandemia do novo Coronavírus, que impactou no aumento de pessoas em situação de vulnerabilidade. E por isso foram entregues 200 mil cobertores, garantindo conforto para a população mato-grossense nos períodos de frio.
Neste ano, foram adquiridos 200 mil cobertores. Desses, 160 mil serão distribuídos neste período, sendo 80 mil para as Secretarias Municipais de Assistência Social do interior do Estado. O restante será entregue para diversas entidades filantrópicas, igrejas, população quilombola e comunidades indígenas.

Nessa sexta-feira (25) a Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc) realizou a entrega de mais de 700 cobertores do “Programa Aconchego”, para as entidades de Cuiabá e Várzea Grande.
A primeira do dia foi para o Grupo VG + Ação, no bairro Água Vermelha, em Várzea Grande, que recebeu 250 cobertores. A voluntária da entidade, Loecy Cintra, relata que a ação irá ajudar muitas famílias, principalmente em tempos de pandemia com tantas pessoas desempregadas.
Para Elisângela Barretos, vice-presidente do bairro Parque Del Rei, que também foi contemplado com o “Programa Aconchego”, as famílias precisam deste acolhimento e ajuda dos órgãos públicos.
“Há muitas pessoas passando dificuldades neste período que estamos vivendo e não têm condições de comprar um cobertor. Por isso, eu quero agradecer a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, por estar proporcionando às famílias cobertores nessa época que está chegando o frio. As famílias estão muito felizes com esta entrega e que Deus abençoe todos”, diz.
O Instituto Nefrológico de Mato Grosso (INEMAT), clínica nefrológica especializada em terapia renal substitutiva recebeu 192 cobertores para doação aos pacientes. A responsável técnica da unidade, Simone Paula de Melo, agradece a iniciativa da primeira-dama, Virginia Mendes, com esse programa que auxilia tantas pessoas de Mato Grosso. Ela ainda ressalta que não é só no frio que o programa tem a importância, mas principalmente no tratamento dos pacientes.
“Para nós é muito importante no tratamento de hemodiálise. Na sala em que ficam os pacientes, por causa do ar-condicionado fica muito frio. Então, isso é muito importante mesmo. A gente agradece do fundo do coração. Muito obrigada em nome de todos os pacientes e da diretoria do INEMAT”.
Outra entidade contemplada foi a Associação Mato-grossense de Deficientes (AMDE), localizada no bairro CPA II, em Cuiabá com 200 cobertores. Segundo a Rosilene Garcia de Souza, presidente da AMDE, a ação é de uma iniciativa ímpar e agradece pelo trabalho da Setasc e dedicação da primeira-dama do Estado com o “Programa Aconchego“.
O Hospital do Câncer e a Cruz Vermelha também foram beneficiados com o programa, recebendo o total de 2,1 mil cobertas.
Destaques
Cidades assumem encargos da União e dos Estados diante da “asfixia fiscal” do Pacto Federativo
O crescimento de 66% nos gastos dos municípios brasileiros com segurança pública, na última década, consolidou uma transformação estrutural no financiamento da ordem urbana. A elevação orçamentária transferiu às administrações locais encargos financeiros tradicionalmente atribuídos às esferas federal e estadual, subvertendo a lógica de investimentos públicos no país.
Impacto nas Finanças Públicas: É associado à estagnação econômica, visto que altos encargos impedem o crescimento salarial real e sobrecarregam a classe média. Em esferas municipais, a falta de repasses justos de impostos (como o ICMS) também é tratada como uma forma de estrangulamento financeiro das gestões locais.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM), sob a liderança de Paulo Ziulkoski, mapeou essa mutação fiscal por meio de um robusto estudo técnico. O diagnóstico aponta que os prefeitos e as guardas municipais converteram-se nos principais executores de uma política de contenção da violência que deveria contar com amparo dos governos estaduais e federais.
O levantamento abrange o interregno entre os anos de 2016 e 2025, período no qual o dispêndio das prefeituras saltou de R$ 7,5 bilhões para R$ 12,4 bilhões anuais. Essa evolução cronológica, que adicionou R$ 5 bilhões à fatia municipal, coincide com o agravamento das crises macroeconômicas brasileiras e com a necessidade de respostas imediatas nas cidades.
Este panorama nacional, que afeta a capilaridade de todo o território brasileiro, ganhará os holofotes do debate político institucional em Brasília durante a XXVII Marcha em Defesa dos Municípios. O evento congregará governantes locais e pré-candidatos à Presidência da República para discutir as graves assimetrias no direcionamento das verbas federais.

A materialização desse fenômeno ocorreu por meio do fortalecimento das guardas municipais, do investimento em videomonitoramento e da atuação em desastres ambientais. Dados do IBGE indicam que 1.322 municipalidades instituíram corporações próprias, registrando uma expansão de 33% na estrutura operacional, impulsionada pela necessidade de proteção ao cidadão.
As razões dessa escalada residem no enfraquecimento crônico da efetividade das diretrizes de segurança da União e dos Estados, vácuo preenchido compulsoriamente pelos prefeitos. Por estarem em contato direto com as demandas do tecido social, os governos locais absorvem pressões comunitárias e assumem papéis que extrapolam suas competências constitucionais.
A intensidade financeira da distorção revela que a alta orçamentária das prefeituras superou em quatro vezes e meia o avanço da União (12%) e triplicou o índice dos Estados (25%). Do montante de R$ 170 bilhões aplicados no setor em 2025, os municípios arcaram com R$ 12,4 bilhões, enquanto a União executou R$ 14,7 bilhões e os Estados, R$ 143,3 bilhões.
Os recursos injetados visam garantir a preservação do patrimônio e salvaguardar a integridade civil por meio de frentes específicas de atuação preventiva. O policiamento comunitário liderou os aportes com um acréscimo de R$ 2,4 bilhões, ao passo que as ações de defesa civil receberam incremento de R$ 400 milhões para mitigar o impacto de catástrofes climáticas.
A consequência imediata dessa reconfiguração manifesta-se na severa sobrecarga das finanças locais e no desequilíbrio fiscal do pacto federativo, exaurindo receitas preciosas. O esgotamento do caixa compromete a capacidade de investimento próprio das prefeituras em áreas sociais essenciais, uma vez que os municípios financiam estruturas sem a devida contrapartida.
Para o futuro imediato, o cenário gera alerta institucional face à tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, medida que oficializa as polícias municipais. A matéria causa profunda apreensão por não estipular fontes permanentes de financiamento para as prefeituras, o que exige articulação parlamentar urgente para evitar o colapso fiscal.
Relatório do Estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Clique aqui.
-
Política6 dias atrásA consolidação da “Aliança PL/MDB” no comando do PRD em Mato Grosso
-
Destaques7 dias atrásMST ocupa sede do Incra em Mato Grosso
-
Política6 dias atrásPaula Calil e o desafio da reeleição sob impasse regimental
-
Política6 dias atrásA consolidação da “Nova Mesa Diretora” em Várzea Grande
-
Política5 dias atrásDisputa pela presidência do Legislativo cuiabano mobiliza alianças e reformas regimentais
-
Política7 dias atrásJustiça suspende eleição na Câmara Municipal de Várzea Grande
-
Artigos6 dias atrásCPMI DO BANCO MASTER JÁ!
-
Política6 dias atrásTRE/MT rejeita cassação de Moretti e reforça limites da Justiça Eleitoral em Casos de Fake News




