RESPEITO AOS USUÁRIOS
“Precisamos adotar planejamentos integrados para as demandas do transporte coletivo”
Atrasos, superlotação, falta de veículos, espera sem conforto e risco de violência ou assédio. Esta é a rotina diária de quem depende do transporte público para ir trabalhar, estudar ou se divertir dentro da cidade.
Estimativas apontam que cerca de 65% da população brasileira usa o ônibus, trem ou metrô como principal meio de transporte. De acordo com dados da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), 28% das viagens e deslocamentos dos usuários são feitos diariamente pelo transporte coletivo, sendo que o ônibus responde por 85,7% desse total, em sistemas que atendem hoje a 2.910 municípios.
Os problemas podem variar de acordo com a cultura e a realidade urbana de cada região, mas as queixas mais comuns se referem principalmente à pouca estrutura de atendimento, impontualidade, superlotação e insegurança. O debate sobre transporte público envolve ainda a questão dos preços das passagens e do custo para manter o serviço, reclamado pelas empresas do setor.
Para resolver o gargalo do transporte publico, o Governo do Estado de Mato Grosso e a Prefeitura Municipal de Várzea Grande vão construir soluções para melhorar o Transporte Coletivo Intermunicipal que atua nas duas maiores cidade do Estado enquanto não estão executadas e funcionando as obras do sistema de transporte de massa a ser implantado, o Bus Rapid Transit (BRT), que está substituindo as obras paralisadas desde 2014 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que se encontra judicializado.
O governador Mauro Mendes Ferreira do União Brasil (UB), e o Prefeito da Cidade Industrial, Kalil Sarat Baracat de Arruda (MDB), acompanhados pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT), José Eduardo Botelho (UB), e pelos senadores, Jayme Veríssimo de Campos e Fábio Paulino Garcia, definiriam a composição de uma equipe técnica de ambas as partes para apresentar de forma emergencial, propostas que atendam a demanda de mais de 350 mil pessoas que se utilizam diariamente do Transporte Coletivo em Cuiabá e em Várzea Grande.
Também discutiram uma série de investimentos em mobilidade urbana para tornar o trânsito de Várzea Grande mais eficiente, menos poluente, menos violento, mais econômico e que atenda as demandas de ambas as cidades que estão entre as que mais cresce no Brasil.
“É urgente que tomemos providências para atender as demandas e vencer as reclamações que não são poucas e que indiretamente também afetam o Governo do Estado porque compete a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso- AGER/MT a administração do Sistema Intermunicipal de Transportes”, disse Kalil Baracat.
O governador Mauro Mendes lembrou que deseja nos próximos dias iniciar as obras do BRT que deverão começar por Várzea Grande e ser ampliadas em relação ao trajeto original do VLT, atendendo mais bairros e regiões e promovendo um maior e melhor atendimento a população que paga pelos serviços que são concessionados.
Essas obras são fundamentais para ambas as cidades, pois segundo o IBGE de 2020, tanto em Cuiabá como em Várzea Grande existem 631.810 veículos automotores que contemplam uma população residente da ordem de 914.097, fora aquela sazonal que vem de outras cidades de Mato Grosso ou de outras partes do Brasil.
Tanto Mauro Mendes como Kalil Baracat e o deputado Eduardo Botelho e os senadores Jayme Campos e Fábio Garcia, concordaram em preparar uma série de medidas para melhorar o transporte entre as duas principais cidades de Mato Grosso, que deve partir principalmente da oferta de mais veículos com menor tempo de intermitência, ou seja, nos horários de pico os ônibus descem de Várzea Grande para Cuiabá e vice-versa a cada cinco minutos e conforme o pico vai passando este horário se amplia para cada 8 minutos e depois de 10 em 10 minutos, tanto para ir como para vir.

Segundo estudos técnicos, a redução na intermitência das viagens solucionaria de forma imediata e razoável o problema de cerca de 350 mil pessoas que diariamente utilizam o sistema de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande, até que o BRT, que exigirá uma nova modelagem no funcionamento do transporte coletivo em Cuiabá e Várzea Grande esteja pronto e funcionando.
“Nós queremos um sistema que funcione e atenda aos usuários, pois eles pagam pelo serviço prestado”, declarou o Prefeito de Várzea Grande que defendeu um entendimento entre os entes públicos envolvidos, pois o interesse da população que precisa do benefício é o mais importante a ser superado.
Kalil Baracat lembrou que estudos técnicos de engenharia de tráfego, apontam que um sistema eficiente e que atenda a demanda, necessita de logística e nem sempre de mais veículos ou novas empresas.
“Sabemos e compreendemos que é necessário construir novas soluções para fazer o enfrentamento deste problema e estando concretizada essa possibilidade não nos furtaremos a adotar as medidas necessárias pelo bem de ambas as cidades e de sua população”, frisou Kalil Baracat.
Destaques
Seca e focos de queimadas elevam a migração de animais peçonhentos para residências urbanas em Várzea Grande
A mudança desordenada do ambiente e o uso indiscriminado de venenos podem favorecer a proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, aranhas e cobras. Quando o ambiente natural é alterado, esses animais perdem seus abrigos e passam a buscar refúgio em áreas urbanas, residências e quintais. O uso de venenos sem orientação técnica elimina predadores naturais e presas, como insetos, desequilibrando o ecossistema.
Esse desequilíbrio faz com que os animais peçonhentos se espalhem com mais facilidade e apareçam com maior frequência. A melhor forma de prevenção é o controle ambiental: limpeza, eliminação de entulhos, manejo correto do lixo e orientação adequada da população.
As condições climáticas adversas observadas no município de Várzea Grande, caracterizadas pelo período de estiagem severa e pelo aumento dos focos de queimadas, estão forçando espécies peçonhentas, como escorpiões, aranhas, serpentes, abelhas e lacraias, a migrarem de seus habitats naturais rumo a perímetros urbanizados em busca de abrigo, água e alimento.
Os moradores de todas as regiões da cidade, com especial atenção aos residentes de bairros periféricos e de áreas próximas a terrenos baldios ou com acúmulo de entulhos, encontram-se expostos a essa aproximação sinantrópica, que exige maior rigor nas medidas preventivas cotidianas dentro e fora das habitações.
O fenômeno atinge sua cúpula epidemiológica no período de estiagem de 2026, com dados coletados entre janeiro e agosto demonstrando a ocorrência sistemática de acidentes, sob a liderança dos escorpiões, que computaram 60 notificações no município durante os primeiros oito meses deste exercício.
A migração massiva fundamenta-se na destruição e degradação dos ecossistemas nativos pelo fogo, somadas às temperaturas extremas, dinâmica que compele os espécimes a buscarem ambientes sombreados, úmidos e com oferta abundante de presas, como as baratas urbanas.

Para conter a proliferação e o ingresso desses animais, o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG) recomenda a aplicação rigorosa da “técnica dos quatro As” (eliminação de abrigo, acesso, alimento e água), aliada à vedação de ralos, eliminação de entulhos e manutenção de quintais limpos.
Embora os registros ocorram em todo o território municipal, a Região 1 desponta como o epicentro das notificações, englobando localidades densamente povoadas como Grande Cristo Rei, Parque do Lago, Uniparque, Santa Clara, Aurília Curvo, Manga e trechos do Ponte Nova.
Diante do surgimento recorrente de espécimes, o CCZ-VG disponibiliza vistorias técnicas e orientações preventivas por meio do canal oficial de atendimento via WhatsApp, no número (65) 98476-5719, desaconselhando terminantemente o uso indiscriminado de pesticidas químicos.
Em eventuais casos de picadas ou ferimentos, o munícipe deve dirigir-se imediatamente ao Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, Unidade de Saúde dotada de estrutura técnica e insumos específicos, incluindo soros antiveneno para avaliação médica criteriosa.
A preocupação das autoridades de saúde justifica-se pela elevada vulnerabilidade de crianças e idosos, grupos nos quais a toxicidade dos venenos pode acarretar complicações clínicas graves, independentemente do porte ou da coloração do animal envolvido na ocorrência.
Atuam na linha de frente desse trabalho de conscientização e monitoramento os biólogos e técnicos do Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande (CCZ-VG), a exemplo da especialista Thayse Oliveira, que mapeiam a presença de espécies de relevância médica nacional, como o Tityus serrulatus e o Tityus bahiensis, para orientar a população local.

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