Destaques
A CAB, os políticos e 2016
É curioso como alguns políticos cuiabanos têm orquestrado ataques à CAB Cuiabá. Concessionária de Serviços Públicos de Àgua e Esgoto e há que se destacar que deve seguir sendo, sim, fiscalizada, a CAB tem sido o pivô de discursos pra lá de inflamados. Porém, intriga a muito eleitor-espectador o seguinte fato: porque nos mesmos discursos não é citado o retrato de caos, fantasmas e sucateamento que marcava a antiga Sanecap?
Os disparos contra a concessionária prometem se intensificar, à medida que 2016 e a sucessão municipal se aproximam. Enquanto isso começou a vigorar neste domingo (15) o reajuste tarifário de 8,99%. O percentual, conforme aponta a CAB Cuiabá, se refere à recomposição da inflação e os aumentos dos insumos como energia elétrica, que compõe grande parte dos custos de operação de saneamento, além de produtos químicos, mão de obra e materiais. O reajuste é realizado em período de pelo menos doze meses.
Em paralelo, tramita pedido de revisão extraordinária, já aprovada pela Amaes (que será substituída por uma nova agência de regulação, a Arsec, cujo projeto tramita na Câmara de Cuiabá) e que agora está no gabinete do prefeito Mauro Mendes (PSB) para apreciação. Cab(e) a ele, deferir ou não tal revisão. Diferente do reajuste, explicam juristas, é um mecanismo contratualmente convencionado, usual em contratos como os de energia, e tem o objetivo de manter o equilíbrio econômico financeiro em razão de evento que tenha causado o desequilíbrio.
Na prática, a revisão se dá em razão de imprevistos, excepcionalidades ou, ainda, quando os reajustes não são proporcionais ao aumento do custo de operação e não são repassados na mesma proporção ao consumidor.
"É de conhecimento público que a concessionária solicitou a Revisão Extraordinária em virtude de alteração unilateral na cláusula que trata de reajuste anual previsto no Contrato de Concessão, quando não foi permitida a aplicação do percentual previsto para o primeiro ano da Concessão (2012)", posiciona a CAB Cuiabá em nota enviada a veículos de comunicação. De acordo com a concessionária, já foram investidos até o presente momento R$ 370 milhões e instalados 240 quilômetros de novas tubulações.
Resta agora ficarmos de olho nos próximos ataques de políticos cuiabanos contra a Concessionaria CAB, e quantos vão aparecer lá pelas bandas da empresa quando se aproximarem as campanhas eleitorais.
Destaques
Mato Grosso é o Estado com maior número de pessoas resgatadas em situação de trabalho escravo
Em 2025, 606 trabalhadores(as) foram resgatados(as) no Estado de Mato Grosso em situação análoga à escravidão. É o maior número do país. Na categoria Conflitos por Terra, a região Norte de Mato Grosso é a que concentra o maior número de casos.
A Comissão Pastoral da Terra no estado de Mato Grosso (CPT-MT) lança, nesta terça-feira (19), o relatório “Conflitos no Campo Brasil 2025”, publicação anual da entidade que apresenta um panorama sobre a questão agrária no Brasil. O evento tem início às 19h (horário local), no auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá (MT).
No ano passado, o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino da CPT (Cedoc) registrou 63 conflitos no campo no Estado, que envolveram quase 54 mil pessoas. A maior parte dos casos está relacionada ao eixo de Conflitos por Terra, que somaram 53 ocorrências e atingiram 11.841 famílias. Lideram o ranking de principais impactados pelos conflitos as pessoas assentadas, posseiros e quilombolas.
Outro dado que chama atenção são as ações de pistolagem, com 200 registros ligados a ameaças, intimidações e atuação de grupos armados em áreas de conflito. Destaca-se ainda os casos de ameaça de despejos judiciais, são 4.701, um aumento de mais de 300% em relação ao ano anterior. Nesta categoria, a Pastoral registra as situações em que as famílias convivem com a possibilidade de despejo via Justiça.

A região Norte de Mato Grosso conta com 26 municípios envolvidos em conflitos, sendo a Campeã no Estado. O dado reflete um aumento de 36,8% em relação à 2024. No geral, o Estado contabiliza 48 municípios com conflitos no campo, dado que também cresceu, 14,3%, comparado à 2024.
Trabalho escravo
O ano de 2025 colocou o Mato Grosso na liderança nacional no número de pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão. Foram duas ocorrências deste tipo de crime, sendo que, em apenas um dos casos, 586 pessoas foram resgatadas. No total, as ações de fiscalização resultaram na libertação de 606 trabalhadores(as) submetidos(as) a condições degradantes, jornadas exaustivas e restrição de direitos básicos.
O principal caso, com 586 pessoas resgatadas, ocorreu no município de Porto Alegre do Norte (MT). Os(as) trabalhadores(as) foram encontrados(as) na construção de uma usina de etanol. O outro registro diz respeito ao resgate de 20 trabalhadores(as) do corte e empilhamento de madeira na Fazenda Eliane Raquel e Quinhão, em Nova Maringá (MT).

Conflitos pela Água
Os conflitos por água também seguem crescendo no estado. Em 2025, foram contabilizadas oito ocorrências, afetando diretamente 1.491 famílias. As disputas envolvem, principalmente, o acesso e uso de recursos hídricos em regiões impactadas pelo avanço agrícola, barramentos, contaminação das águas e restrição de acesso por comunidades tradicionais e pequenos produtores.
Brasil
No país, os dados de 2025 compilados pela Pastoral da Terra mostram uma redução de 28% nos registros de conflitos no campo em relação a 2024, com 1.593 ocorrências, diante das 2.207. Em comparação com os últimos dez anos, os números são maiores apenas que os de 2017 e 2018, quando foram registrados 1.531 e 1.570 conflitos, respectivamente. Mesmo com a diminuição nos registros gerais, a violência contra povos e comunidades tradicionais continua. O número de assassinatos no campo passou de 13 para 26 vítimas.
Também houve aumento dos casos de trabalho escravo rural, bem como no número de trabalhadores(as) resgatados(as). Para mais detalhes sobre os dados nacionais, acesse aqui.
Lançamento da publicação “Conflitos no Campo Brasil 2025” – dados sobre o Mato Grosso.
O evento ocorrerá às 19h (horário local), no Auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá (MT).
Mais informações: Cristiano Apolucena: +55 (65) 99673-4357 | Frei José Carlos: +55 (15) 98800-1729
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