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Hospital suspende atendimento pelo “MT Saúde”; Governo diz que vai honrar todos os compromissos

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O Grupo Santa Rosa composto pelo Hospital Santa Rosa, Santa Rosa Onco, Santa Rosa Lab, Santa Rosa Cor e Santa Rosa Imagem emitiu uma “Nota Oficial” nesta quinta-feira (29) informando que a partir da zero hora desta sexta-feira (30) está suspenso por tempo indeterminado o atendimento pelo Plano de Saúde "MT Saúde".

Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. A notificação informando a suspensão dos serviços foi devidamente protocolada no início da tarde desta quinta, junto à operadora.

Conforme explica a superintendente-executiva do Hospital Santa Rosa, Mara Nasrala, o plano de saúde vem fazendo o repasse mensal de forma inconstante e há um atraso real de quase 90 dias do repasse do mês de março último, o que inviabiliza a oferta de atendimento. "A interrupção dos serviços acontece em decorrência do acúmulo de atraso nos repasses financeiros à unidade hospitalar", disse.

SANTA ROSA COOP – Pelo mesmo motivo, a Cooperativa dos Médicos do Hospital Santa (Santa Rosa Coop) também anunciou a suspensão do atendimento pelo "MT Saúde" nos consultórios médicos. São mais de 170 médicos associados que deixam de atender pelo "MT Saúde" nesta quinta-feira.

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O presidente do Santa Rosa Coop, o pediatra Antônio Manoel Cardoso Fernandes, lamenta a decisão e diz entender que o usuário não tem responsabilidade pelos atrasos dos repasses do MT Saúde. "Sabemos que as mensalidades já são descontadas na folha de pagamento dessas pessoas, mas também não podemos prestar um serviço sem receber por ele. O MT Saúde tem que ser responsabilizado por essa situação".

O médico explica que a cooperativa também está tentando receber os repasses do mês de março. "Não estamos falando de um atraso de 45 ou 60 dias, mas sim de 90 dias".

Confira abaixo a nota emitida pelo Grupo Santa Rosa:

NOTA AO PÚBLICO

O Grupo Santa Rosa informa à população de Mato Grosso que a partir da zero hora desta sexta-feira (30 de junho) está suspenso por tempo indeterminado o atendimento pelo Plano de Saúde 'MT Saúde'. A interrupção dos serviços ocorre por consequência do atraso nos repasses financeiros à unidade hospitalar. Os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos.

Em respeito aos usuários e pacientes, o Grupo Santa Rosa lamenta profundamente a interrupção dos serviços e aguarda por seu reestabelecimento o mais breve possível. A unidade aproveita para reforçar sua dedicação na busca do melhor atendimento, sempre priorizando o bem estar de seus usuários.

DIRETORIA DO GRUPO SANTA ROSA

O Governo do Estado, também emitiu uma nota explicando a situação financeira do MT Saúde, e que vem enfrentando sérios problemas de caixa nos últimos meses, mas que todos os compromissos serão cumpridos e honrados.

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Veja nota: 

O Governo do Estado esclarece que tem feito esforços para corrigir o equilíbrio econômico-financeiro do plano de saúde dos servidores públicos, o Mato Grosso Saúde. 

Diante das dificuldades de caixa enfrentadas nos últimos meses, o Governo, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), trabalha em um grande plano para a quitação de débitos com a finalidade de garantir a permanência de todos os atendimentos. 
 
Desta forma, o Governo do Estado ressalta o compromisso com os hospitais e clínicas médicas credenciadas ao Mato Grosso Saúde e destaca o empenho da gestão em fazer a quitação dos débitos em atraso para a continuidade dos atendimentos.

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Mato Grosso é o Estado com maior número de pessoas resgatadas em situação de trabalho escravo

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Em 2025, 606 trabalhadores(as) foram resgatados(as) no Estado de Mato Grosso em situação análoga à escravidão. É o maior número do país. Na categoria Conflitos por Terra, a região Norte de Mato Grosso é a que concentra o maior número de casos.

A Comissão Pastoral da Terra no estado de Mato Grosso (CPT-MT) lança, nesta terça-feira (19), o relatório “Conflitos no Campo Brasil 2025”, publicação anual da entidade que apresenta um panorama sobre a questão agrária no Brasil. O evento tem início às 19h (horário local), no auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá (MT).

No ano passado, o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino da CPT (Cedoc) registrou 63 conflitos no campo no Estado, que envolveram quase 54 mil pessoas. A maior parte dos casos está relacionada ao eixo de Conflitos por Terra, que somaram 53 ocorrências e atingiram 11.841 famílias. Lideram o ranking de principais impactados pelos conflitos as pessoas assentadas, posseiros e quilombolas.

Outro dado que chama atenção são as ações de pistolagem, com 200 registros ligados a ameaças, intimidações e atuação de grupos armados em áreas de conflito. Destaca-se ainda os casos de ameaça de despejos judiciais, são 4.701, um aumento de mais de 300% em relação ao ano anterior. Nesta categoria, a Pastoral registra as situações em que as famílias convivem com a possibilidade de despejo via Justiça.

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A região Norte de Mato Grosso conta com 26 municípios envolvidos em conflitos, sendo a Campeã no Estado. O dado reflete um aumento de 36,8% em relação à 2024. No geral, o Estado contabiliza 48 municípios com conflitos no campo, dado que também cresceu, 14,3%, comparado à 2024.

Trabalho escravo

O ano de 2025 colocou o Mato Grosso na liderança nacional no número de pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão. Foram duas ocorrências deste tipo de crime, sendo que, em apenas um dos casos, 586 pessoas foram resgatadas. No total, as ações de fiscalização resultaram na libertação de 606 trabalhadores(as) submetidos(as) a condições degradantes, jornadas exaustivas e restrição de direitos básicos.

O principal caso, com 586 pessoas resgatadas, ocorreu no município de Porto Alegre do Norte (MT). Os(as) trabalhadores(as) foram encontrados(as) na construção de uma usina de etanol. O outro registro diz respeito ao resgate de 20 trabalhadores(as) do corte e empilhamento de madeira na Fazenda Eliane Raquel e Quinhão, em Nova Maringá (MT).

Conflitos pela Água

Os conflitos por água também seguem crescendo no estado. Em 2025, foram contabilizadas oito ocorrências, afetando diretamente 1.491 famílias. As disputas envolvem, principalmente, o acesso e uso de recursos hídricos em regiões impactadas pelo avanço agrícola, barramentos, contaminação das águas e restrição de acesso por comunidades tradicionais e pequenos produtores.

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Brasil

No país, os dados de 2025 compilados pela Pastoral da Terra mostram uma redução de 28% nos registros de conflitos no campo em relação a 2024, com 1.593 ocorrências, diante das 2.207. Em comparação com os últimos dez anos, os números são maiores apenas que os de 2017 e 2018, quando foram registrados 1.531 e 1.570 conflitos, respectivamente. Mesmo com a diminuição nos registros gerais, a violência contra povos e comunidades tradicionais continua. O número de assassinatos no campo passou de 13 para 26 vítimas.

Também houve aumento dos casos de trabalho escravo rural, bem como no número de trabalhadores(as) resgatados(as). Para mais detalhes sobre os dados nacionais, acesse aqui.

Lançamento da publicação “Conflitos no Campo Brasil 2025” – dados sobre o Mato Grosso.

O evento ocorrerá às 19h (horário local), no Auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá (MT).

Mais informações: Cristiano Apolucena: +55 (65) 99673-4357 | Frei José Carlos: +55 (15) 98800-1729

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