SUBSÍDIOS DOS SERVIDORES
Pinheiro anuncia reposição salarial de 9,22% para servidores da Educação
Há que se entender a diferença entre reajuste e aumento salarial. O primeiro é o direito à revisão geral anual de vencimentos baseada nas perdas inflacionárias acumuladas nos 12 meses que antecedem a data-base da categoria (reajuste inflacionário). O segundo trata de um aumento acima da inflação (ganho real), conquista que pode ser acordada entre as partes nas mesas de negociação das campanhas salariais.
A nova reforma trabalhista trouxe consigo diversas mudanças. Com isso, o reajuste salarial foi influenciado diretamente. A Lei 13.467/2017, interferiu na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ela propõe alterações e atualizações nos direitos trabalhistas.
Por causa da inflação e outros motivos econômicos, para que o trabalhador não perca seu poder de aquisição, é realizado o Reajuste Salarial. Ele deve ser anual, é obrigatório (sendo um direito trabalhista) e interfere diretamente no salário bruto do beneficiado. Ele é definido em forma de porcentagem sobre o valor que o trabalhador já ganha.

Aumento salarial
Depois de encaminhar a Mensagem do Executivo nº 97/2021 com a Proposta de Lei Complementar que dispõe sobre o Plano de Carreira dos Profissionais da Educação da Rede Pública Municipal de Ensino, para apreciação da Câmara Municipal de Cuiabá, em regime de urgência, o Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), assinou também nesta semana, os Decretos Nº 8.860 e 8.861, que dispõe sobre o Reajuste Geral Anual (RGA) dos vencimentos e subsídios dos servidores públicos ativos e inativos da Secretaria Municipal de Educação (SME).
Conforme Emanuel Pinheiro, o reajuste corresponde à inflação registrada no país de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (INPC/IBGE), acumulados num determinado período.
A Reajuste Geral Anual (RGA) referente ao ano de 2021, de 9,22%, será pago a partir de janeiro de 2022. E o reajuste referente ao ano de 2020, de 2,35%, será pago a partir de março de 2022.
Os dois Decretos estão publicados na versão online da Gazeta Municipal, Nº 280, página 11, que circulou nesta quinta-feira (16).
Emanuel Pinheiro reiterou seu compromisso com os servidores da educação.
“O pagamento da Revisão Geral Anual é um direito dos servidores previsto constitucionalmente e em legislação municipal sendo uma obrigação que deve ser cumprida pelo gestor. A gestão Emanuel Pinheiro tem um compromisso de valorização dos servidores e de respeito à dedicação de cada um, em servir a população. Diante da pandemia, em um momento em que todas nossas forças foram direcionadas a esse enfrentamento e as limitações impostas pela Lei Complementar Nº 173, de maio do ano passado, estabelecendo o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, não foi possível cumprirmos esse compromisso, o que estamos fazendo agora, de forma responsável e dentro da capacidade financeira do Município”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.
A Revisão Geral Anual dos subsídios visa rever o valor nominal da remuneração em face da desvalorização da moeda, ocasionada pela inflação, ou seja, a perda do poder de compra, em um período determinado.
Os reajustes serão pagos integralmente para 100% dos servidores.
Confira anexo a íntegra dos Decretos Municipais.
Destaques
Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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