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VENDE-SE UM PARTIDO

A “negociata” do PDT para apoiar candidato do Avante

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Hoje, para a maioria dos eleitores mato-grossenses, o Congresso Nacional tem mesmo que acabar com os partidos chamados nanicos. O motivo, venda de partidos nas campanhas eleitorais como vem acontecendo todo ano em época de eleição.

Para esses eleitores ouvidos pelo Blog do Valdemir, é uma vergonha, as grandes negociatas que alguns dirigentes dos partidos nanicos estão fazendo, vendendo suas legendas e nominatas de candidatos a vereadores para fazerem buchas nas chapas proporcionais.

Conforme os eleitores, esses partidos já começam a corromper as eleições antes delas iniciarem.

Na tarde desta terça-feira (22) em uma reportagem do site Gazeta Digital foi divulgado um áudio que revela detalhes de uma negociação do Partido Democrático Trabalhista (PDT) para apoiar o candidato do Partido Anvante, Euclides Ribeiro, nesta eleição suplementar ao Senado da Republica.

No áudio, o presidente do partido do PDT em Mato Grosso, deputado estadual Allan Kardec Pinto Acosta Benitez, o professor “Allan Kardec”, fala sobre uma conversa que teve com Euclides e pede autorização, possivelmente para outras lideranças do partido, para fechar a aliança em prol do candidato ao Senado da Republica do Partido Avante.

O deputado estadual disse à reportagem que não houve negociação financeira para o apoio do PDT ao candidato Euclides Ribeiro.

Confira abaixo a reportagem

Uma denúncia anônima que chegou ao GD e que também teria sido apresentado na Justiça Eleitoral revela uma possível compra de apoio do PDT na eleição suplementar ao Senado pelo candidato Euclides Ribeiro (Avante). No áudio, o presidente estadual do PDT, deputado Allan Kardec, pede permissão aos dirigentes pedetistas para “fechar” o apoio e que, depois, “presencialmente” discutiria “estrutura partidária”, já que Euclides teria “muita condição de nos ajudar”.

Aí na terça a gente reuniria a Executiva para falar como ficou a questão dos recursos financeiros desta, desta parceria. Tá bom gente. Obrigado“, disse Kardec no áudio que o GD obteve com exclusividade.

O parlamentar deixa a entender que houve um acordo financeiro entre ele o candidato e que isso poderia beneficiar a legenda. Kardec ainda chega a dizer que outros partidos têm fechado com Euclides Ribeiro, como forma de justificar a aliança.

Tá fechado aqui com a Gisela Simona em Cuiabá. O Pros no Estado inteiro fechou com ele. O Max [Russi] bateu martelo na mesma hora, o PSB vai com ele aí em Várzea Grande, o Flávio Vargas vai com ele. E eu gostaria que vocês pudessem fazer essa avaliação e me dar autorização para fechar com ele, diz outro trecho do áudio.

Segundo Kardec, a indicação para o apoio partiu do vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), logo após que ele anunciou a desistência de concorrer ao Senado. O deputado lembra que Euclides é especialista Recuperações Judiciais das empresas de massa falida em Mato Grosso.

Ele fez Recuperação Judicial do Grupo do Pivetta, do Grupo do Zeca [Viana], do Grupo do Marino Franz. Então ele tem uma percepção sobre advocacia muito forte, justifica.

Críticas aos adversários

Kardec ainda segue, em seu áudio, afirmando que Euclides irá atacar os barões do agronegócio, principalmente o senador interino Carlos Fávaro.

Inclusive o senador [Carlos] Fávaro que a gente vai…é…nós vamos vetar qualquer tipo de apoio a ele, porque conta da construção que foi feita em torno do nome do Otaviano. E agora ficaria horrível se a gente fosse lá pro Fávaro. Nilson Leitão não tem chance da gente seguir com ele por conta do PSDB. E aí ficar livre e ia ficar horrível né“.

Questão ideológica

Allan Kardec segue sua tentativa de convencimento, aos demais pedestistas, dizendo que Euclides tem uma “afinação” com o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Ele quer propor também as recuperações dos CPFs. Justamente aquilo que o Ciro [Gomes] falou da campanha CPCiro“, diz.

Ele quer trazer o Ciro pra dentro do palanque dele, falando sobre a recuperação dos CPFs, vai ser o norte onde nós pedetistas vamos nos amarrar com ele ideologicamente ou em propostas né. Aí eu gostaria que vocês fizessem essa avalaição, avaliassem ele aí e me dessem esse retorno de avançar“, completa.

Outro lado

Procurado pelo GD, o deputado Allan Kardec negou que tenha feito qualquer negociação financeira com Euclides Ribeiro, e que “dificilmente” teria dito para os correligionários sobre recursos financeiros, e do que chamou de “parceria”.

Porém, o deputado alega que Euclides Ribeiro precisará de recursos financeiros para poder realizar campanha no Estado.

E que o apoio financeiro que será negociado com o PDT será dentro da lei e através de doações e materiais de campanha.

É o que todo mundo faz, disse.

Kardec também afirmou que as negociações com Euclides se deu “em defesa do legado” do PDT e dentro da “legalidade”.

Já o candidato ao Senado Euclides Ribeiro negou qualquer acordo financeiro e que todo apoio que conquistou ocorreu dentro de ideias e projeto.

Nunca existiu isso. Defendo e faço a nova política, afirmou.

Somos contra qualquer tipo de negociação financeira, e vamos combater isso nas eleições“, finalizou.

Procurado, o deputado e presidente do PSB em Mato Grosso, Max Russi, negou qualquer conversa com o postulante ao Senado sobre recursos e, que, o acordo se deu por conta da primeira suplência, que ficou com o partido.

O apoio só foi fechado porque ele foi o único que nos ofereceu a primeira suplência. Nós do PSB estamos com ele por isso“.

Já a candidata à Prefeitura em Cuiabá, Gisela Simona, lembrou que as negociações com Euclides e o Pros duraram mais de um mês e que nunca tratou de apoio financeiro para a sua campanha.

Desconheço isso. O que houve foi diálogo e debate de propostas. Só defendi apoiá-lo porque muito do que ele defende, são propostas que apresentei em março, quando pensei em disputar o Senado“, disse. (Com Gazeta Digital)

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Destaques

Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

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Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

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De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

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A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

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