Search
Close this search box.

EXTRAÇÃO ILEGAL DE MINÉRIOS

PF deflagra “Operação” para desmontar atividade garimpeira ilegal em MT

Publicados

em

A Polícia Federal, com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Fundação Nacional do Indio (FUNAI), Força Nacional, e Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizou no ano de 2021 a “Operação Alfeu IV“, para combater a extração ilegal de minérios, na Terra Indígena Sararé, Garimpo “Babalu” e Cooper Pontes, na região de Pontes e Lacerda localizada há mais de 400 km de Cuiabá/MT.

Na ação de encerramento da atividade garimpeira, foram localizadas e inutilizadas escavadeiras hidráulicas, motores estacionários e toda estrutura utilizada na atividade ilegal.

Durante as investigações, a Polícia Federal utilizou imagens de satélites do Programa Brasil M.A.I.S, tecnologia que conta com a constelação de satélites PLANET. Essa tecnologia captura imagens diariamente e, por meio de um algoritmo automatizado, detecta a ocorrência de desmatamentos e outras alterações.

Dando continuidade na Operação Alfeu, neste sábado (19), a Polícia Federal, em “Operação” conjunta com a Policia Rodoviária Federal (PRF), o Exército Brasileiro, Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Força Nacional e Centro Integrado de Operações Aéreas do Estado de Mato Grosso (CIOPAER), deflagrou a Operação ALFEU V, com o objetivo de desocupar o garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, localizada entre os municípios de Conquista D´Oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade, no Estado do Mato Grosso.

Leia Também:  Empresários podem doar recursos para órgãos de Segurança Pública através do recolhimento de ICMS

Segundo a Policia Federal, indígenas da etnia Nambikwara são pressionados há 30 anos por garimpo ilegal de ouro na região. Os policiais cercaram a Terra Indígena e bloquearam os acessos a fim de coibir a prática ilegal do garimpo. Mais de 100 agentes públicos das diversas forças atuam na operação no momento, incluindo aeronaves e embarcações públicas.

Apreensão de máquinas

O objetivo da “Operação” é apreender as máquinas utilizadas no processo de garimpo, identificar os responsáveis e ocupar a região, de forma a fazer cessar a atividade garimpeira e evitar uma nova onda de mineração irregular na terra indígena.

Destaca-se que a “Operação ALFEU” é subdividida em duas fases. A primeira fase se inicia às 6 horas, neste sábado, 19 de março, e será finalizada segunda feira, às 6 horas.

Essa fase é constituída pela busca de maquinários que são utilizados no garimpo ilegal, bem como a destinação desses equipamentos, se for o caso, para as prefeituras da região.

A segunda fase será composta pela destruição e inutilização dos maquinários os quais forem inviáveis a retirada da área do garimpo. A decisão de destruição dos maquinários é da 2ª Vara de Justiça Federal de Cáceres.

Leia Também:  Exposição "O Egito sob o olhar de Napoleão" fica em cartaz até dia 29 de junho

Dano ambiental

O garimpo ilegal promove a destruição da vegetação local, a contaminação dos rios com mercúrio (utilizado na separação do ouro), além de alterar o fluxo das águas na região.

A Polícia Federal afirma que tem trabalhado na preservação da fauna e flora brasileira, protegendo as terras públicas da união e coibindo crimes ambientais, como o desmatamento, a extração ilegal de minério e a usurpação de bens da união.

Propaganda

Destaques

Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso

Publicados

em

Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.

O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.

A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.

As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.

Leia Também:  Eleições em Cuiabá: pesquisa “QUALITATIVA” é mais essencial do que “QUANTITATIVA”

De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.

Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.

A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.

O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.

O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.

Leia Também:  A refundação do PFL e chegada do DEM com PSL

A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.

Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.

Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA