Destaques
Neste segundo semestre, Projetos prometem movimentar na Assembleia Legislativa; O que esperar de Mauro Mendes
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a Lei Orçamentária Anual (LOA), Cota Zero, término do debate sobre a redução de Incentivos Fiscais, estes devem concentrar as atenções dos deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Os trabalhos começaram nesta segunda feira (12), mas deverão intensificar nos próximos dias, com reuniões das Comissões para tratar de assuntos mais polêmicos.
O primeiro secretário da Casa de Leis, o deputado estadual Max Joel Russi (PSB), disse para o Blog do Valdemir que, neste segundo semestre o Legislativo tem tudo para ser movimentado, não esperando muita calmaria. Apesar do clima agitado, Max Russi aposta no entendimento que já aconteceu no primeiro semestre, com as aprovações da Reforma Administrativa e o Incentivo Fiscal.
O presidente do parlamento estadual, deputado estadual José Eduardo Botelho (DEM), disse que na discussão na Casa de Leis neste segundo semestre, existem projetos importantes que dependem de tramitação imediata.
“Vamos ter projetos polêmicos, queremos voltar sem ter a necessidade de parar até o final do ano. Temos projetos como o da Cota Zero, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Lei Orçamentária Anual (LOA), por exemplo. Tudo isso agora será para o segundo semestre. Ainda vai ter muita discussão nesses próximos cinco meses“, pontuou o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho.
Projetos importantes:
Incentivos Fiscais
Acordo costurado durante tramitação dos PLs que revisaram as isenções fiscais, aprovadas no primeiro semestre, prevê que o Executivo envie a Assembleia Legislativa, novos Projetos contemplando setores econômicos que ficaram de fora.
Lei Orçamentária Anual
Todos os anos é preciso elaborar o orçamento do exercício seguinte. E a LOA 2020, será a primeira a ser construída pelo governador Mauro Mendes, após a polêmica tentativa do Governo do Estado, em tentar reduzir os percentuais do duodécimo aos Poderes Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Estadual.
Cota Zero
No próximo dia 22 de agosto, vai ser realizada uma nova Audiência Pública, mas na cidade de Santo Antônio de Leverger, região conhecida por ser pesqueira, que possui várias aldeias de pescadores, de famílias que dependem da pesca no rio, para sobreviver, sem falar do comércio local.
É esperado neste dia, um evento de tamanha grandeza, que coloque em pauta, assuntos que gere mudanças no Projeto “Cota Zero”.
Os profissionais da pesca, até agora não sabem o que vão fazer da vida, caso a proibição do transporte e comercialização do pescado seja aprovada.
Até o momento não se foi apresentado um projeto de subsistência, para os pescadores profissionais sustentarem suas famílias.
Pacto por dias melhores
Ao ser oficialmente encaminhado para o cargo de governador de todos os mato-grossenses, para o período de 2019 a 2022, o empresário Mauro Mendes, foi incisivo quanto aos principais desafios, que tinha e tem pela frente.
Eleito com a promessa de atuar sem usar de recursos tradicionais daquilo, que se chama de “velha política“, Mauro Mendes, deu um recado aos deputados: pediu que tivesse consciência sobre a gravidade da situação do Estado é que “reflitam a respeito”, sempre que um projeto entrar em votação na Assembleia Legislativa.
A expectativa dos mato-grossenses, certamente, é de que o apelo continue sendo ouvido e de que as metas traçadas pelo governador sejam plenamente alcançadas.
Mauro neste primeiro semestre do seu governo, praticamente ocorreu enfrentamento com vários setores da sociedade.
Entretanto o Blog do Valdemir antecipa: Mauro Mendes vivera dias melhores, depois de atravessar crises e tensões.
Destaques
Fiscalização trabalhista em Mato Grosso inseriu três empregadores na “Lista Suja” do Governo Federal
A atualização do Cadastro de Empregadores do Ministério do Trabalho e Emprego incluiu três novos estabelecimentos de Mato Grosso na relação de praticantes de trabalho análogo à escravidão. A inclusão ocorreu após a conclusão definitiva de processos administrativos fiscalizatórios, com garantia do amplo direito de defesa aos autuados pela administração pública federal.
O resgate das vítimas deu-se no âmbito das operações do Ministério do Trabalho e Emprego, em ação integrada com o Ministério Público do Trabalho, a Defensoria Pública da União e a Polícia Federal. As equipes multidisciplinares efetuaram as incursões táticas diretamente nas propriedades rurais e nos canteiros de obras inspecionados no estado.
As intervenções governamentais abrangem ocorrências verificadas ao longo do período entre 2024 e 2026. A divulgação oficial promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego neste mês de outubro consolidou os dados apurados pelas equipes de fiscalização, atestando a continuidade das ações coercitivas em âmbito nacional.

As operações fiscais concentraram-se especificamente nos municípios de Nova Maringá, Sorriso e Alto Taquari. Em Nova Maringá, as fiscalizações ocorreram no setor extrativista de madeira; em Sorriso, no ramo da construção civil urbana; e em Alto Taquari, nas atividades de carvoaria e manejo florestal em área rural.
Um total de 42 trabalhadores resgatados encontrava-se em situação de extrema vulnerabilidade, exposto a condições degradantes e à supressão de direitos fundamentais. Dentre os cidadãos resgatados pelas equipes governamentais, foram identificados adolescentes e trabalhadores migrantes aliciados em outros estados brasileiros.
As ações foram motivadas pela verificação presencial de alojamentos precários, instalações sanitárias inexistentes ou inadequadas e ausência de água potável para consumo e higiene. Observaram-se também falhas graves no fornecimento de equipamentos de proteção, jornada excessiva, contratação informal e descumprimento do pagamento regular de salários.
Para cessar a violação continuada de direitos trabalhistas básicos e punir administrativamente os infratores, os auditores-fiscais do trabalho expediram os autos de infração e promoveram a imediata libertação dos trabalhadores. O procedimento culminou na inclusão formal dos infratores na Lista Suja, assegurando a transparência pública das sanções aplicadas.
Os empregadores mantinham as vítimas alojadas em estruturas improvisadas, tais como barracos cobertos por lonas, contêineres e até mesmo um ônibus adaptado sem condições mínimas de habitabilidade. O veículo utilizado como moradia apresentava infestações de insetos, ausência de pias ou sanitários e esgoto despejado diretamente em via pública.

A execução das inspeções e a manutenção permanente do combate à exploração contam com uma equipe especializada composta por oito auditores-fiscais do trabalho lotados na Auditoria Fiscal do Trabalho em Mato Grosso. Esse contingente realiza fiscalizações mensais regulares e atende denúncias encaminhadas pela sociedade civil.
A relevância da publicação oficial reside na conscientização pública e no fortalecimento das denúncias que viabilizam a interrupção da exploração laboral contemporânea. A manutenção das fiscalizações contínuas busca erradicar condutas degradantes e assegurar o cumprimento integral da legislação trabalhista em todo o território mato-grossense.
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