MATO GROSSO REDEFINE O CENTRO DO PODER
Mauro Mendes consolida grupo político a e marca a saída de tradicionais famílias da vida pública
As eleições de 2026 promoveram uma das mais significativas reconfigurações políticas da história recente de Mato Grosso. No centro desse processo está Mauro Mendes Ferreira (UB), que, após deixar o Governo do Estado de Mato Grosso para disputar uma vaga no Senado Federal, saiu das urnas como o senador mais votado do estado, com 1.187.352 votos, equivalentes a 33,21% dos votos válidos para o cargo. O resultado consolidou sua liderança política e garantiu uma das duas cadeiras mato-grossenses em disputa no Congresso Nacional.
A vitória de Mauro Mendes ocorreu em um cenário de alta competitividade eleitoral. A segunda vaga ao Senado foi conquistada por José Medeiros (PL), que obteve 977.777 votos. Já a deputada estadual Janaína Riva (MDB), apontada como uma das principais adversárias da composição política apoiada pelo ex-governador, encerrou a disputa na terceira colocação, com 519.434 votos, ficando fora da futura composição da Casa Legislativa federal.
O fortalecimento do grupo político liderado por Mauro Mendes não se restringiu ao Senado. Paralelamente à sua eleição, a ex-primeira-dama Virgínia Mendes (UB) conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com 102.120 votos, ela figura entre os oito parlamentares federais eleitos por Mato Grosso e iniciará, em fevereiro de 2027, seu primeiro mandato eletivo, ampliando a presença da família Mendes na representação federal.

A construção desse novo cenário político foi resultado de uma estratégia de continuidade institucional iniciada ainda durante o período em que Mauro Mendes ocupava o Palácio Paiaguás. Ao renunciar ao cargo para disputar o Senado, o então governador transferiu o comando do Executivo Estadual para Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu definitivamente a gestão e posteriormente buscou a legitimação popular nas urnas.
A demonstração mais expressiva dessa continuidade ocorreu justamente na eleição para o Governo do Estado. Otaviano Pivetta foi reeleito em primeiro turno ao alcançar 60,77% dos votos válidos, superando o senador Wellington Fagundes (PL) e a médica Dra. Natasha (PSD). O resultado assegurou a permanência do projeto político iniciado em janeiro de 2019, preservando a base governista no comando da administração estadual.
A aliança entre Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, construída desde 2010, mostrou-se decisiva para a manutenção desse ciclo político. Depois de caminharem juntos por dois mandatos consecutivos no Executivo Estadual, ambos transformaram a eleição de 2026 em uma operação de sucessão planejada. Enquanto Pivetta permaneceu à frente do Governo do Estado, Mauro Mendes transferiu sua atuação para Brasília, preservando a influência do grupo tanto no âmbito estadual quanto no federal.
Em sentido oposto ao crescimento da atual base governista, o pleito marcou o encerramento de ciclos políticos historicamente relevantes em Mato Grosso. O caso mais emblemático foi o da família Riva. Após mais de três décadas de presença contínua em cargos eletivos, o grupo deixará de possuir representação institucional a partir de 2027. Janaína Riva não conseguiu alcançar o Senado, e sua irmã, Jéssica Riva (MDB), também foi derrotada na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa Mato-grossense.
A trajetória da família Riva no Parlamento Estadual teve início em 1994, com a eleição de José Riva para deputado estadual. Ao longo dos anos, ele se transformou em uma das figuras mais influentes da política mato-grossense e teve sua presença posteriormente sucedida por Janaína Riva. Com os resultados de 2026, contudo, encerra-se uma sequência de 32 anos de ocupação ininterrupta de mandatos eletivos pela família.
Outro grupo político tradicional atingido pelas urnas foi a família Campos. O ex-governador, ex-senador e atual deputado estadual Júlio Campos (UB) não conseguiu renovar seu mandato na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT).
Já o seu irmão o Senador Jayme Campos (UB), após ser derrotado internamente na disputa pela candidatura ao Governo do Estado dentro do próprio partido, o União Brasil (UB), sequer participou da eleição majoritária, permanecendo no Senado apenas até o término de seu atual mandato.

O desfecho do processo eleitoral simboliza uma autêntica troca de guarda na política de Mato Grosso. Enquanto as famílias Riva e Campos encerram um longo ciclo de protagonismo institucional que atravessou décadas, o grupo liderado por Mauro Mendes emerge fortalecido e ocupa posições estratégicas nos principais níveis do “PODER”.
Com Otaviano Pivetta no Governo do Estado, Mauro Mendes no Senado Federal e Virgínia Mendes na Câmara dos Deputados, a eleição de 2026 não apenas redesenhou o mapa político mato-grossense, mas também consolidou uma nova estrutura de liderança com influência simultânea em Cuiabá e Brasília.
Política
Qual Mato Grosso que Pivetta propõe? Alguém falou no Ministério da Agricultura?
Caros amigos e leitores do Blog do Valdemir, começamos e iniciarmos um novo dia, uma nova semana, e o ano está quase terminado, e lá vem o “Guri Refestelado da Guarita”, gritando que o governador reeleito Otaviano Olavo Pivetta, do partido Republicanos, determinou que o secretário de Fazenda mato-grossense, Rogério Gallo, faça uma revisão e enxugamento da máquina administrativa para o novo mandato que começa no dia 5 de janeiro de 2027.
Calma pequeno gafanhoto! Muita calma nessa hora. É completamente normal que o início de qualquer Governo, seja marcado por instabilidades, revisões políticas e ruídos de comunicações.
Esse momento de transição é conhecido na política como o período de instalação ou de acomodação das novas forças governantes.
As narrativas nesse momento são várias, mas o que envolve na prática é: redução de cargos comissionados, reavaliação de contratos administrativos e contenção de gastos supérfluos; adequação dos gastos públicos ao teto de arrecadação para evitar endividamento e abrir margem para investimento em áreas prioritárias.
Segue o fluxo!

Mato Grosso que Pivetta propõe
Os compromissos para o próximo mandato de 2027 a 2030, estão em cinco pilares estratégicos: Saúde Próxima; Educação Libertadora; Apoio Social e Habitação; Segurança Firme; Tolerância Zero e Ordem Pública; Proteção a Mulher, Emprego e Logística Estruturante e o Estado Parceiro.
Estes planos foram entregues para Rogério Gallo, que recebeu a missão de realizar o levantamento sobre o funcionamento da máquina.
A partir desse diagnóstico, Otaviano Pivetta pretende definir quais ajustes serão necessários para tornar a administração estadual mais eficiente e adequar os gastos as prioridades da próxima gestão.
A revisão também considera os impactos da reforma tributária nacional sobre as contas do meu “QUERIDO”, “LINDO”, e “MARAVILHOSO” Estadão de Mato Grosso.
A substituição gradual do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) exigirá adaptações no modelo de arrecadação e poderá alterar a política de incentivos fiscais utilizada pelo Estado para atrair empresas.
A intenção da reorganização administrativa será manter a competitividade de Mato Grosso na atuação de empreendimentos, especialmente nos setores de agroindústria e processamentos de grãos e carnes, diante das mudanças no sistema tributário.
E Ananias Filho como está?
Parte dos deputados eleitos e reeleitos não o quer mais no comando da legenda na “QUERIDA” e “QUENTE” Terra de Rondon.
Dizem que o “protegido” de Wellton Fagundes, desagrega, não tem perfil de um líder político e age com perseguição no comando do Partido Liberal (PL). Entretanto, contudo, todavia, senhores revoltados, o comando do partido dificilmente sairá do controle de Ananias Filho.
Ele é uma indicação de Wellton Fagundes, ambos são antigos aliados. Tem mais: o presidente do Diretório Nacional Valdemar Costa Neto e Wellton Fagundes são correligionários a década.
Infidelidade? Tá se referindo a infidelidade de alguns líderes da sigla no pleito eleitoral de 2026? O Wellton e Ananias, levaram numa boa e, segue o fluxo! Isso é que pode chamar de resiliência.
Daqui a 14 dias
Os brasileiros retornam às urnas para a votação do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
É incrível o país mostrado no horário eleitoral pelo candidato da esquerda, será que existe? Onde está? Cadê?
É tamanha mentira que vira uma piada de mal gosto pra quem perde o tempo em assistir, já que vem goela abaixo em nossos lares.
Então, bora! Vou levar os frequentadores do Boteco da Alameda, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (AL/MT) já que nos bastidores a disputa da Mesa Diretora da Casa de Leis, da vigésima primeira Legislatura começa a agitar.
Segundo levantamento do núcleo duro do Boteco da Alameda, dois deputados que ultrapassaram a marca de 40 mil votos, iniciaram contatos com os eleitos e reeleitos para montar grupo de “oposição” na disputa pela Mesa Diretora.
Oito colegas, entre novatos e veteranos, sinalizaram apoio para os dois deputados: Faissal Calil (PL) e Diego Guimarães (Republicanos).
Nota de rodapé:
O atual presidente da Casa de Leis, o comandante do Podemos em Mato Grosso, Max Russi, vai permanecer na presidência no Biênio 2027/2028. A disputa se concentra na primeira secretaria, hoje ocupada por Dr. João José (MDB) e cobiçada pelo Partido Liberal (PL) e Republicanos.

O Boteco vai falar
Alguém falou em Ministério? Se você está acompanhando alguma notícia recente, conte um pouco mais para os frequentadores do Boteco da Alameda.
Então senhores (as) navegantes do Blog do Valdemir pega aí: a possibilidade de Mato Grosso ocupar o comando do Ministério da Agricultura, reflete a importância do Estado para a economia nacional.
Líder na produção brasileira de soja, milho e algodão, além de possuir o maior rebanho bovino do país, o Estado de Mato Grosso exerce influência direta sobre as discussões relacionadas ao abastecimento, as exportações e as competitividade do Agronegócio.
Nesse cenário, a escolha de um novo representante do Estado de Mato Grosso para comandar a pasta teria significado político e econômico.
A eventual indicação, porém, também dependeria da capacidade de articulação nacional do escolhido e de sua relação com as diferentes cadeias produtivas, que incluem agricultura empresarial, pecuária e agricultura familiar.
Pega aí: apesar das movimentações de bastidores, a formação de um eventual Ministério permanece condicionado ao resultado do segundo turno.
Por enquanto, dois nomes permanecem no campo das possibilidades: Mauro Mendes (UB) e Odílio Balbinotti Filho.
Não há confirmação de convite, indicação formal ou compromisso de Flávio Bolsonaro com qualquer um deles para o Ministério da Agricultura.
Segue o fluxo!
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