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EM DISCUSSÃO: VLT OU BRT

VLT, BRT ou “Nova Era” qual a melhor solução de média capacidade para Cuiabá e Várzea Grande?

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A palavra ônibus vem do latim (omnibus) e o seu significado é “para todos”. Ônibus são longos, de longe, o modo de transporte coletivo mais presente de Cuiabá e a cidade vizinha Várzea Grande.

Chega em todos os lugares: Jardim Cuiabá, 24 de Dezembro, Pascoal Ramos, Guarita, Pedra 90, Tijucal e nas ruas do centro da cidade; permitindo uma ampla flexibilidade para a mudança de itinerários. Bons tempos das empresas da época do editor do Blog do Valdemir no qual se utilizava do “busão” da empresa de Transporte Nova Era.

Mas agora com a vigência da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei 12.587 de 2012), há estímulos e dinheiro disponíveis para projetos e obras de novos sistemas de mobilidade.

Aí chega o “momento de nostalgia”, apesar de que, já perdemos 10 anos tentando entender o que deveríamos sentir. Mas faz parte das nossas vidas, muitas vezes passamos a vida tentando entender o que se passa na mente das pessoas. Sem sucesso a nossa equipe de reportagem descobriu que era impossível, pois eles não sabem o que fazem.

O assunto “nostálgico”, é o tema que cada vez mais cresce e com este crescimento, as dúvidas ganham corpo, já que muitos não encontram a causa para essa batalha política e jurídica.

Largaram a empresa de Transporte Nova Era, agora é BRT ou VLT

A disputa começou em setembro 2009, a época Cuiabá, precisava apresentar um projeto de mobilidade urbana para o Governo Federal. Se aprovada, a obra seria financiada pelo “Programa Pró- Transporte” com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e operacionalizado pela Caixa Econômica Federal (CEF).

A Prefeitura de Cuiabá então resolveu contratar uma empresa ou entidade que montasse um projeto de mobilidade urbana. A Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT) se ofereceu para fazer os estudos, mas foi preterida pela empresa TTrans, do Estado de São Paulo que fornece sistemas metroviários de energia, controle e material rodante.

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A análise possuí dez páginas tamanho A-4 e nenhuma referência à realidade específica de Cuiabá, metodologia de cálculo ou contexto econômico.

Não escolheram nosso projeto, mas a empresa contratada apresentou um estudo muito sério, tanto que obteve o financiamento federal“, ironizou o professor Luiz Miguel de Miranda, doutor em engenharia de transportes na UFMT à época.

A época foi feito um estudo caso do “VLT ou BRT”, por autoridades em transportes da Prefeitura de Cuiabá, Várzea Grande e do Estado de Mato Grosso, além de engenheiros da UFMT, da Universidade de São Paulo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Sabe qual foi a conclusão? Isso ninguém escreve ou diz. Não houve uma voz que não dissesse que o Bus Rapid Transit (BRT) era o modal adequado para as duas cidades vizinhas Cuiabá e Várzea Grande.

Quer saber a conclusão técnica? A conclusão técnica foi a de que Cuiabá não precisaria de um sistema de transporte que pudesse transportar mais do que 20 mil pessoas por hora.

Quer mais? Foi sugerido à época o projeto do BRT para as Prefeituras de Cuiabá e Várzea Grande.

Já o Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT) transporta até 40 mil pessoas por hora. As linhas de BRT somariam 33 quilômetros e teria 32 estações, ligando o Centro ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon no município de Várzea Grande e do Estádio Governador José Fragelli, a Arena Pantanal.

Moral: pelas projeções técnicas Cuiabá não tem necessidades de um VLT pelo menos para os próximos 20 anos.

Momentos de nostalgia

Eitaaa Blairo Maggi, o senhor com Agripino Bonilha Filho, ex-diretor de Articulação Interinstitucional da Agecopa, e Carlos Orione, então presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) lutaram tanto para ver está triste realidade.

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Lembra ao deixar o Governo do Estado para disputar o Senado? Lembra do mês de junho na Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal, quando foi anunciada a troca de modal para o VLT no valor de R$ 1,1 bilhão? Lembra que este valor era equivalente a todo o montante de investimentos para a Copa do Mundo em Cuiabá, incluindo obras no Aeroporto Internacional Marechal Rondon no valor de R$ 88 milhões, a construção da Arena Pantanal no valor de R$ 597 milhões?

Lembra que os estudos técnicos e empresas contratadas recomendavam a construção do BRT ao custo de R$ 489 milhões? Lembra quando era motivo de piadas que Mato Grosso não conseguiria ser sub sede da Copa do Mundo de 2014?

É Maggi, o senhor conseguiu trazer a Copa do Mundo para a nossa Cuiabá, trouxe desenvolvimento para a nossa capital, fez pelo Estado de Mato Grosso o que um político tem que realizar.

Acabou a nostalgia da equipe reportagem do Blog do Valdemir.

Respira fundo político da atualidade e respondam não para a nossa equipe de reportagem, mas através das suas redes sociais para a população mato-grossense quais os motivos que defendem o VLT, já que estudos diz que é inviável a sua implantação?

Sabemos que não foi técnico. A decisão foi devido a um embate político em que se confrontaram deputados e secretários de estado favoráveis ao metrô, de outro lado, técnicos e especialistas em transportes que recomendava o BRT.

Nas redes sociais, a discussão é grande quando a mudança do modal, e existem aqueles que por interesse outros defendem a permanência do VLT

Bom, será que é porque alguns deles terão que devolver a comissão, o dinheiro recebido…..etc…etc…etc.

Vamos aguardar a segunda parte: VLT x BRT

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Destaques

Servidores acusam cúpula do Coren-MT de desvios milionários e “Fraude Eleitoral”

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Funcionários do Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso (Coren-MT) protocolaram, de forma oficial e conjunta, denúncias formais na Polícia Federal (PF), na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Ministério Público Federal (MPF). O grupo de servidores, que optou por agir de maneira unificada para resguardar a integridade institucional, apresentou um extenso dossiê que aponta graves irregularidades administrativas e financeiras no órgão. A iniciativa visa interromper práticas que, segundo os denunciantes, comprometem diretamente a lisura e o patrimônio da autarquia federal responsável pela fiscalização da categoria.

As graves acusações recaem sobre a atual diretoria do Coren-MT, alcançando figuras do alto escalão administrativo e político da entidade, como a presidente, o secretário, conselheiros, procuradores jurídicos e fiscais de contratos. Adicionalmente, as suspeitas estendem-se a técnicos da área de tecnologia da informação e ao próprio chefe de comunicação do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), sugerindo uma articulação de grande alcance. A menção a integrantes da esfera federal indica que a suposta rede de influências ultrapassa as fronteiras do estado de Mato Grosso, demandando rigorosa atenção dos órgãos de controle.

Os atos delituosos denunciados envolvem supostos desvios de recursos públicos, formação de quadrilha, graves irregularidades em contratos públicos de locação e indícios de manipulação digital das eleições internas da autarquia. A acusação formalizada desenha um cenário de uso indevido da máquina administrativa para o favorecimento pessoal e político de um grupo restrito, em detrimento do interesse dos profissionais de enfermagem. O conjunto de práticas descritas aponta para um suposto esquema estruturado com o propósito de desviar verbas das contribuições anuais pagas obrigatoriamente pelos trabalhadores da saúde.

A apresentação formal das representações ocorreu ao longo desta semana, um período considerado estratégico pelos denunciantes para evitar a ocultação de provas documentais e digitais essenciais. A escolha do momento para a entrega dos documentos reflete a urgência dos servidores em obter uma intervenção rápida das forças de segurança federais antes que novos atos administrativos suspeitos sejam consumados.

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A tempestividade da ação busca garantir que os órgãos de controle tenham acesso imediato aos registros originais dos contratos vigentes e aos sistemas de votação sob suspeita.

A entrega das denúncias e o protocolo dos documentos ocorreram nas sedes das respectivas instituições de controle federal, localizadas na capital do Estado de Mato Grosso, Cuiabá. O ambiente geográfico da apuração concentra-se na própria sede administrativa do Coren-MT e nas imediações dos órgãos responsáveis por fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais na região centro-oeste. A centralização das denúncias no núcleo político e administrativo mato-grossense facilita a coleta de depoimentos e a realização de eventuais buscas periciais autorizadas pelo Poder Judiciário.

A motivação principal que impulsionou os servidores a formalizarem a denúncia baseia-se na defesa do patrimônio público, na exigência de transparência na gestão de recursos e na preservação da legitimidade democrática do conselho. Os funcionários relatam que o silêncio diante de indícios tão evidentes de má-fé tornaria a própria categoria cúmplice do desmantelamento ético da autarquia que os representa legalmente.

O desejo de restabelecer a moralidade administrativa e a confiança dos milhares de enfermeiros, técnicos e auxiliares inscritos no conselho foi o motor decisivo para a denúncia.

O suposto esquema operava por meio da celebração célere de contratos de locação imobiliária com dispensa de licitação e valores superfaturados, além da suposta adulteração de sistemas eletrônicos de votação durante os pleitos internos. De acordo com as investigações preliminares sugeridas pelos servidores, os gestores ignoravam os trâmites licitatórios normais sob falsos pretextos de urgência administrativa, consolidando negócios imobiliários desvantajosos para o erário público. Em paralelo, barreiras digitais teriam sido criadas para impedir que chapas de oposição ou profissionais específicos votassem de forma livre e segura.

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Um dos pontos centrais da denúncia destaca a locação do imóvel onde funciona a sede do Coren-MT, no bairro Jardim Cuiabá, realizada sem licitação em menos de noventa dias após a posse da atual gestão. O valor do aluguel é significativamente superior ao da sede anterior, mesmo o conselho possuindo um imóvel próprio, totalmente desocupado, no bairro Goiabeiras.

O contrato de locação prevê a compra futura do prédio por R$ 6,6 milhões e estipula uma multa rescisória de R$ 660 mil caso o negócio não ocorra, gerando potenciais prejuízos.

Outro pilar de extrema gravidade relatado no documento diz respeito ao processo eleitoral de 2023, quando diversos profissionais de enfermagem relataram dificuldades técnicas intransponíveis para exercer o direito ao voto. Conforme os depoimentos anexados, os eleitores enfrentaram bloqueios sistemáticos de acesso ao sistema de votação eletrônica e falhas inexplicáveis na conclusão do voto pela internet. Os denunciantes apontam que essas instabilidades podem ter sido provocadas intencionalmente para direcionar o resultado do pleito, mantendo o grupo político atual no controle da autarquia.

Diante da robustez dos indícios apresentados, os órgãos federais de controle devem agora analisar o material para decidir sobre a instauração formal de inquéritos policiais e auditorias fiscais aprofundadas. A expectativa é de que os peritos da Polícia Federal e os auditores da Controladoria-Geral da União iniciem o cruzamento de dados financeiros e a auditoria nos códigos-fonte do sistema eleitoral.

O desfecho desta fiscalização determinará não apenas a responsabilização jurídica dos envolvidos, mas também os rumos da gestão da enfermagem em todo o estado.

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