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MT poderá receber “calote” do Governo Federal, FEX só de 2015
A presidente Dilma Rousseff (PT) se manifestou oficialmente o pedido realizado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf (PSDB), quanto ao pleito da liberação emergencial dos R$ 850 milhões devidos ao Tesouro de Mato Grosso referente as compensações do Fundo de Exportações (FEX) previstos na Lei Kandir.
Aprovado em plenário o requerimento 111/2015, cobrava esclarecimentos a respeito das pendencias do auxilio financeiro para fomento das exportações e solicitava a liberação imediata dos recursos de 2014 já vencidas e não cumpridas e que representam R$ 400 milhões, sendo R$ 295 milhões do Estado de Mato Grosso e R$ 105 milhões dos 141 municípios mato-grossenses.
O Blog do Valdemir obteve informações que o Estado somente recebera o FEX de 2015, que em conversa com o ministro Chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, será na ordem de R$ 450 milhões, que devera ser liberado ate o final do mês de julho, já que o Ministério da Fazenda empenhou e vai cumprir. "Fico satisfeito da Presidência da Republica ter se manifestado e principalmente determinado providencias ao ministro da Fazenda Joaquim Levy, que já manifestou cumprir com as obrigações principalmente dos Estados produtores que tem sustentando a economia do Brasil", disse o presidente Guilherme Maluf (PSDB), apontando que a ação encabeçada por ele recebeu apoio de todos os deputados estaduais, mais os senadores e os deputados federais.
O presidente da ALMT reforçou a tese de envolver todos os Poderes Legislativos dos Estados e das Câmaras Municipais, pois eles são interessados em encontrar soluções, já que os recursos retidos são referentes a receitas previstas e não executadas, o que provoca desequilíbrio em qualquer execução de orçamento. "Estes valores devidos ao Estado e aos Municípios representam muito mais para se equilibrar as receitas publicas e principalmente para cumprir com as obrigações como saúde, educação, segurança, social entre outros. Como que o gestor publico cumpre se nem os recursos constantes da previsão orçamentaria são cumpridas pelo governo federal", questionou Guilherme Maluf.
O Secretario de Fazenda do Estado, Paulo Brsutolin esteve na Assembleia Legislativa apresentando o Relatório de Gestão Fiscal do 1º Quadrimestre de 2015 e fizeram uma explanação sobre os dados relacionados especialmente às receitas e às despesas registradas neste período.
No relatório do Secretario de Fazenda apresentado, ele faz duras criticas ao Governo Federal, dizendo que o Estado de Mato Grosso esta sendo vitima de calote por parte da União, e que o estado tem direito em R$ 400 milhões de reais do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX), que deveriam ter sido repassados desde 2014, e que não foi liberado ate o momento o repasse.
“O FEX não é um problema do Governo. Ele é um problema do Estado. Portanto, todos os deputados federais e senadores têm a obrigação de trabalharem unidos em prol de Mato Grosso. Caso o FEX de 2014 não venha, será uma derrota para o Estado e para todos os políticos de Mato Grosso no Congresso Nacional”, disse o Secretario de Fazenda Paulo Brustolin na apresentação do Relatório de Gestão Fiscal aos deputados na Assembleia Legislativa.
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Ação de R$ 182 Milhões contra ex-governador completa 7 anos no Judiciário de Mato Grosso
Uma das principais denúncias de desvio de recursos públicos da história recente do Estado de Mato Grosso continua sem uma decisão de mérito definitiva. A Ação Civil Pública por improbidade administrativa, que tramita na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, busca a devida reparação aos cofres públicos diante de indícios robustos de fraudes no pagamento de precatórios.
O processo em questão aponta como réus o ex-governador Blairo Borges Maggi, o empresário Valdir Piran e outras oito pessoas físicas e jurídicas. Entre os demais acusados estão ex-secretários de Estado, procuradores estaduais e a Construtora Andrade Gutierrez, todos apontados como partícipes de um arranjo financeiro ilícito de caráter estruturado.
A controvérsia judicial, que se arrasta desde o ano de 2019, completou sete anos de tramitação sem que um desfecho definitivo tenha sido alcançado na Justiça de Mato Grosso. Os reiterados recursos processuais apresentados pelas defesas dos réus retardaram o andamento célere dos autos ao longo de quase uma década de controvérsias.
As supostas irregularidades processuais ocorreram no âmbito da administração pública direta do Estado de Mato Grosso, sediada na capital, Cuiabá. O epicentro das transações financeiras sob suspeita deu-se no âmbito da Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ/MT) e envolveu créditos originados de autarquias estaduais já extintas.
De acordo com as investigações, o esquema criminoso operou-se mediante a triangulação fraudulenta de repasses financeiros bilionários à Empreiteira Andrade Gutierrez sob o pretexto de quitação de precatórios judiciais.
Posteriormente, parte expressiva desses recursos públicos federais e estaduais era direcionada ao empresário Valdir Piran para fins de compensação de créditos privados.
A motivação por trás da referida engenharia financeira ilícita residia na necessidade urgente de quitação de uma dívida de caráter estritamente político de R$ 40 milhões. O grupo governamental da época contraíra esse débito volumoso com a Factoring pertencente ao empresário Valdir Piran, conforme apontam as investigações ministeriais.
O objetivo principal da referida operação ilegal consistia na obtenção rápida de dinheiro em espécie para garantir e consolidar a sustentabilidade política do grupo governante no poder. O “retorno” financeiro ilegal extraído do pagamento dos precatórios judiciais viabilizava a manutenção de privilégios ilícitos e o suborno continuado de parlamentares estaduais da base governista.
O expressivo prejuízo financeiro causado ao erário público estadual totalizou o montante histórico de R$ 182,9 milhões. Além do desfalque material milionário, a lentidão no julgamento do processo penal e civil acarreta severo desgaste à imagem do Poder Judiciário e fomenta um nocivo sentimento de impunidade social.
A denúncia apresentada à Justiça baseia-se em auditorias técnicas minuciosas realizadas pela Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso e pelo Tribunal de Contas do Estado. As conclusões probatórias foram reforçadas de forma substancial pelos detalhados depoimentos prestados pelo ex-governador Silval Barbosa em seu acordo homologado de colaboração premiada.
Em manifestações recentes anexadas aos autos judiciais, a defesa do ex-governador Blairo Maggi alegou veementemente a inocência de seu cliente e a total regularidade técnica dos pagamentos efetuados. De igual modo, os representantes legais de Valdir Piran e das demais empresas envolvidas asseveram a plena licitude das negociações financeiras entabuladas à época.
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