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O SER HUMANO PEDE AJUDA

Moradores de rua, invisíveis aos olhos da sociedade

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O crescente aumento no número de moradores de rua é um fato alarmante e que pede por uma maior atenção por parte de nossos governantes, para que eles tenham a possibilidade de ter uma vida decente e com os recursos mínimos para se obter ao menos alguma qualidade de vida. O frio não é apenas físico, o frio está no olhar indiferente ou no desviar do olhar. Frio, é o coração que não se comove ao ver um ser humano em uma situação de abandono, sem um lar, sem banho quente, nem frio. Sem cobertor, sem comida, sem…

Como humanos pecadores que somos, temos a tendência de julgar, “ah, ele provavelmente merece estar ali”. Sendo honesto, provavelmente, sim. Por decisões erradas que tomou na vida. Quem nunca?

A palavra de Deus nos fala é sobre o plantar e colher, podemos nos arrepender de nosso plantio, porem não nos livramos da colheita.

Também fala do maior mandamento que Jesus nos deixou, amar o próximo, é complicado imaginar esse amor ao próximo, diferente de um familiar que vive conosco, quem amamos com todos os defeito, ou um amigo que tem algo em comum com você e compartilha de sua vida. Esse amor é diferente, é o amor de francamente desejar que aquela pessoa não estivesse ali. Desejar minimizar o sofrimento dela. Sentir seu coração contrito com o sofrimento alheio.

Já ouvi comentários que alguns são aproveitadores, que tiram vantagem.

Talvez, porem me pergunto, não seria um engano? Engano gerado por uma mente cauterizada. Onde está a vantagem em estar na rua pedindo dinheiro ao invés de trabalhar, não será isso gerado por uma falta de visão? Meu coração se compadece desses também, desejando que um dia enxerguem as coisas de outra forma.

Enfim, acredito que cabe a nós ajudarmos com o que podemos, um sapato, uma coberta, um lanche, um emprego, um sorriso. Principalmente nossas orações, para que um dia o Senhor possa nos usar e sejamos o encontro, daqueles que necessitam com Deus.

O Governo do Estado de Mato Grosso veio com a campanha Aconchego objetiva a distribuição de cobertores, beneficiando as pessoas em situação extrema de vulnerabilidade social. Em todo o Estado de Mato Grosso, foram distribuídos mais de 100 mil cobertores para os 141 municípios.

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A Prefeitura de Cuiabá veio com a campanha de distribuição de cobertores, o “Aquece Cuiabá”.

O Blog do Valdemir diz: “Isso não é suficiente

O Poder Publico tem que se apresentar mais no que se refere ajuda humana.

É sabido que a ciência tem se reinventado em quase todas as áreas, especialmente quando falamos da tecnologia, contudo, se por um lado a ciência tem ganhado um espaço bastante expressivo no contexto do mundo moderno, discussões sobre as relações humanas, sobretudo sobre o contato e o acolhimento humano, tem sido colocadas como questões secundárias, contudo, o acolhimento nos mais diversos espaços é fundamental para que consigamos ter uma vida de qualidade.

Assim, como forma de driblar esse problema, é necessário que aprendemos, por meio das diferenças que ganham forma nas relações humanas, a construir um olhar mais respeitoso e paciente frente a outra pessoa, pois, assim, ela se sentirá mais amada, respeitada e acolhida e, assim, conseguirá aprender tudo o que se pode proporcionar de forma mais ativa e efetiva, pois não se sentirá isolada do contexto por causa de uma possível diferença, por exemplo.

Hoje, nas ruas de nossas cidades, tanto na Capital como no interior do Estado, temos um grande numero de pessoas que precisam de ajuda, como um “Acolhimento Antecipado”, um local para que elas possam ser cuidadas. O Poder Publico apenas levar um caldinho e um cobertor para aquecer no frio, mas, uma pergunta, e os outros dias, como ficam as pessoas de rua!

Temos que ajudar sim, mas de forma permanente. Vários grupos independentes fazem a distribuição de comidas e caldinhos pela cidade. E depois!

Nos últimos anos, o movimento do comércio tem atraído pessoas em situação de rua, que pedem nas redondezas pelo pagamento de algum alimento para saciar a fome. A praça, está entre os locais onde se concentram pessoas em situação de rua.

O inverno será de ondas de frio fortes e de grande extensão sobre o país, nos meses de junho e julho, com temperaturas baixas e geada em algumas regiões do país, ocorre uma cisão invisível na sociedade: de um lado os que logo pensam em aproveitar a beleza da estação para curtir um friozinho nas montanhas, com comidas quentes e roupas elegantes; do outro um tipo diferente de Brasil, privado do mínimo para sobreviver com dignidade, perambulando pelas ruas enfrentando o rigor do vento que sopra em seus corpos quase nus, fracos, famintos, solitários e desabrigados.

Quem se importará com aqueles que integram essa camada socialmente açoitada pelas penúrias da madrugada? Eles têm frio e fome. Eles têm pressa!

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Resta agora torcer para que, sempre que os raios de sol cederem lugar ao céu escuro e úmido, homens, mulheres, crianças e idosos sejam encontrados por quem abrigou, saciou e acolheu Jesus. De que forma? Vestindo e aquecendo os que Ele mesmo chama de meus pequeninos:

Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; estava nu, e vestistes-me. Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes (Mt 25:34-40).

Afinal, pior do que ser maltratado por condições climáticas rigorosas e graves é nunca experimentar o calor humano dissipando, de mansinho, a brisa fria do abandono e da indiferença.

Os motivos que levam uma pessoa a morar na rua são vários, como o desemprego, o abandono familiar ou até falta da família, a situação econômica, o desajuste social, problemas psicológicos e, muitas vezes, o vício em drogas como o álcool e o crack. Essas pessoas já não veem expectativas em suas vidas, se encontram em uma situação de sobrevivência, fora do contexto social, sem esperanças ou sonhos, usando de papelões e jornais como proteção do frio durante a noite.

Não é apenas o governo que deve voltar seus olhos para essas pessoas, mas também a sociedade, que ao se deparar com um “mendigo” na rua passa como se não existisse nada naquele lugar, como se ele não fizesse parte de sua realidade. Essa imagem “inconveniente” passa despercebida aos olhos das pessoas, que já não enxergam solução para esse problema e ignoram o outro, que necessita de ajuda ou, pelo menos, ser tratado com dignidade.

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STF sela acordo inédito para mapear fronteira entre Mato Grosso e Pará

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O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o primeiro acordo de conciliação entre as administrações estaduais de Mato Grosso e do Pará para iniciar a pacificação de um histórico litígio de limites territoriais. A decisão judicial estabelece um procedimento oficial e conjunto de cooperação técnica, cujo foco principal é mapear e catalogar de forma coordenada as propriedades rurais afetadas, solucionando o impasse sem prejuízo da continuidade da ação originária.

O foco central da resolução jurídica envolve diretamente as procuradorias-gerais, os institutos de terras e os governos dos estados de Mato Grosso e do Pará, sob a condução direta do ministro relator Flávio Dino. O magistrado destacou a postura estritamente colaborativa mantida pelas equipes técnicas e jurídicas de ambos os entes federativos, as quais concentraram esforços recíprocos para formular salvaguardas institucionais e assegurar direitos civis fundamentais.

A execução cronológica das etapas fixadas pelo acordo iniciou-se formalmente nesta quinta-feira, fixando um prazo decadencial e improrrogável de trinta dias corridos para que as metas cartográficas iniciais sejam entregues. Esse cronograma restrito visa a interromper o vácuo temporal gerado desde 2020, quando o tribunal fixou os limites de 1922, sucedendo-se novos recursos interpostos por Mato Grosso no ano de 2023.

A área de abrangência geográfica do mapeamento compreende uma extensa faixa de terra de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados, situada exatamente na divisa interestadual de ambas as unidades da federação. Os desdobramentos operacionais estendem-se dos gabinetes do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, às sedes do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat) e do Instituto de Terras do Pará (Interpa).

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A engenharia operacional do pacto administrativo concretizar-se-á por meio do compartilhamento imediato de bancos de dados fundiários e da realização de vistorias cartográficas unificadas em toda a extensão da linha divisória. Após o levantamento de campo, o Estado do Pará peticionará formalmente nos autos do processo judicial, apresentando o compilado estatístico para que os cartórios locais forneçam as respectivas cadeias dominiais.

A motivação primordial para a celebração deste inédito consenso institucional repousa na urgente necessidade de conferir estabilidade jurídica aos produtores rurais e residentes daquela faixa de fronteira. A indefinição quanto à jurisdição administrativa de cada estado vinha gerando graves entraves ao desenvolvimento econômico regional, prejudicando o recolhimento de tributos e paralisando investimentos essenciais no setor agropecuário.

O propósito final da estruturação deste plano de trabalho consiste na elaboração de um diagnóstico fundiário definitivo que possibilite a regularização integral de todas as propriedades abrangidas pelo antigo litígio. Busca-se, por meio dessa cooperação mútua, salvaguardar os direitos de posse dos cidadãos titulados por Mato Grosso em áreas que o STF reconheceu formalmente como pertencentes ao território paraense.

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Os parâmetros técnicos e estruturais da deliberação impactam a gestão de milhares de hectares produtivos, cuja mensuração precisa e individualizada será integralmente custeada pelas estruturas operacionais dos respectivos órgãos de terras estaduais. Os investimentos logísticos aplicados nesse recenseamento geográfico visam a restabelecer a ordem fiscal interna e evitar prejuízos financeiros bilionários decorrentes da insegurança sobre a posse da terra.

Os fundamentos jurídicos e as diretrizes oficiais que embasaram o termo de conciliação constam dos autos da Ação Cível Originária (ACO) 714, sendo validados diretamente pelos dados técnicos fornecidos pelo Intermat e pelo Interpa. Os relatórios produzidos pelas duas instituições de regularização agrária serviram como base empírica e documental indispensável para que o ministro Flávio Dino validasse o procedimento.

O desdobramento iminente do acordo prevê a apresentação pública do plano de execução fundiária e, subsequentemente, a designação de uma nova audiência conciliatória pelo Supremo Tribunal Federal focada na área de segurança pública. Esta próxima etapa buscará estabelecer um pacto de atuação policial coordenada na região fronteiriça, garantindo o atendimento social, o policiamento ostensivo e a paz social para a população local.

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